31.8.11

Choupana acima, Choupana abaixo


 
“Toca a andar, isso, toca a andar!”
A palavra de ordem do engenheiro da fruta e das muitas touradas futeboleiras na ilha, soava, abafada pelo nevoeiro cerrado, encosta acima.
As ninas lá cirandavam numa fona, ávidas por Arturinho e seus compinchas para mais um daqueles furtivos mas bem pagos encontros.

- Artur! Artur! Onde estás meu bem? – clamava uma delas com sotaque brasileiro.
- Ó filha, olha que o Artur a esta hora já está lá em cima, no campo, a fazer outro tipo de aquecimento! – respondeu-lhe um campónio com um ar abrutalhado, que por ali passava a caminho de uma levada.
Ela, assustada com aquela silhueta aparecida do nada e irritada com a bojarda do homem, ajustando a calcinha que se lhe enfiava pelo rêgo do seu apelativo traseiro, atirou-lhe:
- Ouve lá, ó labrego, quem eu quero é o do apito, o do prriii, priii, não é o Moraes, o meu conterrâneo, é mesmo o outro, o da Trypalândia!
- Tira o cavalinho da chuva, andorinha, que nem um nem outro, desta vez só aqui está o “Je” para levares para o palheiro..e à “borleone”! Apito, também há! – ria-se o campónio dando de anca, empinando várias vezes a barriga e levantando ao mesmo tempo as badanas do seu pitoresco barrete madeirense que lhe tapavam as orelhas.
Fuck you, man! – respondeu-lhe ela naquele inglês mal amanhado de bordel insular.

Nesse momento, na Choupana, ouviu-se um estrondoso bruááááá.
Cardozo, o “Óscar”, tinha aparecido do meio do denso nevoeiro e com uma cabeçada fatal… já foste!
A fulana, ainda à procura do cliente e aturdida com a barulheira, desabafou:
- Estou lixada com um “F” dos grandes! A continuar assim, o engenheiro, aquele rafeiro com focinho de buldogue vai despedir-me do alterne!
O campónio, vendo o rebuçado escapar-se-lhe pela encosta abaixo, tapou novamente as orelhas e exclamou:
- Vá, suas putas, "toca a andar, isso, toca a andar", que hoje não é uma noite fácil, hoje é uma noite séria, uma noite à Benfica! 

GRÃO VASCO

27.8.11

O "marisco" não chegou ao Mónaco


Como nota introdutória deste post, começo por dar conhecimento de um episódio ocorrido à saída do estádio Louis II entre um catalão eufórico e um andrade corrupto.
O morcão da ribeira, agastado com a derrota, virou-se para o adepto “culé” gesticulando com a mão, querendo dar a entender que tinha havido rapinanço. Conhecedor daquela raça corrupta e mafiosa, o catalão perguntou-lhe:
- Foste tu que pediste dois “penaltys amariscados” do Abidal e do David Villa? Joguem mas é à bola e deixem de comprar títulos nos supermercados!


A excursão dos “pidás” lá abalou, cheia de fé no Senhor de Matosinhos. As oferendas – camarão gigante, lagosta, santolas, lavagantes e diversos moluscos “à Bolhão Pato” – estranhamente, ficaram por cá.
Zarolhos, pernetas e trauliteiros exportados da Palermo portuguesa, chegaram ao relvado monegasco Louis II. Viram a banda passar e …perderam. Sem espinhas!

Mesmo com muito cheiro a marisco de Matosinhos durante bastante tempo, especialmente vindo das linhas laterais, dos fiscais-de-linha, que tiraram uma mão cheia de off-sides imaginários ao David Villa, o bando excursionista dos morcões corruptos da ribeira de Palermo, deixou bem vincada nesta estância do jet-set mundial, através de dois cartões vermelhos – um directo - a habitual imagem caceteira e arruaceira, quando os apitadeiros não lhes conseguem resolver os seus problemas.

Por outro lado, baba e ranho nas TV’s.
Penaltys amariscados, reclamados aos quilos. Azar! Naquele supermercado monegasco não há disso.
- Aqui d’el rei, que fomos roubados! – guinchava a turba e não só.
Na RTP N, Ilídio Vale, Secretário (um dos implicados no célebre “caso Paula”) e Hugo Gilberto, e depois, aquele espertalhufo de pacotilha de nome Miguel Guedes ao qual se juntou Bruno Prata, estranhamente irreconhecível (ou não?) no seu sectarismo e fanatismo de outros tempos - o que me admira - após o jogo, protagonizaram as cenas mais ridículas e cómicas do princípio da noite.
Estratègicamente, esta estação vergonhosa e fanática, que através de uma série de descarados colaboradores já mete nojo pela forma como protege aquele bando do Fruta, Corrupção e Putêdo, vulgo, fcp, logo no final do jogo, virou as agulhas para a vitimização, esquecendo-se da timorata prestação e frouxa exibição que a agremiação equipada com tecido às riscas azuis e brancas das barracas da praia do Cabedelo e afins acabou por realizar.

Esta é a táctica habitual, com uma choradeira e um chinfrim comparáveis, entre outros episódios, à derrota na final de uma Taça das Taças contra a Juventus, só faltando agora, uma qualquer associação de morcões corruptos mandar fazer também uma réplica (de preferência dourada como o apito...) desta Supertaça para entregarem ao grémio, na pessoa de quem orientou e mandou muita fruta e envelopes recheados a árbitros, como por exemplo, para aquele que seguiu sempre em frente, sempre em frente…até à casa iluminada da Madalena.

O que eu me ri. O jogo fez-me lembrar o “baile” das debutantes no Casino de Monte Carlo, com alguns palhaços a fazerem as tristes cenas de sempre.
Que grande gargalhada o nosso Povo deu, do Minho ao Algarve até às Ilhas, exceptuando o célebre engenheiro nacional ilhéu do célebre “toca a andar, isso, toca a andar…”

E não foi o outro, apelidado de cabrão pela sua ex-bi-mulher por conveniência, que disse que “os árbitros são uns heróis”?

Ridìculamente, morcões, pidás, macacos, malucos, gaiatos, corruptos e quejandos, cá e lá, tossiram, ladraram, arrepelaram-se, abespinharam-se.
É o clube da trapaça no seu melhor!
Não sabem ganhar, nem sabem perder. O costume!
Com Guarín a iniciar o hara kiri e Fabregas a vibrar o golpe final, a corja agarrou-se aos fantasmas habituais – os pressupostos penaltys tornados realidade com o Apito Dourado e as corruptas barrigadas de frutos do mar e do Brasil, com os quais têm ganho os títulos no supermercado, segundo Ferguson.

A noite e o fim-de-semana vão ser longos, indigestos e agitados. Um cabo de trabalhos para esta pandilha de sempre, obrigada a engolir a derrota com tanta azia, após a abastança de tanto marisco de Matosinhos, tanta fruta de Palermo e chorudos envelopes sacados da gaveta do quarto da famosa casa iluminada da Madalena.

Mas isto, Companheiros Gloriosos, indicia, agora mais do que nunca e com uma desfaçatez inimaginável, que internamente ainda está tudo muito bem controlado pela Irmandade da Fruta. Então na RTPalermo, com N ou sem ele, na CS em geral e nos organismos influentes do futebol, a proliferação desta rataria é já uma autêntica praga, agindo hoje, impunemente a céu aberto, “assim como que para o clarão” como dizia aquele apitadeiro ávido dos conselhos matrimoniais de Giorgio, para os desvios de seu pai – outro igual ao filho.

Será que não poderemos importar uns líbios de Benghazi para limpar este estrume que continua a infectar este pequeno rectângulo futebolístico à beira mar plantado?

Parabéns morcões, por esta derrota com cheiro a marisco de Matosinhos. Só que, o cheiro não bastou.
Para a próxima, não se esqueçam, peçam outra vez ao Garrido para levar umas caixas de carabineiros fresquinhos da lota de Matosinhos para a marina do Mónaco…
E não convidem sòmente os apitadeiros. Telefonem ao Platini…até pode ser que ele se esqueça de vos apelidar de batoteiros, corruptos e mafiosos.

Nota 1: Se tivesse sido um jogador do Benfica a dar aquela fífia do primeiro golo, bem como mais dois outros a serem expulsos, a esta hora, os ricos media cá do burgo já tinham linchado os três em praça pública e reforçado que o Benfica teria perdido por isso, entregando o ouro ao bandido!
Como são do grémio da fruta, coitadinhos, são uns mártires!

Nota 2: “A BOLA”, através do seu bando residente de morcões patrioteiros de Palermo, fala em “batota no casino”.
Então, ó seus cobardolas, só agora é que deram conta de uma pseudopilhagem, quando de há trinta anos para cá, aquela corja corrupta do norte, vulgo fcp, anda a fazer isso impunemente?
Para esse jornaleco de caca, nem um cêntimo!

GRÃO VASCO

22.8.11

Ah, gand'Idalécio!

Após as farsas indecentes de Olegário e Rui Silva, respectivamente no domingo da outra semana em Guimarães e na passada sexta-feira na Pocilga, que mais uma vez ofereceram ao grémio da Fruta, Corrupção & Putêdo, vulgo fcp, em bandeja dourada, a liderança da primeira liga - Olegário é mais do que suspeito em beneficiar sistemàticamente o grémio da fruta, tendo sido alvo recentemente, não esqueçamos, de uma oportunista homenagem por parte de um dos mais fanáticos e maquiavélicos adeptos deste grémio, de nome Lourenço Pinto, e Rui Silva, que, como veio a público e nunca é demais relembrá-lo, esteve vinte meses suspenso, em consequência do processo Apito Dourado – lá voltou novamente mais uma deliciosa comédia leonina.

No entanto, o grande protagonista deste episódio, seleccionado através de um casting improvisado, mesmo em cima da hora, não foi nenhum çeportènguista, mas sim Fernando Idalécio Martins de sua graça, um árbitro da 3ª categoria dos distritais de Aveiro que acabou por dirigir, e bem, o jogo entre cagaréus e submissos – sem estágios, cursos e testes especiais (alguns destes, ainda por cima, alvo de copianços por parte de Olegário Benquerença e por denúncia de Pedro Proença, que mereceu até, um ralhete do seu chefe) organizados pela Comissão de Arbitragem da Liga, sob supervisão de Vítor Pereira – realizando uma exibição impecável, demonstrando que a dita arbitragem de élite é uma das maiores porcarias e dos maiores monstros paridos de há trinta anos a esta parte pela mafiosa Irmandade da Fruta, sediada na Palermo portuguesa, a norte.

A comédia, em vários actos, é acima de tudo, uma caricatura do Çeportèn actual. Após as habituais carpideiras contratadas aos brácaros esta época, terem chorado baba e ranho no fim-de-semana anterior, com o major-engenheiro apitadeiro a responder à letra, qual virgem ofendida, declarando-se indisponível para o desafio de Aveiro, tomando a sua classe, por solidariedade e corporativismo a mesma decisão, Godinho, o virtual vencedor de uma trapalhada eleitoral em que o segundo foi o primeiro, num incrível golpe de cintura, na viagem para Aveiro, ainda teve tempo de apanhar um transeunte à beira da estrada do Fogueteiro, que pelo sim pelo não, se assumiu como árbitro contratado sem licença renovada, mas disponível para as assopradelas no dito desafio. Detectada a marosca, a solução “Idalécio” foi a encontrada.

Ao ver aquele perfil franzino de faces rosadas e cabelo ralo, bem ao estilo de um qualquer camponês simplório das salinas limítrofes, mais parecendo um galo romanisco, pisar firme e hirto o relvado para assumir a direcção da partida, nunca imaginaria que o pequeno Idalécio acabaria por ser a grande figura em campo. Isento, discreto e seguro, sem os sofisticados meios tecnológicos que assistem às incompetências e às parcialidades doentias, sempre em favor do clube da fruta, de Olegários, Xistras, Proenças, Sousas, Soares Dias, Vascos, Costas, Paulos Batistas, Marcos, Paixões e quejandos, realizou uma grande arbitragem, deixando jogadores e técnicos das equipas intervenientes, a léguas de distância, calando, sobretudo, um dos principais incendiários desta comédia leonina – Carlos Freitas, um raivosozito, aprendiz de feiticeiro, cujo comportamento execrável já se arrasta desde os tempos em que frequentava o coio da Falperra.

Carlos Freitas, Domingos e Godinho podem ter encontrado neste domingo a solução perfeita para os insucessos do “seu” Çeportèn – inscreverem o clube nos distritais, pois assim não terão razões de queixa dos apitadeiros, conforme todo o mundo pôde ver ontem no estádio municipal de Aveiro. Mas não ousem fazer mais habilidades saloias, como aquela de levar um assoprador com licença caducada, apanhado por conveniência, em qualquer descida na estrada de Setúbal.

Uma grande lição para alguns, motivo de chacota para outros e ainda de raiva cega para os pequenos freitas deste país.
Mas a lagartagem nunca teve emenda e continua a não tê-la.
Continuem a aparar o jogo dos Pintos, Pôncios, Serrões, Mortáguas, Teles, Moreiras, Abéis, Macacos, Pidás, Aguiares e outros “muares” e vão ver onde irão parar.

Nota:
Na época passada, Vasco Santos expulsou Júlio César após grande penalidade cometida sobre um avançado do Setúbal. Este ano, mais uma vez, naquele antro onde os apitadeiros deixam os tomates no balneário, Rui Silva, indecentemente nomeado para o jogo, deixou Otamendi impune. Os roubos em benefício do clube da fruta continuam. Depois da pilhagem do ano anterior, a vergonha continua. Mais apalermada que nunca!

GRÃO VASCO

17.8.11

As cornadas do "mallenco"



Mallenco, enredado numa tradução à letra – malla é rede em castelhano – poderia muito bem ser nome de toiro.
E viu-se. Viu-se bem que não é preciso ir a Pamplona, às concorridas largadas de cornúpetos das célebres festas de San Fermín.
Ontem, em Enschede, na arena De Grolsch Veste, na região de Twente, na Holanda, foi solto um curro cego de meia-dúzia destes ruminantes selvagens com um tal “mallenco” à cabeça.
O resultado acabou em duas colhidas, após igual número de investidas traiçoeiras – a de Emerson que até aí, tinha feito uma lide impecável, positivamente abalroado, não evitando os cornos do bicho, e a de Cardozo, grosseiramente atropelado na grande área adversária. Duas “cornadas” que irão fazer sangrar o Benfica durante os noventa minutos…ou mais, da próxima quarta-feira, no Estádio da Luz.

E assim, a eliminatória não ficou resolvida. Mallenco não quis. É certo que com a validação do segundo golo do Twente, antecedido de uma irregularidade que milhões de olhos viram, este apitadeiro habilidoso, figura de destaque no post anterior, contribuiu para uma grande casa e consequente receita do jogo em Lisboa, mas evitou fraudulentamente no De Grolsch Veste, em Enschede, que o Benfica tivesse logo aí, arrecadado o “bolo” mais apetecido – o bolo da UEFA Champions League – esse sim, uma encaixe financeiro incomparável.

A segunda-mão do play-off entre o Benfica e o Twente é uma incógnita muito, muito séria. Por mais que os cabrestos do costume se afadiguem, dizendo que o Glorioso é muito superior, como ainda ontem vi e ouvi, mesmo de alguns insanos benfiquistas que mais valiam estarem calados do que bolçarem baboseiras.
A CS foi o habitual. Os cornúpetos da caneta incensaram Artur, esquecendo-se do guarda-redes adversário. Conversa fiada só para justificar o que no passado disseram de Roberto e minimizar uma equipa que nunca deixou de atacar e deu uma reviravolta no marcador. Não vou, nem nunca embarcarei nesta falácia. Artur jogou bem, defendeu melhor, dá uma confiança superior, é verdade, mas se na baliza estivesse estado o ex-guarda-redes do Benfica, agora no Saragoça, o primeiro golo do Twente seria considerado um “frango” e o segundo a mesma coisa. O jogo foi equilibrado e taco-a-taco. Cá vai ser mais do mesmo, com a diferença de que o vulcão da Luz terá de rugir desde o início do jogo.

Os jogadores do Benfica iam precavidos. Foi bem evidente a forma cuidada com que disputaram bolas divididas e com se dirigiram ao árbitro, exceptuando os momentos que se seguiram após a pilhagem que deu o segundo golo adversário.

No fim do jogo, peguei no meu diccionário de espanhol-português, de futebolês, e fui procurar o sinónimo do tal nome castelhano “Mallenco”. Óbvio. Não podia deixar de ser outra coisa. Lá vi então, “mallenco”apitadeiro, masculino, singular., sinónimo de Olegário, Xistra, Jorge Sousa, Soares Dias, Vasco Santos, Rui Costa, Paulo Batista, Elmano Santos, Marco Ferreira e afins, todos apitadeiros. Uma enxúndia que não mais acaba!


GRÃO VASCO

15.8.11

Alberto Undiano Mallenco


Este é o árbitro espanhol nomeado pela UEFA para o desafio de terça-feira, entre o Benfica e o Twente, em Enschede, na Holanda.

Mallenco arbitrou o Lyon-Benfica na época transacta, na fase de grupos da Champions League. Não obstante o Benfica ter realizado uma exibição deprimente, esta “peça” expulsou Gaitán por acumulação de amarelos, e mostrou o mesmo cartão uma vez a Carlos Martins e Javi García. Caseirote, a sua prestação foi medíocre, sempre em prejuízo do Benfica e rigoroso com os seus jogadores.
Fez vista grossa a uma série de faltas dos jogadores franceses, inclusive um derrube escandaloso sobre Saviola à entrada da área do Lyon. Marcou tudo o que havia para marcar contra o Glorioso.
Portanto, não é flor que se cheire, muito menos na Holanda país das tulipas. Conhecendo-se como se conhece a natureza belicosa das equipas holandesas quando jogam nos seus recintos, e para mais a mais com um treinador que já veio lançar umas achas para a fogueira, é de prever que amanhã não tenhamos a vida fácil com este apitadeiro.
Oxalá me engane!

Natural de Pamplona, reside em Ansoáin, província de Navarra. Nascido a 8/Out/73, mede 1,81 de altura, é sociólogo em part-time e foi considerado pela publicação espanhola Don Balón, o melhor árbitro espanhol em 2005 e 2007.

GRÃO VASCO

A pergunta que se impõe


Não haverá em Leiria, um “Américo dentista” que possa tratar os dentes do Ovigário como deve ser?

GRÃO VASCO

13.8.11

Sombras do passado


Jorge Jesus segue a passos largos a caminho da cruz.
O Benfica jogou mal. Mesmo no período de maior fulgor em que obteve dois golos, só Aimar e Javi García, acompanhados por mais dois ou três, mostravam a alma de que tanto o Benfica precisa.
No jogo de arranque, o Benfica baqueou com um empate com sabor amargo a uma derrota. Sem espinhas. Ser competente não é o mesmo que inventar, e sempre que isso aconteceu, a equipa foi um fiasco com JJ no topo das responsabilidades. Jorge Jesus colocou a equipa, especialmente na segunda partre, numa fasquia ao nível de um primodivisionário. De uma forma absurda nivelou o Benfica por baixo.

Quem viu e ouviu as declarações de JJ antes e após o jogo de Barcelos, chega fàcilmente à conclusão de que o Benfica, precisa de há muito tempo a esta parte, de um timoneiro de categoria para dar a dimensão real ao investimento enorme que o Clube faz todos os anos no futebol.

Não são os “Manuéis Sérgios” deste país que irão papaguear por JJ, mesmo quando há muito intelectual de pacotilha deliciado com as intervenções e pensamentos profundos sobre epistemologias, “motricidade”, psicologia humana e afins, de um filósofo, que na maioria das vezes discursa flamejante e fluentemente para ele próprio, brotando sapiência com todo o seu léxico de vocábulos milionários só ao alcance de teóricos iluminados, tergiversando sobre temas que nunca fizeram treinadores pragmáticos ganhar títulos.
A lacuna foi bem identificada, mas soluções como esta, são precárias e pouco eficazes. Esta é uma competência que JJ nunca adquirirá por mais cursilhos que frequente.
No Benfica é preciso raciocínio fluído, comunicação objectiva, firmeza, pragmatismo e poucas filosofias.
Não se conseguem mudar mentalidades, nem melhorar as capacidades dialécticas, quando estamos perante um perfil que me faz lembrar o analfabetismo e as limitações intelectuais de alguns dos meus companheiros que abandonaram a escola primária logo na 1ª classe e que depois, na adolescência e já na vida adulta pouco ou nada mudaram, mantendo uma boçalidade e venalidade atrozes.
Jorge Jesus tem um discurso confuso, muitas das vezes contraditório e cada vez mais timorato. Quer queiramos quer não, a equipa espelha bem essas “dúvidas cartesianas”, exibindo insegurança e pouco arrojo ou audácia, por mais que digam que ele tenha o mestrado da táctica. Em JJ há uma ausência de aspectos básicos que a mim, como Benfiquista, me deixam deprimido, envergonhado e céptico, não obstante ter ganho o campeonato de há dois anos.
E quanto às suas intervenções mais recentes, elas continuam a dar sinal de um comportamento estranho. Passaram de uma arrogância imprópria, por vezes desbragada, para um temor injustificado e injustificável, muito por acção directa do banho de dialéctica e de táctica, que na época transacta levou dos treinadores dos corruptos e dos brácaros, que o colocaram à beira de KO, deixando-lhe sequelas bem visíveis. Tão zonzo ficou, que quando vi a linha do Glorioso para este jogo em Barcelos, arrepiei-me e deitei as mãos à cabeça. Mais do mesmo!
Nem os 2-0 me serenaram. A verdade é que a equipa, como que reflectindo todos estes aspectos e apesar dos quatro reforços apresentados de início, demonstrou instabilidade, indefinição e medo. Mas nem quero pensar que isso possa significar falta de categoria e de identidade. Mal estaríamos se isto fosse verdade, após o enorme esforço financeiro feito pela Direcção neste defeso.

De anotar a atitude carroceira do treinador do Gil Vicente, que aproveitou um empate oferecido de bandeja por JJ, para usar imediatamente após o final do desafio, quase em jeito de uma vendetta e destilando todo o seu fel anti-Benfica, de uma linguagem grosseira com alguns impropérios à mistura, que pela TV até um surdo-mudo percebeu, pois vi o jogo com a completa ausência de som evitando incomodar-me com as irracionalidades de Waldemar Duarte e Manuel Queirós.

É por estas e por outras que o Benfica não pode dar abébias deste tipo em lado nenhum, e a mentalidade a incutir em todos os que contribuem para o futebol do clube, deverá ser sempre esmagar sem contemplação alguma, seja um adversário deste tipo ou qualquer rival que ombreie connosco.

Espero que ainda consigamos ir a tempo de corrigir e compensar este bónus dado ao inimigo da Palermo portuguesa. Mas quando vejo e oiço este timoneiro limitado do meu Benfica falar em “tranzaspor” já penso que vamos ver o “tweeter”  (Twente) por um canudo.

Siga a rusga!

GRÃO VASCO

11.8.11

A farsa já começou...

TROIKA I


Não há nada como prevenir, e à cautela, não vá o Diabo Vermelho tecê-las, nada melhor que Vítor Pereira, por conveniência, nomear uma troika de apitadeiros intragáveis, para a jornada inaugural do campeonato da I Liga de futebol.
Cirúrgico.
Corruptos e submissos terão dois árbitros há muito mancomunados com o status quo dimanado da Palermo portuguesa. O Glorioso foi brindado com um incompetente que há muito e até pelo estatuto profissional que tem, já deveria ter metido definitivamente o apito no bolso.
Estas nomeações são uma escandaleira.

Em primeiro lugar uma referência prévia a Olegário Benquerença. Na época anterior, foi décimo nono classificado – uma autêntica vergonha para um árbitro internacional – e acrescentou ao seu currículo anti-Benfica, o saque ao Glorioso em Guimarães, com mais uma actuação em que deixou bem vincado que o que interessa é não deixar ganhar o Benfica, sempre beneficiando directa ou indirectamente o clube condenado por corrupção.
Para o jogo de Guimarães, o fulaninho vai ser coadjuvado por um auxiliar de Leiria e outro – João Santos – da associação de Lourenço Pinto, a alma parda do clube corrupto que no ano passado o homenageou, bem como a Bertino Miranda e Cardinal, e a mais dois árbitros que no activo, foram duas bestas negras para o Benfica – Paulo Paraty e o inefável Paulo Costa.
Essa cerimónia, realizada na Palermo portuguesa no final do defeso da época anterior – timing adequadíssimo para esse tipo de malabarismos – mais não foi do que um aviso sério à cambada do apito de que a hegemonia patenteada pelo Benfica nesse campeonato findo teria necessàriamente de acabar. A eminência parda ressaibiado, já tinha bolçado algumas baboseiras nesse sentido, logo que o Benfica foi campeão.
Sendo por essa homenagem ou não, o que é um facto, é que Olegário acabou por dar o golpe de misericórdia no Benfica à 4ª jornada, exactamente no mesmo local em que agora vai apitar o “clube de coração” daquele que é um dos mais sinistros feiticeiros da arbitragem portuguesa, fanático do clube corrupto, ex-guarda prisional, advogado e casado com uma juíza, profundo conhecedor dos meandros do crime, apelidado de advogado dos criminosos e que ficou para sempre ligado ao caso Francisco Silva em que irradiou o corrupto, mas por artes mágicas nunca se deu ao trabalho de identificar o corruptor. O que é certo, certinho, é que este episódio deu para salvar a pele a alguns, a norte. O bode expiatório foi o apitadeiro de Faro no Algarve, e assim Silvanos e outros maganos continuaram impunes, com o clube da fruta a avançar cada vez mais no assalto impune ao futebol.

De Xistra nem vale a pena alongar-me muito. Só pergunto como é que um analfabeto destes ainda arbitra, sabendo nós da obra-prima do relatório sobre Miccolli, ou recordando a pilhagem ao Benfica em Braga, na época transacta, tendo como cúmplice o incorrigível Cardinal.

Quanto ao Ferreira, o João, basta uma palavra para o definir – INCOMPETENTE.
Amanhã, lá teremos mais um cabo dos trabalhos além do adversário.

E assim, Vítor Pereira, tentando agradar a gregos e a troianos, construiu a primeira troika, bem pior do que aquela que aparece de três em três meses em Portugal, para pôr o Zé Povinho a apertar cada vez mais o cinto.

Seguem as respectivas equipas, bem como os observadores e delegados.

Para Guimarães:
Olegário Benquerença – Leiria
Luís Marcelino – Leiria
João Santos – Porto
António Brandão – observador
Abel Castro Cutelo e Joaquim Campos – delegados

Para Barcelos:
João Ferreira - Setúbal
Pais António - Setúbal
Luís Ramos - Setúbal
Fernando Ilídio - observador
Fernando Araújo e Artur Ferreira – delegados

Para a lagartagem:
Carlos Xistra – Castelo Branco
José Cardinal – Porto
Jorge Cruz – Castelo Branco
Albano Fialho – observador
Esmeraldo Augusto e Fernando Arrojado – delegados


GRÃO VASCO

10.8.11

Bandalhos!




Então esta corja de morcões ainda tem a lata de emitir um comunicado solidarizando-se com Pedro Proença?

Então e as agressões a Carlos Valente – pelo menos duas bofetadas - em plena Pocilga antiga?

E a sova em Marinho Neves, autor do livro “Golpe de Estádio” e jornalista-investigador que denunciou a podridão de João Seminário vulgo Giorgio, e toda a quadrilha que o proteje?

Então e as agressões a Carlos Pinhão, em plena Pocilga antiga?

Então e as agressões em directo aos locutores da TV, em plena Pocilga antiga?

Então as “empaladelas” aos árbitros, contra a parede do túnel da antiga Pocilga?

Então e as agressões a Rui Gomes da Silva, com a aprovação do maior bandido deste país?

Então e as calhoadas no autocarro do Glorioso e no automóvel do seu presidente?

E a impunidade dos incendiários das bolas-de-golfe, dos isqueiros e afins?

Então e as ameaças sobre Coentrão no flash-interview?

Então e o desejo de ver Vítor Pereira de cócoras? E de o apelidar de filho-da-puta?

Então e as putas brasileiras, o café com leite e chocolatinhos, as viagens ao Brasil e os quinhentinhos?

Etc., etc., etc., etc., etc., etc.................

Não há comunicados para todos estes “ilícitos”?

Bandalhos!

GRÃO VASCO

9.8.11

A Lei XIV e Pedro Proença

 

A polémica está instalada. Rios e rios de tinta correrão sobre este episódio.

Foi? Não foi?

Efectivamente, Pedro Proença foi carregado dentro de uma grande área, “à margem das leis” com uma cabeçada.

Segundo a Lei XIV do Internacional Board, esta carga é punível com um livre directo da marca dos 11 metros.

Penalty!

Indiscutível. Tão indiscutível, como aqueles que PP se esquece de marcar a favor do que muitos dizem ser o seu “clube de coração”.

Não me interessa saber se foi golo, ou qual foi o resultado. Mas lá que foi penalty, lá isso foi!

GRÃO VASCO

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...