7.5.12

Cortar o mal pela raiz



Simples e lapidar!

Como é que uma corja, toda ela ligada ao Apito Dourado, com mais ou menos notoriedade, pode libertar-se de uma teia promíscua construída há duas dezenas de anos?

É por isto e muito mais que aquele que tem os apitos todos no bolso se dá ao luxo de afirmar que “os árbitros são uns heróis"!

A impunidade continuará se não se cortar o mal pela raiz.

Como?

A farsa do futebol começa e acaba na arbitragem e a corja corrupta do Freixo tem a noção que sem ela não consegue nenhum dos objectivos.

Todo o historial do grémio condenado por corrupção é pródigo nesta imundície – Martins dos Santos, Carlos Calheiros, Jacinto Paixão, Augusto Duarte. Só para falar nos casos mais mediáticos.

O organismo máximo do futebol está minado há muito, seja a Liga ou a Federação.

A solução são mesmo árbitros estrangeiros, excluindo aqueles que já vieram à Marisqueira de Matosinhos e das relações de António Garrido…

Limpeza geral é o que é preciso, a começar pelo “gajo que devia ficar de cócoras”, segundo as escutas telefónicas, mas que lamentàvelmente já está de cócoras há anos – Vítor Pereira!

Será que este fulano já alguma vez ouviu as escutas e o diálogo entre o “chefe do caixa” e o seu “delfim” em relação a si?

Como exemplo final, transcrevo aquela exclamação pôdre de Martins dos Santos quando soube que ia ser nomeado para o jogo da sua vida - o da inauguração do estádio da Pocilga, no Freixo, propriedade do grémio Fruta Corrupção & Putêdo, vulgo fcp:

- … "Diga lá ao nosso presidente, que no domingo, serei eu próprio ! – Martins dos Santos referindo-se ao “chefe do caixa”.


GRÃO VASCO

6.5.12

Futsal e RTPalermo 2



Domingo, 6 de Maio de 2012.

A partir das 17 horas e iniciados os meus rituais de recolhimento e meditação, postei-me no meu lugar marcado e liguei a TV na RTPalermo 2 para assistir à final da Taça de Portugal de Futsal.

Quando me apercebi, já o jogo decorria há pouco mais de dois minutos.
Em Oliveira de Azeméis, com o pavilhão repleto – mais de cinco mil pessoas – jogava-se mais uma final entre o Benfica e o Modicus de Sandim, localidade próxima de Vila Nova de Gaia.

Num ambiente de grande entusiasmo, o jogo começava a ter uma tendência quase total para o pendor ofensivo do Benfica, com os sandinenses esboçando aqui e ali ténues fogachos. O jogo só tinha um sentido. Mesmo assim, com todos os Benfiquistas presentes, desde público a jogadores, a demonstrarem grande respeito e desportivismo pela formação adversária.

Até que, quando se ouviu, ecoando por todo o pavilhão, o cântico de incentivo à equipa do Benfica – “SLB, Glorioso SLB” – apareceram os energúmenos de sempre no meio dos adeptos do Modicus a gritar pelas suas mães, completando o cântico com o já habitual “filhos da puta, SLB”.

Dos locutores de serviço da RTPalermo 2 nem um pio de crítica ou de indignação perante este reles e indecoroso insulto a todos os Benfiquistas – os presentes no pavilhão e os telespectadores.

CORTEI O SOM À TV.

O jogo continuava emotivo, com o Modicus a socorrer-se do que podia – alguma farsa à mistura com simulação de lesões e agressões – fazendo pela vida. Por outro lado, o Benfica, perdulário, ia desperdiçando oportunidades em catadupa.

Veio o segundo tempo e uma avalanche de ataque do Benfica. O destaque ia naturalmente para o guarda-redes do Modicus que foi um gigante muito maior que a baliza, complementado por sucessivos falhanços e muito azar à mistura dos jogadores gloriosos.

Mas “água mole em pedra dura, tanto dá até que fura” e Joel Queirós com um remate de livre conseguiu finalmente romper uma rede que se afigurava intransponível.

O pavilhão quase veio abaixo, com uma agitação de alegria nas bancadas, maioritàriamente Benfiquistas.
Golo merecido a cinco minutos do fim.

O Modicus não tinha nada a perder, lançou-se para o ataque com o “guarda-redes avançado” e passados dois minutos, numa jogada feliz repunha a igualdade.
Delírio das gentes de Sandim e dos próprios jogadores que festejaram efusivamente e com uma certa “raiva”, o que se compreende, visto estarem a jogar o “jogo das suas vidas”.

O SOM DA TV CONTINUAVA FECHADO PARA EVITAR INCÓMODOS.

No entanto, o Benfica, como disse no final o treinador do Modicus, uma das melhores equipas nacionais - senão a melhor – e europeias, através de uma atitude séria e digna de realce dos seus jogadores, arrancou novamente para o ataque e pràticamente a um minuto do fim, repôs a diferença, de novo por Joel Queirós.

AÍ, LIGUEI O SOM DO TELEVISOR.

E aí é que foi o bonito!
Por instantes, um dos locutores lá começou a destilar a azia habitual nestas situações, tirando o mérito aos jogadores do Benfica e realçando o falhanço dos defesas do Modicus. A treta do costume!

Mas este travo azêdo não ficou por aqui.
Agora era a referência a alguns adeptos do “clube de Lisboa” em cenas menos dignas, a estragar o espectáculo, insultando e cuspindo para o banco do Modicus.

Não haja dúvidas que este “rapazola” tem um dom especial e que admito que seja uma qualidade ou atributo para ser locutor/jornalista/repórter da RTPalermo 2 dos estúdios sediados na Palermo portuguesa – uma audição e uma visão selectivas.

Se não, porque é que omitiu e não condenou, no início da transmissão, um insulto de resposta a um cântico benfiquista, bem audível através da TV?

Se não, porque é que não relatou e verberou nessa altura, as obscenidades gestuais de meia dúzia de infiltrados que se misturavam na claque do Modicus?

A isto chama-se DESONESTIDADE E CANALHICE profissionais!

Mas se houvesse alguém com coragem dentro da RTP que chapasse nas trombas deste artista e o chamasse à atenção para a sua locução parcial e doentia, decerto que não veríamos este despautério sempre que o Benfica joga em qualquer modalidade.

Mas infelizmente, a “mordaça” existe no norte. Cabe-nos denunciá-la!

Como nota final, a pasquinada de sarjeta on line – as folhas do pançudo dos croquetes e as do intragável careca da quinta – referiram que o jogo tinha sido equilibrado!

Pudera! Nem sequer viram um minuto do jogo…

Olhem se o Benfica tivesse perdido esta taça…

O Carmo e a Trindade estariam a estas horas em escombros!

Os jogadores de Futsal do Benfica estão de parabéns, mas como Ricardinho disse no final do desafio, esta Taça também é dos voleibolistas e da secção do Voleibol do Benfica que ontem, com muito azar  e "pressão" à mistura, perderam o que deveria ser o seu meritório título. Mas não há que desfalecer. Olhar em frente, porque há mais marés que marinheiros, especialmente aqueles "batoteiros" e "fiteiros" de Espinho que à custa de muita vigarice e pressão medonha sobre os árbitros ganharam trapaceiramente o 2º jogo da final!


GRÃO VASCO

BILHETE-POSTAL dos Lampiões para Godinho Lopes





Proença cumpriu, os brácaros agradeceram!


GRÃO VASCO

5.5.12

O “record das petas” e o vandalismo



O miserável pasquim continua na sua reles campanha contra o presidente do Benfica e contra o Benfica.

Não tem havido um único graffiti, da autoria de uma cambada de vândalos que cobardemente se entretém a conspurcar paredes, muros e afins, que não venha anunciado em foto nas edições online desta publicação de sarjeta.

O “record das pêtas”, com este comportamento indecente, estimula ainda mais estas acções, tão sujas como a própria notícia.
A sua missão consiste em contribuir para um clima de agitação e violência no sentido de descredibilizar e desestabilizar o Benfica na pessoa do seu elemento mais importante – o Presidente.

É assim que hoje, muitas publicações se comportam. Todos os meios justificam os fins.
São elas que conscientemente contribuem para a conflitualidade, para a contestação, que depois descambam na tal agitação e violência, não condenando este e outros tipos de acções.

Levassem os mentores destas publicações nos “cornos”, como alguns dos seus colegas de profissão?!? levam lá em cima para os lados do Freixo e então veríamos esta e outras publicações retornar ao jornalismo sério e acima de tudo respeitador das Instituições e das pessoas, neste caso o Benfica e o seu presidente, que são os maiores contributos para que Pais, Varelas, Magalhães, Farinhas, Bernardos e quejandos alimentem as boquinhas que lá têm em casa!

Em suma, é esta uma folha imunda onde chafurda uma praga de anti-Benfiquistas ordinários e sem escrúpulos

Mal estariam o Benfica e os seus sócios se dessem importância a este tipo de "protestos" que as fotos mostram. Mas paralelamente a esta guerrilha constante da maioria da CS, há pústulas com quase três décadas no Benfica que não saram e que ajudam a uma erosão sem fim. Erosão a que muitos chamam “ o espírito democrático do Benfica”. Hoje foi bem audível e visível no Estádio. Essa gajada não serve o Benfica, prejudica-o. É a contestação na forma mais reles, mais selvagem, mais indigente. Faz o jogo do “record das pêtas” e de muitos outros. O resto da plateia respondeu-lhes à letra. É que a gente digna do Benfica é muito mais, incomensuràvelmente muito mais do que os arruaceiros do costume – exactamente os mesmos que lançaram um foguete para os pés do árbitro de baliza no Benfica-Liverpool de há duas épocas e que resultou numa multa de 70.000 euros para o clube. São estes "os benfeitores" do Glorioso!

A civilização começa em nossa casa e não numa horda de alienados que teima em ser a voz de um Benfica que não é deles, mas sim de todos nós, como bem o expressámos de uma forma categórica nas urnas, quando fomos chamados a isso!

Enquanto os títulos das notícias do pasquim sobre o Benfica continuam a ter uma orientação já bem conhecida de muitos Benfiquistas e já gasta, paradoxalmente, em relação aos títulos sobre um dos entes queridos e amados do pasquim, são só mimos, como por exemplo – “Sá Pinto: um traquina que deixou saudades no Porto”, “Capel recuperou a chama e agora quer cuspir fogo”, “Sá Pinto tem feito um excelente trabalho”, “Está tudo nas nossas mãos”, “Missão de leão”, “Wolfswinkel está no ponto para o clássico”, “Têm condições para ganhar no Dragão”, “Aproveitar estado de graça do FC Porto”, “Leões no top-10 dos melhores do Mundo”, etc., etc., etc.!

Isto vem nas edições on line. Até mete nojo!

Mas voltando a esta campanha de rua anunciada e sistemàticamente relatada pelo pasquim, cujos autores são uma cambada de vândalos à solta e não opositores sérios a LFVieira, ela só contribui para o fortalecimento da posição de LFV. Os sócios e adeptos do Benfica já sabem o que aconteceu quando o poder caiu na rua e não são “publicidades” deste tipo que farão mudar a opinião de muitos Benfiquistas.

Quem quiser propor a mudança que o faça dentro dos limites do razoável e não contribua para este tipo de arruaça que só descredibiliza potenciais candidatos que espero sinceramente que apareçam o mais ràpidamente possível.


GRÃO VASCO

Só poderá ser assim!



Logo, às 18 horas na Luz, vamos todos jogar um título!

Um título muito importante de voleibol.

Numa época irrepreensível em que a superioridade foi quase absoluta, será impensável que deixemos escapar outra vez o campeonato por entre os dedos.

José Jardim, os jogadores e toda a secção merecem-no sem discussão.

Concentração e serenidade.

Recepção perfeita, bloco firme e ataque eficaz.

Não há que inventar!

Mas há que ter cuidado com as habituais manobras baixas dos árbitros e com as manhas nojentas da maioria dos jogadores adversários que já deram um cheirinho desse comportamento nojento nos dois últimos jogos.

Depois do achincalho em Espinho, com provocações à mistura, o Benfica e todos os adeptos terão uma “espinhosa” missão – não responder a todas essas canalhices provenientes da “casa-mãe” mais acima – a Pocilga do Freixo.

E jogar. Jogar bem! Jogar como sempre o fizeram!

Carrega Benfica!


GRÃO VASCO

4.5.12

Manipulação do 'record das pêtas'




Nem de propósito!

Como nem sequer leio a edição do “record das pêtas” em papel, e como há muitos companheiros que sabem disso, foi-me enviado há poucas horas por e-mail e por um indefectível, o meu caro amigo e companheiro de luta, Lampiãovis - que aproveita a sua ida ao café do bairro para se inteirar das monstruosidades do pasquim – a notícia e as respectivas fotos de um acontecimento?!? protagonizado por vários atletas das modalidades do Benfica.

Pediu-me para colocar a “notícia” no Pinceladas Gloriosas alertando assim os Benfiquistas em geral, mas também os seus atletas, pois este “convite” que um dos directores-adjuntos do “record das pêtas” ou “Pêtas” fez a vários atletas Benfiquistas, para além de ser abusivo é de um descaramento que só de palmatória…

Os atletas são livres de agir conforme a sua vontade, exceptuando quando se trata do Benfica, do qual são empregados.

Podem justificar o acto como tendo sido a título pessoal e que foi nessa condição que posaram para as fotos. No entanto o director-adjunto da publicação não colocou só os nomes dos atletas, mas sim também os “colou” ao Benfica.

Compreendo também a atitude de todos eles numa outra perspectiva que é a de salvaguardarem a sua imagem e promovê-la quando necessário, junto desta e de outras publicações no sentido de garantir futuro e clube através da publicidade gratuita que este e outros pasquins lhes possam vir a fazer.

A média de vendas diária de exemplares em banca deste pasquim tem caído vertiginosamente. Pelas contas que tenho feito e através da informação periódica veiculada pelo Correio da Manhã sobre este assunto só este ano vão comer um chimbalau de aproximadamente € 2.500.000 euros (500 mil contos em moeda antiga), resultado desse crescimento negativo em vendas.

Portanto, nada melhor que aproveitar uma “ida” destes atletas ao Estoril Open e mostrá-los na edição em papel com o jornal aberto, pendurado entre mãos, como que dizendo aos Benfiquistas que este jornal de sarjeta é lido por eles, estimulando assim a sua compra.

Mas ainda bem que o fizeram, pois este oportunismo saloio de publicidade à borla e à custa destes “inocentes” vai fazer com que mais Benfiquistas deixem de comprar o “Pêtas”.

Mas mais do que publicar esta notícia no blogue, é importante e mandatório que os Benfiquistas e os seccionistas das diversas modalidades – directores, adjuntos e outros profissionais - que se relacionam com estes atletas lhes mostrem as edições on line e as publicações diárias deste pasquim, esclarecendo-os como as notícias são dadas, bem como os seus respectivos títulos que desabonam quase sempre e em muito o Clube que eles representam e que tão princepêscamente lhes paga e de que são exemplos os quadros que publiquei no post anterior.





GRÃO VASCO

3.5.12

‘record das pêtas’, um coio anti-Benfica





Isto é uma pequena amostra do serviço que este mísero pasquim, neste caso on line, presta ao anti-Benfica.

Listei desse execrável site, desde domingo à noite até hoje, o conjunto de notícias sobre o Benfica.

Lendo os títulos, quantos com carácter positivo abonam em favor do Benfica?

O facto é que tirando duas ou três notícias, tudo o resto são achas para uma fogueira que esta espelunca alimenta há anos, tentando por todos os meios desestabilizar o clube, beneficiando terceiros, e à custa dele, manipular os seus adeptos e com isso encher os bandulhos de todos os que lá trabalham, a começar pelo careca da quinta.

Se há algum Benfiquista que ainda compra e “alimenta” esta corja, só acrescentarei que não tem consciência do que faz.

E ir ao site, é abrir, ver títulos e sair. Chega. E só o faço para saber quais são as “orientações” dos inimigos, inclusive da publicação!

Esta é uma das coisas para que os Benfiquistas devem estar atentos. O peso, a força, a influência do Benfica nos media, é actualmente muito próximo do ZERO absoluto!

É só vermos a RTPalermo, 1, 2 e informação, e deparamo-nos com verdadeiros charcos manipulados e imundos onde se banha e lambuza uma manada de morcões azuis e broncos.

É fundamental que os responsáveis pelo Clube comecem a actuar fortemente neste campo e que os Benfiquistas no geral tenham a consciência do prejuízo que esta cambada que inunda as TV’s, as rádios, os jornais e outras publicações causa ao Benfica sempre em benefício directo do grémio condenado por corrupção e mesmo do próprio lagartêdo.


GRÃO VASCO

O ‘casting’ do CJ



O CJ (Conselho de Justiça) da federação de futebol participou em mais um ‘casting’ com assinalável êxito.

Desta vez, ao ilibar santo Antero do Freixo de mais uma leviandade que a 1ª instância, leia-se CD (comissão de disciplina) condenou – protagonizando mais um casting arrasador – todos os seus elementos estão convidados para fazer o novo spot publicitário do OMO “lava mais branco”.

É assim! Com Herculanos ou Gonçalves Pereiras vai tudo dar ao mesmo!

GRÃO VASCO

A “epistemologia” segundo Manuel Sérgio



O “corte epistemológico” a fazer pelo Benfica e apregoado por alguém que já devia estar de pantufas ao borralho, mas que pelo contrário, o Benfica, lamentàvelmente foi buscar ao sótão poeirento das arrumações platónicas e filosóficas, talvez, sei lá, por ser muito amigo de JJ e vice-versa, tem que ser feito primeiramente por aqui!
O filme no Benfica não pode, nem nunca poderá ter coisas deste tipo ou semelhantes!
Enquanto este tipo de “películas” por lá andarem, a feira vai continuar.
GRÃO VASCO

2.5.12

Com estes meus olhos que a terra há-de comer…



… vi o Benfica, o meu Benfica sagrar-se Bi-Campeão Europeu!


Viseu, quarta-feira, 2 de Maio de 1962.


As “televisões”, essas pequenas caixas que alguém um dia disse que tinham mudado o mundo, contavam-se pelos dedos nos lares da província.

A minha terra não era excepção e para mais a mais, ter a possibilidade de ver em directo algo de único que iria acontecer, era ainda mais extraordinário. Se bem que no ano anterior tivesse tido a felicidade de acompanhar meu Pai e assistido no mítico Café Rossio à completa loucura que foi o jogo entre o Benfica e o colosso da Catalunha, e tudo o que se seguiu após a inacreditável vitória sobre esse quase intocável Barcelona de Czibor, Kocsis, Suarez e Kubala, desta vez, por motivos que a memória dos tempos vai esbatendo, algo de diferente aconteceu, mas não menos inesquecível.

Um puto remediado como eu – que me perdoem os meus Companheiros Gloriosos, mas hoje irei falar sempre na 1ª pessoa do singular – assumidamente Benfiquista, tinha sido “formalmente” convidado por uma família sportinguista pequeno-burguesa, a assistir em sua casa e em directo pela TV, do Estádio Olímpico de Amesterdão, à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

O Benfica, esse meu Benfica de sempre, ia defrontar outro colosso Europeu, o Real Madrid, e aquele garoto, que eu hoje, já velho e bem causticado pela vida estou neste momento a vislumbrar, recordando-o com toda a nitidez, já trazia consigo desde que nasceu, aquela Chama Imensa na sua gloriosa alma.

Para minha felicidade, iria ver a mais empolgante final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de todos os tempos!

Quase me parece que foi ontem, tal a intensidade e a emoção com que ainda tão jovem, vivi esse jogo. E são de tal forma indescritíveis esses momentos, que não resisto a tentar fazê-lo neste pequeno texto, para memória futura e como um testemunho indelével para as novas gerações – os meus filhos Benfiquistas bem o merecem, os filhos Benfiquistas de todos os Benfiquistas e em suma, todos aqueles abençoados filhos que têm o Benfica como sua bandeira, também - como homenagem aos grandes jogadores-heróis Benfiquistas desse memorável passado e em geral, a todos aqueles que como eu, têm uma paixão eterna pelo Glorioso de Portugal.

Já lá vão cinquenta anos!

O tempo, tal como hoje, estava instável. Fim de tarde. Lá fora, na Rua 21 de Agosto do burgo viseense, os aguaceiros curtos mas fortes, quase que pareciam cair ao ritmo dos golos do Real.
Puskas, o seu temível avançado-centro, em sete minutos, primeiro numa extraordinária arrancada com remate de longe e depois numa simulação seguida de remate à entrada da área, quase que arrasa o Benfica.

Nos inícios da década de 60, a banda desenhada chegava devagarinho a Portugal. Começavam a aparecer, ainda que com um pouco de atraso as primeiras publicações com aqueles que viriam a ser os meus primeiros “heróis”, para além dos jogadores do Benfica – Astérix e Lucky Luke.

Pois ao minuto 23 do jogo, tal como sempre temiam Astérix e os seus indomáveis companheiros gauleses, pareceu-me que o céu ia desabar sobre a minha cabeça.
Não havia também nenhum buraco por onde eu me enfiasse e por isso lá continuei, meio acabrunhado, encolhido e envergonhado.
Mal tinha começado o desafio e já perdíamos por 2 a 0.Tremia de medo e estava assustado com aquela furiosa e eficaz avalanche espanhola!

Ainda estava a tentar recompor-me desse duplo abanão do húngaro ao serviço do Real, já o Benfica, não se dando por vencido, tal qual aqueles intratáveis gauleses, fazia o primeiro através do fantástico José Águas que com grande sentido de oportunidade recargou uma bola enviada ao poste por Eusébio, na marcação de um livre, encostando para as redes de Araquistán.

O jogo continuava, a esperança renascia, o Benfica lutava, os madridistas empenhavam-se, mas sempre em contra-ataque!

Minuto 34. Cavém, o enorme Cavém, um homem bom, do qual guardo gratas recordações desportivas e pessoais, com quem ainda tive o prazer de conviver e de jogar uma “peladinha”, arranca um portentoso remate fora da área ao ângulo superior direito da baliza do guarda-redes madrileno fazendo estremecer pela primeira vez o todo-poderoso Real Madrid e agitar num frémito louco as bandeiras gloriosas nas bancadas “vermelhas” do Estádio Olímpico de Amesterdão.
Que golão!

2 a 2. Os meus olhos brilharam e voltei a sorrir!

Consegui “libertar-me”. Levantei-me como uma mola do pequeno “mocho” onde me sentava, ergui as mãos ao céu, agora já infinito e bem alto, e gritei golo com todas as minhas forças!
A dona de casa, uma senhora, mãe de um sportinguista amigo que “partiu” cedo, sorriu de alegria depois de me ver completamente desolado.

O Benfica estava novamente a bater o pé aos espanhóis, depois de no ano anterior ter feito o mesmo aos catalães.

O jogo, electrizante, continuava. Não tinham passado muitos minutos e já o incontornável Puskas, num remate sem hipóteses batia pela terceira vez Costa Pereira. Agora, os espanhóis mantinham um maior volume de jogo atacante.
Engoli em seco e disse para os meus botões:
- “Querem lá ver que o filme inicial vai repetir-se?
Cabeçada de Di Stéfano e bola na trave da baliza do Benfica!
Que susto!


Veio o intervalo e com ele algum alívio. Afinal estávamos na luta e aquela “tremideira” inicial tinha passado.
A crença, essa, mantinha-se inabalável. Já tínhamos conseguido anular a desvantagem de dois golos, porque não igualar outra vez a partida, fazendo os 3 a 3?


Reinício da transmissão. Ligação à Eurovisão com a imagem de sempre e o respectivo hino. Novamente Amesterdão e como que emergindo num preto e branco histórico, lá estavam as inconfundíveis camisolas vermelhas, berrantes com a gloriosa águia ao peito e aquela gola branca, solene, dos grandes momentos.

Olha, é o Benfica que lá vem! É o Coluna, o Germano, o Mário João, o Cruz, o Cavém e o Zé Augusto! Olha, aqueles são o Ângelo e o Zé Águas! E também lá está o Eusébio, o Simões e o Costa Pereira! Vamos lá Benfica! – exclamava eu, entusiasmado.

As pessoas, admiradas, sorriam à minha volta. Não era qualquer pequenote que identificava tão bem os jogadores do Benfica. Mas era assim e há bastante tempo. As colecções de cromos e de “selos” dos rebuçados comprados respectivamente no pequeno estabelecimento do “Jaiminho Filatélico” e na “tasca do Gaio” onde eu jogava matraquilhos, ajudavam a reconhecê-los agora com mais ou menos facilidade.


O Benfica jogava cada vez melhor. Faltava o empate e a certeza da glória suprema estar cada vez mais próxima.

Passavam pouco mais de seis minutos do segundo tempo e o Benfica surpreendentemente carregava forte. Num momento de grande inspiração surgiu Mário Coluna, e com ele, um pontapé violentíssimo de fora da área, intencional, pleno de precisão. Bola no fundo das redes e o Benfica empata 3 a 3!

Agora foi toda a Europa que estremeceu e sentiu pela primeira vez o clamor do Grande Benfica – a vitória contra o Barcelona, no ano anterior, não tinha sido por acaso. Mesmo a empatar, o Benfica já estava por cima. O Benfica já mandava no jogo e uma estrela de primeira grandeza com um brilho intenso, começava a despontar no relvado do Olímpico de Amesterdão perante 60.000 espectadores. “O minino que é ouro” - segundo Bela Guttmann, o “velho feiticeiro”, treinador do Benfica à época e um dos obreiros da sua façanha europeia - começa com a sua categoria e talento a desorientar os adversários. Em cima do quarto-de-hora, numa das suas imparáveis arrancadas, Eusébio, ainda um catraio à vista dos senhores José Águas, Coluna e Germano, é atirado “literalmente” ao ar por Pachín, defesa do Real Madrid. Penalty!

Senti, como depois centenas de vezes aconteceu e ainda acontece, as fortes batidas em aceleração, do meu coração. Que ansiedade, meu Deus!

- É o “pretinho” que vai marcar! - disse eu com entusiasmo.

Golo!

Pus a minha cabeça entre as minhas mãos e perguntei-me:
- “E agora, como vai ser?”

A resposta foi rápida e passados três curtos minutos, novamente aquele que viria a ser o melhor jogador português de todos os tempos “arrumou” com o Real Madrid do grande Di Stéfano, Puskas, Del Sol, Pachín, Gento e Santamaría!
Livre à entrada da área do Real, a favor do Benfica. Coluna, com uma exibição galáctica no segundo tempo, tal qual o lendário Germano, agarrou na “redondinha” e determinado como sempre, colocou-a em posição. Eusébio também lá estava, a seu lado, como que um afilhado aguardando pela benção do seu padrinho para dar início à sua entronização real. “The King” como os ingleses ainda hoje lhe chamam, espreitava a oportunidade para bisar depois de várias ameaças…
Tomou aquele balanço único e bem característico da sua insuperável técnica, correu como sempre, ligeiramente inclinado para a frente e com um remate inesquecível, arrancou para a glória suprema – sua e do Benfica!

5 a 3!

Parecia um sonho, aquela estrondosa vitória estava prestes a concretizar-se! O Benfica, o meu querido Benfica estava às portas da glória!

Os minutos iam passando e aquilo nunca mais acabava!
Ângelo, Cruz e Mário João com aquele arreganho à Benfica lá iam, algumas das vezes muito a custo, segurando a defesa, travando Gento, Puskas e Di Stéfano.
Já só faltava um minuto!
Logo a seguir, Leo Horn, o árbitro holandês, dá o desafio por terminado.

O Benfica é Bi-Campeão Europeu!

Muita emoção, muita alegria.
Orgulhoso, senti-me gigante! Senti-me o maior da Europa, do mundo!
Fui desportivamente felicitado com um grande aperto de mãos de parabéns pelos donos da casa e agradeci-lhes infinitamente por me terem proporcionado a alegria de ter visto com os meus próprios olhos algo que eu tanto desejava ver!

Por fim, só me lembro da euforia na Rua Formosa. O tempo, chuvoso, não dava tréguas, mas mesmo assim uma multidão exultava. Uns abraçando-se, outros gritando, Benfica! Benfica! Benfica!
Olhei para o fim da rua junto a uma praça, e vislumbrei outra multidão a subi-la num barulho infernal, em completa loucura com música à mistura. Era um cortejo de centenas de adeptos Benfiquistas, acompanhados pela banda do Lar de Santo António e com uma grande tarja a encimá-lo – Benfica, Bi-Campeão Europeu!

E não me esqueço também de um grande Benfiquista, que trazia sempre na lapela do seu casaco de bombazina cor-de-mel um grande emblema do Benfica cravejado de pedras preciosas (diamantes e rubis) – o já idoso “sr. Isidro do bairro”, fotógrafo do antigamente, com a velha máquina de tripé junto ao antigo cartório e tribunal da cidade, e um exímio “endireita” (para quem não sabe, um ou uma “endireita” é uma pessoa que tem o dom, de com as suas mãos e os seus dedos “endireitar” os ossos, os músculos e os tendões às pessoas que sofrem deste tipo de maleitas) – com um chapéu-de-chuva sui generis publicitando o bi-campeonato, alegremente decorado com emblemas e motivos sobre o Benfica.

A chegada do cortejo ao Rossio foi um estrondo.

Se no ano anterior tinha assinado para sempre pelo Benfica, a partir deste dia nada mais foi igual. Passei a ser um “combatente” Benfiquista de primeira linha, “contra ventos e marés”.
O Benfica passou inapelàvelmente a fazer parte integrante da minha vida.
Até morrer!

A história do Benfica é épica! É ímpar e única!

Hoje pela manhã, quando disse aos meus catraios, antes de irem para escola, que se comemoravam os 50 anos deste feito inigualável e do qual por motivos óbvios não conseguem ter a real dimensão do mesmo, disse-lhes:
- “Meus filhos, posso já cá não estar, mas acredito que não tardará o tempo em que o Benfica chegará novamente ao topo da Europa e do Mundo.
E aí irão ver o que é o Benfica.
Mesmo assim, e porque a minha fé é infinita e acredito que o Benfica é uma força incomensurável ainda quero ver novamente, “com estes meus olhos que a terra há-de comer” o nosso querido Benfica sagrar-se Campeão Europeu!”

Mostrei-lhes a litogravura desse tempo que meu Pai me deu e que guardo religiosamente e em que estão esses 11 magníficos, posando para a posteridade.

Chorei de saudade e de emoção, mas sempre com um sorriso de esperança e de fé!

Viva o Benfica!

Sempre!


GRÃO VASCO

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