29.8.13

O significado


 

Poderá encontrar este quadro em qualquer bas-fond da cidade do Porto, conhecida internacionalmente pela Palermo Portuguesa.

 

Mas qualquer casa de alterne do submundo desse burgo, ou mesmo a parede principal da “sala de visitas” de qualquer apartamento sito à Praça Velasquez se pelam por adquirir uma cópia desta obra de arte, em homenagem àquele que em duas penadas e em dois anos seguidos deu um piparote no Benfica e abriu as portas de mais títulos sujos e forjados ao grémio das escutas telefónicas, do presidente da FPF, Fernando Gomes, das deusas do Araújo, do Carlos Calheiros (o José Amorim, cliente da agência Cosmos, que foi ao Brasil de férias com a família, mas cuja factura das mesmas e da viagem foi parar aos “serviços de contabilidade” desse grémio), do “serei eu próprio”, o condenado Martins dos Santos e de tantos e tantos “heróis” do fruta corrupção & putêdo, vulgo fcp, onde os criminosos se misturam com os outros numa promiscuidade à imagem da célebre Chicago de Al Capone dos anos trinta do século passado.

 

Mas o verdadeiro significado desta aberrante nomeação para o jogo que iremos disputar com o lagartêdo no Fôsso do 7º lugar é simplesmente isto:

 

BENFICA TV / LFV, 0 – FPF/ CONSELHO DE ARBITRAGEM/ SPORT TV, 1

 

Enquanto os Benfiquistas não começarem com algumas barrelas a todos os Hugos Miguéis deste mundo, vamo-nos continuar a ver em palpos de aranha para liderarmos e vencermos campeonatos!

 


GRÃO VASCO


27.8.13

Luisão foi fantástico!


Imagem do Benfica-Celtic da época passada

 

Assustador!

1-0 a favor do Gil Vicente, já depois dos noventa minutos.

Benfica na eminência de uma brutal hecatombe!

Desespero total, percursor de uma profunda, longa e turbulenta depressão.

Paradoxalmente, Jesus contra Deus.

Tudo por tudo!

Luisão a ponta-de-lança, a avançado-centro, eu sei lá…

O grande capitão, a voz de comando já está combatendo na frente de batalha, liderando a revolta, dando o peito às balas…

Cá fora, no anfiteatro, a turba insolente assobia, apupa, insulta os nossos. Vaias e mais vaias. Maxi, um guerreiro parco de talento mas gloriosamente generoso como poucos, começa a ser pregado na cruz, enquanto Jesus, “o mestre da táctica” se aproxima também, penosamente, do seu calvário.

Luisão e os seus companheiros lutam com denodo. Acreditam. Não baixam os braços.

Vêem-se os primeiros lenços brancos. A trupe rosna. A escumalha continua a assobiar e a insultar.

 

Suspense!

 

O barulho ensurdecedor dos energúmenos do costume pára por um instante. Markovic marca. Um primeiro clamor, autêntico e glorioso, abafa por completo os latidos e os uivos da canzoada.

Paira naquela atmosfera indescritível algo de mágico. Tudo num louco frenesim, num turbilhão de emoções.

Num ápice, Lima é iluminado por uma Luz redentora, única, e atira de cabeça para o fundo das redes adversárias.

É o segundo, o da vitória!

Os fantasmas 92 e 93 são exorcizados.

 

O Estádio da Luz quase vem abaixo.

A Águia Vitória, imponente, lá do alto de uma inatingível fraga, com o orgulho ferido, mostra aos detractores, a sua formidável envergadura.

É o clímax!

 

Luisão agradece aos deuses e corre para aquele grupo de Manto Sagrado suado, comemorando a vitória, exultando com o êxito, abraçando Lima. Jesus, nas nuvens, beija-lhe a luzidia careca. Enzo, em alta voltagem explode brutalmente. Djuricic, Sulejmani, Markovic gritam de alegria. Steven Vitória e André Almeida também. Salvio sorri de felicidade. Matic arranca um brado de general. Cortez lança-se deliberadamente sobre o grupo tentando abraçar tudo e todos. Maxi é beijado e renasce.

É a vitória, sacada literalmente a ferros.

Limpa! Plena de raça.

 

Depois bem, depois, o Capitão faz o que tem a fazer – volta-se para a bancada e em alto e bom som, manda com todas as letras, os biltres habituais para o c*r*lh* e apelida-os de filhos-da-puta.

E são-no na verdade.

Bem feito! Luisão fez o que devia fazer, fez o que os Autênticos fariam perante o insulto e a ignomínia.

Só faltou a essa trupe de canalhas ser corrida à paulada e a pontapé para fora do Templo Sagrado.

Lá virá o tempo!

 

Obrigado Luisão!

 


GRÃO VASCO


16.8.13

Um supermorcão pròs Barreiros


Não falha.

Começam as palhaçadas das nomeações.

 

Jorge Sousa fechou com apito d’ouro a sua época anterior com a escandalosa validação do primeiro golo do Vitória de Guimarães precedido de off side e que abriu o caminho a esta equipa para vencer a final da Taça de Portugal frente ao Benfica.

 

Jorge Sousa é um dos árbitros mancomunados com um sistema que tem ao longo de décadas prejudicado o Benfica em favor do clube condenado por corrupção, vulgo fcp.

 

Em qualquer circunstância, mesmo em jogos em que o Benfica está a ganhar, à vontade ou com alguma dificuldade, Jorge Sousa tem aquela prestação que se impõe – sempre a empurrar o Benfica para trás e a ser complacente com as acções do adversário.

 

Não se podem branquear actuações miseráveis deste apitadeiro, tendencioso, colorido de azul corrupto à moda da Pocilga da Palermo Portuguesa, não obstante resida em Lordêlo – a final de Taça da Liga em que o Benfica ganhou 3-0 aos corruptos é bem exemplo disso, com o carniceiro Bruno Alves, hoje a distribuir fruta por Istambul, a ser poupado à expulsão, depois de ter usado e abusado sistematicamente da violência em relação aos jogadores do Benfica e da contestação à própria equipa de apitadeiros.

 

Jorge Sousa está nomeado para o Marítimo-Benfica.

 

A porcaria com os árbitros e com as nomeações continua!



GRÃO VASCO

13.8.13

A fumigação da comua

 

Visto do espaço é um buraco vermelho escuro atulhado de lixo tóxico com tendência para crescer.

 

Numa maior aproximação observa-se uma larga cratera, onde nos bordos do seu cume, a toda a volta e num equilíbrio instável, estão agachados, de cócoras e de calças arreadas, suspensos precàriamente em tábuas de andaimes pregadas umas nas outras, oscilantes, umas boas dezenas de ignaros, ineptos e iletrados, armados em juízes de Barrelas, defecando palpites e sentenças para o vazio, num bamboleio louco, com uma das mãos em cima de cada uma das suas cabeças, tentando aguentar o seu único neurónio e com a outra, segurando um telemóvel, recebendo instruções “de como fazer”...

 

O fenómeno internáutico, que muito antes deste cenário despertou alguma curiosidade e interesse, e pareceu ter alguma utilidade, particularmente no seu início, depressa se transformou numa comua pestilenta a céu aberto, uma latrina gigante exalando um odor fétido, pois com a afluência desenfreada de uma corja de bronco-analfabetos desbragados, garotos ainda de fraldas borradas e pretensiosos escrevinhadores acometidos por diarreias mentais incontroláveis, os dejectos começaram a ser tantos e com tal intensidade que o escoamento e tratamento desses resíduos tornaram-se pràticamente impossíveis de resolver. As descargas, ao minuto - pois as audiências são sempre necessárias para que a publicidade feita em muitos desses espaços renda aos seus donos alguns euritos de três em três meses – imundas e ímprobas, têm confirmado a podridão, a boçalidade e o obscurantismo, que quer haja ou não haja “matriz democrática” - um termo a que acho imensa piada - continuam a grassar na nossa população em geral e da qual a maioria dos bloggers da nação benfiquista é, já por si, uma amostra bem significativa.

 

Na realidade, há na blogosfera benfiquista um extenso e perigoso pântano benfiqueiro infestado de fecalomas, coliformes e amibas, onde qualquer alimária futeboleira prenhe de prosápia, ao chutar umas patacoadas, chafurda em abortos literários inundados de erros ortográficos e outros gramaticais, verdadeiros atentados à língua portuguesa, onde a sua dignidade se afunda em dislates, insinuações, mentiras e onde uma Instituição que deveria merecer o maior respeito dos seus sócios, adeptos e simpatizantes, é constante e inconscientemente jogada à devassa, sendo alvo de insultos e escárnios absurdos, masoquistas e autoflagelantes.

Enfim, uma porca feira de egos entrincheirados e de vaidades desprezíveis, aberrante, oportunista, especulativa e irracional, promotora do achincalho.

 

Urge fumigar a comua.


 Fumigação

GRÃO VASCO


4.8.13

Tacuara? Siempre!


Óscar Cardozo está à venda por trinta dinheiros.

Os manuscritos do Mar Morto dizem que houve outro – Jesus, O Nazareno.

Em ambos os casos o efeito foi igual - cada um ao contestar a tirania, arrastou penosamente com a sua cruz, acabando pregado nela. Turcos, romanos, judeus ou fariseus, o diabo que escolha. Mas no devir haverá sempre uma diferença. O Benfica engana-se, ficará a perder, e provàvelmente cometerá um erro histórico. Se se prosseguir no mesmo rumo, ao contrário das profecias bíblicas, a pedra do sepulcro não rolará, nem Óscar jamais ressuscitará no Templo Sagrado.

 

O processo Óscar Cardozo foi e continua a ser de um farisaísmo cruel – primeiro a comunicação social com os directores, editores-chefes e redactores principais do record das patranhas e do correio da manha a liderar uma campanha soez, prenhe de hipocrisia, opinando e publicando sentenças e ditames de anti-benfiquistas e deles próprios (eu ainda gostaria de encontrar alguém que pudesse escrutinar à lupa estes fariseus bastardos e confrontá-los com seus telhados de vidro bem como com as hipocrisias que escrevem…), dizendo que o paraguaio por não ter mais condições, deveria ser postergado sem piedade nem misericórdia e desterrado para os confins dos infernos tal a maldade praticada; depois vieram mais mabecos estratègicamente colocados nas TV’s, rádios e pasquins, ao serviço da corrupção azul e bronca e do incorrigível lagartêdo, inquinar ainda mais um acto impulsivo, menos feliz, já transformado no sacrilégio dos sacrilégios; a seguir, a cambada de néscios e palermóides incontinentes que pulula em redor do Glorioso desferindo punhaladas fatais, assumindo-se como “os justiceiros do Benfica”; e por fim o silêncio cúmplice, engasgado, de alguém que deveria ter dissipado a tempo e horas o cenário nebuloso que se foi apoderando deste caso singular de indisciplina e de contestação de uma liderança, mesmo sendo esta muito pouco exemplar.

Até David Borges, na SIC, mais um teórico do cá-rá-cá-cá, armado em paladino da ética, da moral e dos bons costumes, desancou no “condenado” pela sua devassidão sem limites, tratando-o como um proscrito condenado às galés, considerando aquele “chega para lá” desesperado, mas para muitos mais do que justificado, como uma ignóbil agressão merecedora da mais severa punição.

Óscar Cardozo, escorraçado como um indigente, cuspido e chutado pela porta dos fundos do Templo Sagrado, sem honra nem glória, foi literalmente lançado às feras. Os mentecaptos, nas arquibancadas de um interminável circo, tomando o Benfica como seu, fazendo dele um palhaço de borracha que “nem de porrada é farto”, ululantes, triunfantes e em coro, apoiados em plebiscitos pasquineiros, num miserável clamor assassino, gritaram mata e esfola, pedindo a César que voltasse o seu polegar para baixo.

LFV, tal como Pôncio Pilatos, bem tentou lavar as mãos. Como sempre, Jorge, de apelido Jesus, agora mais do que nunca a prazo, melhor, a curto prazo - o fanfarrão das mil e uma tácticas, o que se ajoelhou, patético, no campo de batalha do inimigo corrupto (para vergonha de todo o universo Benfiquista), o gabarola das notas artísticas, o vulgar de Lineu eleito pelo decrépito filósofo da motricidade humana como uma avis rara de uma estirpe até agora desconhecida – a da verve futeboleira - ou ainda, como um facundo da “ciência do pontapé na bola” em ridículas palestras de universidade – num curioso paradoxo imitando Caifás, empurrou cobardemente a decisão e o odioso para o governador, alijando-se de responsabilidades, transformando assim o maior goleador estrangeiro da História do Benfica com duas bolas-de-prata, aquele que durante quatro anos contribuiu decisivamente para disfarçar as suas insuficiências e incompetências, boçalidades e charlatanices, vaidades e bazófias, num mero “activo” molengão e indisciplinado, para despachar na primeira oportunidade. Para vender, por trinta dinheiros!

Perante este cenário, que começa a ser um embaraço para quem já deveria ter tomado uma decisão, a pasquinagem não se enxerga em baralhar e fomentar mais uma guerra intestina entre os Benfiquistas, só faltando colocar uma tarja nas capas dos diários desportivos e generalistas, com um “volta Cardozo, estás perdoado!”. Isto, depois de o terem colocado nas ruas da amargura.

Isto nunca deveria ter acontecido e estes casos resolvem-se no imediato. Uma indecisão de meses que o LFV irá pagar bem caro!

Vergonhoso!

 

E a sentença?

Ah, sim, essa foi democràticamente (a lengalenga de que o Benfica é um clube com tradições democráticas, do povo, plural, singular, masculino, feminino, opinativo, livre, bolivariano, guevarista, chavista, castrista e demais esquerdices românticas, utópicas ou latrinárias, etc., etc., etc., já fede, só faltando neste colorido fogo-de-artifício, os Zapatistas enfiados nos seus sombreros, de cartucheiras e pentes de balas cruzados sobre os ombros ferrando umas fogachadas na Águia Vitória, o Sendero Luminoso e a Frente Farabundo Martí munidos de rebusca-pés tentando raptar o LF Vieira, o JEM e o RGS para o pinhal de Leiria ou para a reserva botânica da Arrábida em carrinhas de caixa aberta “a la taliban”, as FARC petardeiras mais o Túpac Amaru, acantonados nos Farilhões e nas Berlengas, fazendo rebentar através de missões especiais em asa delta e papagaios de papel, mais uns quantos engenhos artesanais nas assembleias-gerais e no topo sul da Catedral, e os Viriatos dos Montes Hermínios, maltrapilhos mentais encharcados em vinhaça, disfarçados de headhunters procurando alarvemente na blogosfera a cabeça do Óscar Cardozo e o making off do filme pornográfico em que o Palacín é a estrela da Cia., com o Hélder Conduto a narrador) ratificada pela populaça bronco-analfabeta benfiqueira - intoxicada e manipulada por uma comunicação social conivente, promíscua, prostituída - composta por aquela súcia de cobardes ineptos e por uma fauna blogosférica horribilis que vão desde generais-chunga de aviário, fidalgos saudosistas senis e beberrões, marujos pimba de gargalhada fácil e sem nexo, columbos de pacotilha, bacharéis economistas de vão de escada, gerações e gerações frustradas de paspalhos brunatos, sombras, luas e atiradores furtivos, belzebús e calaças, monárquicos oligofrénicos, aprendizes de mafiosos com alcunhas à napolitana ou à siciliana, gordos, “bate-pívias” e teclados em plena puberdade, criançolas internautas em fase de desmame até aos arrumadores amnésicos fardados e desfardados, às papoilas descoradas e peludas já pouco saltitantes de buço farto, e aos panilas e biscaias de culotes cor-de-rosa, onde dia-a-dia, enxameando doentiamente o Glorioso e valendo-se dele, muitos o vilipendiam, o amesquinham, o devassam na pessoa dos seus dirigentes, e o chulam, apondo publicidade nos seus espaços blogosféricos e retirando daí proventos próprios, carcomendo-o por dentro poluindo o anfiteatro da Luz, talvez, sei lá, arvorando-se em candidatos ao cargo de director de recursos humanos do SL Benfica e que em cento e sessenta e tal momentos supremos aclamaram e glorificaram o “tacuara dos longos caniços”, mas que agora se saciam alarvemente em jeito de revanche – agora até passou a ser um oportunista por querer ir encher a bolsa (como se ele não tivesse assinado contrato com o Benfica até 2016) - pela sua condenação ao um degredo turco doirado ou semelhante. Estes são ainda bem piores do que aqueles ignaros que o assobiavam e que agora se ajoelham suplicando pelo seu regresso.

 

Óscar Cardozo poderá ainda ficar como poderá sair.

Esta corja de miseráveis não o merece. Nunca o mereceu! Tanto uns como outros!

 

E nesta “páscoa de verão” quem foi libertado, quem foi? Tal como Barrabás?

Rúben Amorim, pois claro!

 

Óscar,

Serás sempre um grande jogador, em qualquer “cancha” (como tu gostas de chamar ao recinto de jogo) onde jogues!

Felicidades. E irei sempre ficar-te muito grato pelas alegrias e vitórias que me deste, pelos grandes golos que marcaste pelo Benfica!

Se ficares, cá estarei para te apoiar como sempre.

Os Autênticos nunca te esquecerão e todos nós aqui em casa, ainda andaremos por muito tempo com o teu nome e o teu número sete nas costas dos nossos Mantos Sagrados  !  !

TACUARA? Siempre!


 GRÃO VASCO

 

26.7.13

O recado do Rei


 
 Palavras de um AUTÊNTICO!
 
GRÃO VASCO


19.7.13

A aula, a penitência e 30 p'ró galheiro


Quando ontem à tarde encontrei no hall de entrada do prédio onde vivo a Cacilda Pentelhuda – uma felina de outrora, hoje balzaquiana sessentona de rabo e peitos já descaídos pela rodagem do tempo e de farto buço a pedir meças ao Godofredo Bigodaças, o melhor marcador de penaltys na tasca do Brasileiro, fiquei admirado.

O que andaria ela por ali a fazer?

A mulher, numa azáfama, tocava a todas as campaínhas. De repente, e com um olhar faminto, estendeu-me um papelinho impresso, semelhante àqueles que são apostos por mestres e curandeiros africanos de pacotilha entre o vidro e os limpa-pára-brisas dos automóveis estacionados na rua, anunciando que sua neta, Zéza Matapilas iria este sábado fazer uma pequena demonstração de um produto concorrente da bimby no salão da sociedade filarmónica lá do bairro. Um convite dizia ela, extensivo à intelectualidade indígena que por certo não daria por mal empregue essa tão instrutiva sessão de culinária moderna.

Sorri, agradeci o convite, lembrando-me daquela célebre aula na Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, em que Zéza foi substituída pelo lendário JJ, o Mestre da Táctica, e Cacilda viu as suas funções publicitárias ocupadas pela luminária mais filosófica deste país, uma eminência decrépita e ultrapassada pela voragem dos tempos, bajulada pelos pançudos dos croquetes, carecas da quinta e afins, Manuel Sérgio de sua graça.

 

Saí e dirigi-me à praceta do quarteirão. Pois aí, foi o bom e o bonito. Tobias Diabinho, “A Niagára”, uma velha rameira depravada e infecta – a sua alcunha derivava da sua incontinência na presença de transeuntes e em qualquer local, mijando sempre de pé e de pernas firmes e bem abertas debaixo da sua imunda saia negra para as pedras da calçada, num praguedo contínuo, mais parecendo uma queda de água tal a forte torrente e a sonora marulhada – na presença de uma pequena multidão, rodopiava de joelhos, arrastando-os pelo chão em volta do fontanário.

A dúvida persistia nos curiosos e nas alcoviteiras. Seria o pagamento de uma promessa ou a penitência pelo perdão de algumas antigas malfeitorias?

Logo surgiu Josefa, a beata-mór, de língua afiada, viperina como sempre, dizendo que coisas destas e com quem, só no Bom Jesus do Monte ou no Sameiro, pois aquilo, feito ali, era uma escandaleira intolerável.

Pois nesse momento não me contive e para espanto geral soltei uma valente gargalhada – é que me pareceu ver o Rúben Amorim a fazer o mesmo, dando voltas ao Estádio da Luz em repetidas genuflexões e de mãos bem juntinhas elevadas ao céu, sempre com o olhar virado para a janela do gabinete de “Jorge”, o seu Jesus, num acto de inolvidável e infinita contrição, com Vieira mirando, de olhos esbugalhados e como um papalvo, um contrato de quatro anos e ainda outro entre o Glorioso e o Fenerbahçe, enquanto dava mais um gole num cálice de licor de amêndoa amarga à moda de Braga.

 

Por fim, de sirenes ligadas e por entre apitadelas para todos os gostos apareceu a polícia acompanhada de um séquito de respeito – os reportéres e os cães-de-fila do record das pêtas e do correio da manha. Começaram a indagar, a rebuscar, a procurar por entre aquela pequena multidão, até que deram com um pacato paraguaio, chorando e com o coração despedaçado, ainda atordoado e revoltado pelas dolorosas tormentas que no passado mês de Maio em Amesterdão e no Jamor alguém lhe fez passar. Era o Óscar, um rapaz simples, nascido pobre em Doctor Juan Eulogio Estigarribia. Era mesmo aquele que eles procuravam. Pendia sobre ele um mandato de extradição para a Turquia.

A turba presente, cega e furibunda, liderada por mentecaptos envergando camisolas de um vermelho desmaiado, onde vagabundeavam “generais pimba”, iletrados, boçais, ignorantes, analfabetos e outros badamecos de cullotes cor-de-rosa, contagiada por aquele contingente “paramilitar” que acompanhava a autoridade, instigando-a ao ódio e à perseguição, empurrava estùpidamente o rapaz, e escarnecendo dele, gritava a plenos pulmões:

“- Salta fora do chão sagrado, filho-da-puta de calaça! Molengão de merda que só marcaste golos de penalty e mandaste-nos calar por uma vez!”

Afastei-me, tal qual um Cireneu bíblico, impotente e revoltado com tão ignóbil infâmia, na absoluta certeza de que esta época, 30 golos e uma referência europeia de gabarito já foram para o galheiro.

Não quis assistir a um sacrifício tão cruel e desumano.

 

E lá longe, na Terra Santa, Jesus, o autêntico, pregado na cruz, mas omnipresente, vendo esta injustiça e sem direito aos quatro milhões de euros que o seu homónimo terráqueo da Amadora irá receber dentro em breve a título indemnizatório, gritou de dor:

“- Pai, perdoai-lhes pois eles não sabem o que fazem!”

 

 

GRÃO VASCO


12.7.13

No comments...




Os jogadores abaixo (por ordem alfabética) foram nomeados para o Prémio Melhor Jogador da UEFA na Europa 2012/13 por um júri formado por jornalistas representantes de cada uma das federações-membro da UEFA.

Gareth Bale (WAL) – Tottenham Hotspur FC
Edinson Cavani (URU) – SSC Napoli
Cristiano Ronaldo (POR) – Real Madrid CF
Dante (BRA) – FC Bayern München
Edin Džeko (BIH) – Manchester City FC
Radamel Falcao (COL) – Club Atlético de Madrid (agora no AS Monaco FC)
Mario Götze (GER) – Borussia Dortmund (agora no FC Bayern München)
İlkay Gündoğan (GER) – Borussia Dortmund
Zlatan Ibrahimović (SWE) – Paris Saint-Germain FC
Andrés Iniesta (ESP) – FC Barcelona
Branislav Ivanović (SRB) – Chelsea FC
Javi Martínez (ESP) – FC Bayern München
Philipp Lahm (GER) – FC Bayern München
Robert Lewandowski (POL) – Borussia Dortmund
Mario Mandžukić (CRO) – FC Bayern München
Lionel Messi (ARG) – FC Barcelona
Thomas Müller (GER) – FC Bayern München
Manuel Neuer (GER) – FC Bayern München
Óscar Cardozo (PAR) – SL Benfica
Andrea Pirlo (ITA) – Juventus
Franck Ribéry (FRA) – FC Bayern München
Arjen Robben (NED) – FC Bayern München
Bastian Schweinsteiger (GER) – FC Bayern München
Robin van Persie (NED) – Manchester United FC
Arturo Vidal (CHI) – Juventus
Xavi Hernández (ESP) – FC Barcelona




GRÃO VASCO



24.6.13

As canalhices habituais do ‘record das pêtas’

 

Duas edições de duas 2ªs feiras, 03 e 24 de Junho de 2013 respectivamente.

 

Na véspera de 3 de Junho, domingo, dia 2, o Sport Lisboa e Benfica sagra-se Campeão Europeu de hóquei-em-patins num ambiente agressivo e hostil, o já célebre antro do terror da Palermo portuguesa, o famigerado ‘dragôum…eeee caixa’, conhecido também pela pocilga corrupta.

Uma vitória formidável, fantástica, depois da quadrilha do Freixo ter feito tudo o que de mais ignóbil existe à face da Terra para condicionar tudo e todos, inclusive a dupla de arbitragem que dirigiu a partida.

RETUMBANTE O ÊXITO DO BENFICA, para mais a mais nas barbas do maior bandido deste país.

 

O que é que o pasquim canalha do ‘record’ fez na edição do dia seguinte?

Na capa desse dia, uma pequena notícia, minúscula.

 


Ontem, a reles seita de futsal do fôsso do lagartêdo, com uma ajuda escandalosa da arbitragem – em todos jogos do play-off assim foi, mesmo com o Benfica batendo-se de igual para igual e já descontando a impunidade da entrada assassina de um fulano, guarda-redes, que acabou por partir a perna ao jogador Benfiquista, Vítor Hugo, e que já tinha provocado uma lesão grave ao Arnaldo, ex-jogador e capitão da nossa equipa de futsal, com uma entrada semelhante - lá ganharam um título nacional igual a tantos outros, mas, não esqueçamos, marcado por uma roubalheira infame por parte de uma corja escabrosa que mesmo na Luz tem actuado sempre com um incrível descaramento, sem que ninguém ponha cobro a este despautério.

 

Pois o que é que observamos hoje na capa do ‘record das petas’?

Simplesmente isto! Um destaque vergonhoso ao lagartêdo, por um título ganho no colinho de uma cambada de gatunos equipados de negro.



Uma autêntica vergonha., à descarada, feita por um dos pasquins mais bastardos do país.

 

Continuem a comprar esta lixeira jornalística…

Continuem!

 

 


GRÃO VASCO


22.6.13

Os empurrões a Óscar Cardozo


Após Óscar Cardozo empurrar inadvertidamente o seu treinador no Jamor, começaram em catadupa, os empurrões de toda a espécie ao melhor goleador estrangeiro de todos os tempos ao serviço do Benfica.

 

Tal como em tempos bíblicos, logo vieram fariseus, vendilhões e uma corja de hipócritas apedrejá-lo e atirá-lo à lama, num exercício torpe de mero assassinato futebolístico. Numa classe decadente, sem princípios e sem ética profissional, sempre ao serviço de quem lhes dá mais e de quem puxa pelas suas trelas, jornalistas, fazedores de opinião e demais canzoada, todos num coro de fazer corar os mais malandros escrevinhadores e palradores, lá vieram num ditame escabroso dizer – “Cardozo não mais poderá ter lugar no Benfica!” – um refrão que ao longo deste defeso se tem repetido indefinidamente.

 

Mas porquê este alarido e esta insistência?

Simples. Porque o clube em causa é o Benfica. Pois se a “coisa” acontecesse lá para os lados da Palermo portuguesa, o pau-de-marmeleiro ou os capangas superdraconianos tratariam de redimensionar à sua mínima expressão, um facto tão igual a tantos outros que acontecem por esses relvados do futebol fora.

 

Óscar Cardozo tem sentido na pele a hipocrisia de uma reles e rara colecção de filhos-da-puta. Benfiquistas, não-Benfiquistas e anti-Benfiquistas, ei-los, pregadores de uma falsa moral, berrando e ganindo aos quatro ventos que o grande goleador paraguaio não tem condições para continuar no Glorioso e terá obrigatòriamente de abandonar o clube. Seja porque preço fôr.

 

As falsas virgens, meretrizes da pasquinada ofenderam-se. Os prostitutos, que chafurdam às resmas, tal como pragas de piolhos infectos ou de ratazanas de esgoto decrépitas, pelas redacções das TV’s, rádios, pasquins desportivos e generalistas, inefáveis, arrogando-se em juízes a la Palermo, ditam a sentença implacável – “Óscar Cardozo jamais poderá continuar no Benfica”. Há que abatê-lo de todas as maneiras possíveis.

E é vê-los, aos Octávios Ribeiros e aos Ribeiros Cristóvãos deste mundo, como grilos e lagartos falantes, lançando as suas pérfidas cabeças de fora da toca, alinhando pelo mesmo refrão.

 

Os Autênticos sabem bem que este “fuzilamento” irá enfraquecer antes do mais o Benfica. Óscar tem e terá pela frente, pelo menos mais dois anos para desempenhar as suas funções de atacante e goleador ao mais alto nível. E nenhum clube, mesmo os de top europeu, se daria ao luxo de dispensar uma mais-valia com o perfil do paraguaio, transformando-o de um dia para o outro de um excelente profissional para um proscrito eternamente condenado às galés.

 

O bando de mabecos que quase diàriamente no pasquim de um execrável careca bate o record de notícias sobre a saída do paraguaio do Benfica e a espaços, dando uma no cravo e outra na ferradura, no diário do pançudo dos croquetes, se banqueteia em malhar, especulando sobre o futuro do grande goleador, lá vai continuando a influenciar a opinião pública afecta ao Benfica – ora é o Fernerbahçe, ora  é o Besiktas, depois o Nápoles e a seguir virão outros tantos – não dando descanso nem ao Clube nem ao jogador.

 

Vamos ver quem ganhará. Se esta seita de bastardos e hipócritas, se o Benfica.

Por mim, como sempre, quero que ganhe o Benfica. Mesmo com alguns custos iniciais, nós sabemos bem quem é que ficará a perder…

Por isso quero que Óscar Cardozo fique!

 

Aguardemos pois pelos inícios de Julho e sem as habituais piruetas de um imbecil de nome Pedro Ald(r)a(b)ve, que anda há que tempos a tentar encher os bolsos com novas comissões chorudas à conta do paraguaio.

 

 

GRÃO VASCO


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