12.11.13

A alma parda voltou da tumba

 
  
 
  

1ª iNVESTIDA, 23/09/13

O presidente da Associação de Futebol do Porto comentou a polémica entre o líder da AF Lisboa, e Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto. Para Lourenço Pinto, as palavras de Nuno Lobo dizem respeito a um "jovem benfiquista"

"Essas palavras vêm de um jovem presidente, de um jovem benfiquista, que não conseguiu manter a postura que o presidente de uma instituição como a AF Lisboa deve ter. Por outro lado, nunca houve qualquer acordo com a AF Lisboa. Não é elegante", referiu em entrevista à Rádio Renascença, esta segunda-feira.

Lourenço Pinto aproveitou ainda para lançar um aviso para o possível regresso do "calabotismo", exigindo que se lute pela verdade desportiva no campeonato português ao contrário do que se passou nesta jornada, segundo o próprio presidente da AF Porto.

"Já vai longe o tempo de um homem chamado Inocêncio Calabote. E isto com o presidente da AF Lisboa é um 'fait-diver' para ocultar o que se passou neste fim-de-semana, que foi mau de mais. Num só dia houve três situações embaraçosas que nos fazem temer pelo regresso do 'calabotismo'. A lembrança de Calabote ainda está a reinar e pode chegar. E se chegar, isto passa a ser um campeonato - certamente - pouco coincidente com a verdade", concluiu – in record on line.

 

3ª Investida, 12 /11/13

Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto, considera que a histórica rivalidade entre Benfica e Sporting constitui um obstáculo intransponível à formação de uma aliança entre os dois grandes de Lisboa.

 

«Essa dita aliança dos clubes de Lisboa, com o sentido de que estavam criadas as condições para que Lisboa se impusesse ao Porto e ao norte, não passa de um desejo manifestamente inconcretizável», argumentou, em declarações à Antena 1.

 

«A eventual aliança entre o Benfica e o Sporting é um ato contranatura. São dois clubes rivais, adversários, vizinhos intoleráveis e vivem emocionalmente, há décadas, toda essa adversidade quase a gerar, muitas das vezes, animosidade», salientouin a bola on line.

 

Ao longo da última trintena de anos temos assistido às maiores escandaleiras do futebol luso e a AF Porto tem sido a entidade que a par do seu associado, o grémio da fruta & do putêdo, mais tem contribuído para essa completa bandalheira, sendo também um dos principais pilares onde tem assentado toda uma estratégia global de tomada e manutenção do poder no futebol e em todas as suas áreas por parte de uma corja incorrigível, exercendo uma completa ditadura em relação a todas as outras associações de futebol. Com o regime jurídico, a situação alterou-se e a alma parda bem esperneou, fazendo obstrução sistemática até onde pôde. No entanto, a influência ainda é de tal ordem que pouco ou nada se alterou em relação às questões que interessam verdadeiramente, e assim vemos o Conselho de Arbitragem nas mãos da Federação, cujo presidente é um fulano promiscuamente ligado às grandes chicanas e jogadas de bastidores que tanto têm beneficiado o grémio da fruta.

Mas Lourenço Pinto é que é a peça principal de toda esta engrenagem – um caldeirão onde os princípios, os valores e a ética se volatilizam de uma forma vertiginosa, dando lugar ao compadrio, à promiscuidade, à cumplicidade, às jogadas de bastidores e a muitas outras falsidades.

LP, ao falar de Inocêncio Calabote é um descaradão sem vergonha na cara, raiando a fronteira da infâmia e da hipocrisia. Quem homenageia Proenças e Benquerenças, quem de uma ou de outra forma esteve envolvido no caso Francisco Silva, o árbitro algarvio que antes de um célebre jogo em Penafiel foi “comido de cebolada”, vítima de uma tramóia digna de um filme de Hitchcock, e que foi arquitectada para branquear muita coisa de muitos outros envolvidos (por ex. o famigerado árbitro de Vila Real, José Silvano, que depois, na continuação desavergonhada do despautério de então, para não ir a gancho, cavou para Angola) e da célebre frase – “Chico, ó Chico, o que tu foste fazer!” - quem desabafa com uma alternadeira nessa altura de serviço directo ao gerente do caixa, dizendo-lhe “Ó filha, mas ele ainda ficou a falar...” referindo-se ao bexigoso caso no parque de estacionamento da Alfândega do Porto, quem teve na associação a que preside, árbitros de reles quilate como o condenado por crime relacionado com mascambilhas no futebol, Martins dos Santos – o tal do “serei eu próprio”, quando foi “premiado” com a nomeação para o jogo de inauguração do antro da Pocilga, em reconhecimento e apreço pelos seus inestimáveis serviços à “causa do Freixo” – ou Paulo Costa, Paulo Paraty, Artur Soares Dias, Jorge Sousa, Rui Costa, Vasco Santos, só para falar nos mais recentes, não tem autoridade moral, nem crédito nenhum para sequer pronunciar o nome Calabote, de uma história mentirosa mil vezes contada desde o tempo de um sacanóide de alcunha “O Cartola” e que tal como Goebells o ministro da propaganda nazi disse um dia, se transformou numa perversidade aceite como verídica pelos bastardos do futebol. Esquece-se também do filme de José Pratas em Coimbra, em que os selvagens do seu amado grémio o acossararm que nem cães, ameaçando e mostrando ao país inteiro a pouca vergonha, a impunidade e o vale-tudo que vigorava nesses tempos a norte, na Palermo portuguesa. Disto e de muito mais Lourenço Pinto se esquece quando bolça veneno anti-Benfica. Um Alzheimer diagnosticado agora, seria um bom prémio para esta falta de memória, com a particularidade de poder despachá-lo definitivamente mais depressa e sem muitas ondas.

 

Se porventura esta alma parda pisasse um tabuleiro de xadrez, seria eleita a rainha das negras.

 

Muito daquilo que o grémio da fruta & do putêdo tem conseguido, deve-se a este fanático, advogado e ex-guarda prisional, um autêntico feiticeiro em “magia negra” que não olha a meios para atingir os fins. Tem sido ele o mentor que aponta o caminho, ensinando a sua arte sinistra nos bastidores sombrios da Palermo portuguesa, sempre com a conivência de quem num país sério já estaria atrás das grades há muito tempo.

 

Num prazo curto de tempo já veio a terreiro bolçar o seu veneno por três vezes. A última patacoada - após “denunciar” o presidente da AFL, apelidando-o manhosamente de “jovem benfiquista” numa jogada de conveniência em relação aos incidentes ocorridos na tribuna do estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira, aquando do jogo entre o Estoril e os azuis corruptos - é referente à incompatibilidade entre o Benfica e a trupe do lagartêdo quando se aventou uma aliança entre estes dois clubes.

 

Ele sabe e sempre soube que o SL Benfica tem uma dimensão incomensurável e uma aceitação popular inquestionável. Esta figura tenebrosa, tudo tem feito para denegrir e apoucar o Glorioso, com uma ladaínha acintosa e soez. Mas que não se esqueça que irá mais tarde ou mais cedo, definitivamente para a tumba e que a peçonha acabará com o finar do bicho e que o Benfica continuará.

E também sabe que só à custa de processos baixos e caminhos tortuosos é que o seu grémio tem ganho títulos. Contam-se pelos dedos de uma mão, aqueles que foram limpos.

 

Poucos são aqueles que na blogosfera benfiquista se têm referido a esta alma parda. Mas não tenham dúvidas, Companheiros, que LP tem sido ao longo destes anos peça fundamental na tão propalada “estrutura” ou “organização” do fcp – estando fora ou dentro do grémio.

É um dos membros mais destacados da Famiglia, talvez até, o mais destacado, mas que vive e viveu quase sempre na sombra, como convém a qualquer “organização” deste tipo.

 

 

PS – Tudo lhes serve para falar no seu ódio de estimação e na razão de ser da sua existência – O Benfica. São estátuas, são inverosímeis alianças, tudo o que possam agarrar.

Obsessão louca, psicose que requer internamento rápido no Conde de Ferreira.

 

 

GRÃO VASCO



11.11.13

O xerife do lagartêdo




Os asininos do Lumiar são assim!

Sempre prontos para a guerra. No sábado, na Luz, até aquela ave imponente que em vôos espectaculares faz as delícias de quem preza o que de belo tem a Natureza, foi confundida com um caça-bombardeiro B2, sendo alvo de assobios e insultos quando sobrevoou o pequeno exército de lagartinóides acantonado na caixa de segurança gravemente afectado de paranóia colectiva.

 

Pena que a Gloriosa Vitória não lhes tenha cagado em cima!

 

Bruno Carvalho assume-se como o seu verdadeiro xerife, disparando para tudo o que mexe, em todas as direcções. Mais uma vez, de dedo em riste, vociferando contra o apitadeiro que já lhe deu de bandeja um título em 2001, tomou o caminho habitual quando é derrotado – atirou-se aos apitadeiros como gato a bofe, barafustou com os repórteres por tudo e por nada, assumindo-se como uma ex-virgem escandalizada, vítima de centenas de “violadores”.

 

A sua presença no banco da equipa faz lembrar algo que durante muitos anos ocorreu a norte, lá para os lados da Palermo portuguesa, só que esta é uma cópia grosseira e muito mal amanhada desses tempos áureos em que um pratas cobardola, todo borrado, fazia marcha-atrás pelo campo inteiro, acossado por oito ou nove cães-de-fila azuis corruptos.

A tentativa de condicionar ou intimidar os intervenientes foi tiro que lhe saiu pela culatra e se Duarte Gomes e os seus liners tivessem a visão mais apurada, o tolinho do “Chapel” nem sequer teria comemorado o primeiro golo da sua equipa.

A vitimização é outra característica desta nova trupe do lagartêdo que tendo eco na comunicação social anti-Benfica e que lhe é afecta, tenta com um ruído áspero tirar vantagens de futuras arbitragens. Uma táctica estafada, cópia mais uma vez do que se passa a norte, mas que sem Lourenços Pintos ou semelhantes almas pardas estará condenada ao fracasso.

 

Bruno Carvalho, com um populismo perigoso, optou por um clima de conflitualidade latente e que nalguns casos tem atingido os limites. Mas esta postura poderá ter um efeito boomerang. E não fossem as boas relações pessoais entre o presidente do Benfica e um dos preponderantes elementos da sua direcção – presidente da assembleia-geral, sempre predisposto a apaziguar as hostes ao lado de LFV – duvido se as coisas seriam aparentemente tão “pacíficas” como foram neste derby da Taça.

 

As suas declarações imbecis de mau perdedor no final do jogo, onde foi eliminado sem apelo nem agravo, em vez de valorizarem a sua equipa, deram a ideia de que tal como um xerife sem memória de um lugarejo de um far west qualquer, bebeu de uma cartilha gasta, bolçando azia severa, usando a linguagem do tasco, só faltando substituir o primeiro A pelo O na metáfora das fadas.

Mas foi assim que ele exactamente ficou – furioso e “sodomizado”.

 

Enquanto assim for, mais se perderá no meio de tanta lama e poeira.

 

Mas no sábado à noite, Bruno Carvalho, desvairado, chamando palermas a tudo e todos, ressaibiado por não ter tido o “colinho” do Montero, teve realmente razões de queixa para ficar assim. O mesmo de sempre – Óscar “Tacuara” Cardozo - afinfou-lhe três vezes a sangue-frio com o “Capitão” a completar o “serviço”.

 


GRÃO VASCO


10.11.13

Maaaaaarta, ó Marta!

Desde ontem que deves três ao Óscar…

…Agora vamos lá ver qual será a tua performance.

Nada de abusos, ok? E… e, muito cuidadinho com o tornozelo do rapaz.

 

Depois da “cobrança” podes e deves ir chorar no ombro do Carlos Daniel.


PS. É mandatório contemplar a imagem do post anterior e reflectir sobre ela!


GRÃO VASCO


Deus te abençoe, “Tacuara”!





GRÃO VASCO



8.11.13

Muita cautela…

Duarte Gomes

 

…Que este vaidoso não é certo nas voltas!




GRÃO VASCO


7.11.13

A psicose


 

Acabei de ler o mais recente comunicado do grémio mais representativo da fina flôr do entulho da Palermo portuguesa.

 

A primeira imagem que me ocorreu sobre este tema tão querido àquela cambada de alienados – a futura estátua a erguer na capital, reitero, na capital do país, por aprovação camarária e de acordo com a vontade dos munícipes, evocando Cosme Damião, um dos cabouqueiros da que é hoje a nossa maior instituição em Portugal e no mundo, o Sport Lisboa e Benfica - é a de fugitivos da enfermaria mais perigosa do hospício Conde de Ferreira, a correr pelas vielas do Freixo, desvairados e furibundos, imprimindo comunicados e mais comunicados sobre o Glorioso de Portugal, a sua terrível obsessão.

 

Uma psicose incurável.

 

Não tardará o dia em que tenhamos o Cerqueira em Lisboa vociferando, furioso, aos pontapés à estátua, o Madaleno arengando umas patacoadas anti-mouraria, alçando a perna, ferrando-lhe umas bufas assassinas enquanto lhe atira uma dúzia de bolas-de-golfe e o símio da ribeira de marreta em punho, pronto para derrubá-la, com a sua quadrilha clamando por maior justiça social, insultando e assaltando os magrebinos gastadores que tiveram o atrevimento de erguer tamanho monumento em tempos de crise.

 

O comunicado é um hino ao parolo da fruta & do putêdo e ao seu complexo de inferioridade. Já há muito que não via uma obra-prima comunicacional desta dimensão.

Fica-lhes bem, ou não fossem eles o fruta corrupção & putêdo, vulgo fcp.

 

E já agora, proponham também uma do visconde falido, porque senão o xerife do lagartêdo vai para aí começar a berrar que mais ninguém o cala.

 


GRÃO VASCO


O “lapso” do pasquim dos croquetes


Hoje publicaram isto online, não fosse o cerqueira abespinhar-se e desatar aos pontapés a toda a gente… 

Mas, aqui para nós que ninguém nos ouve, a verdade é que, a notícia tinha outro protagonista…

 

 

É que o Hulk fez o “especial favor” de passar a bola ao Helton, em vez de marcar o penalty, como lhe competia.

 

No caso  de há quinze dias, do Benfica e do Roberto na Luz, contra o Olympiacos, a imprensa bastarda que enlameia o jornalismo, titulou “Obrigado Roberto” (a bola), “Roberto Amigo” (record), “É verdade: Roberto vale pontos” (o jogo).

No caso de ontem, do grémio da fruta & do putêdo, em S. Petersburgo contra o Zenit, a imprensa prostituída comeu e calou, branqueando um acto por demais evidente, incrível, do incrível.


Viram algum destes pasquins aparecer hoje, com títulos como os seguintes, nas suas capas, “Obrigado Hulk”, “Hulk Amigo”, ou “É verdade: Hulk vale pontos”?

 

PQP esta gajada!

Escumalha indecente e sem vergonha!

 

PS. É mandatória a leitura do post anterior, directamente relacionado com este.

 


GRÃO VASCO


Lutar até ao fim!

UM GRANDE EXEMPLO

 

Por vezes os ventos do Destino são cruéis, ingratos e injustos. Por vezes também, carregados de ironias.

 

Quem como eu, viveu o apogeu do Benfica de 60 com muitos retumbantes sucessos e algumas desilusões severas, sabe, compreende e aceita, que por mais que o travo de uma derrota seja tão amargo como o de ontem ou como o da final da Europa Cup da época passada, há e haverá sempre desfechos assim. O Benfica perdeu na Grécia quando tudo fez para garantir uma vitória, e folgada. E por ironia desse mesmo Destino, foi um seu ex-jogador, vilipendiado e espezinhado por muitos adeptos do clube e alvo de um escárnio animalêsco por jornalistas desportivos lusos e canalhas, que se assumiu como o principal obreiro dessa derrota.

 

O Benfica e os seus “Bravos do Pelotão” jogaram muito e bem, numa atitude digna dos seus pergaminhos, mostrando aos seus detractores – benfiqueiros, prostitutos jornalísticos, varelas e demais escumalha – que está na Champions League por mérito e lutando com as suas armas pela melhor classificação e pelo apuramento.

 

Com o resultado de ontem, as probabilidades do Benfica, de passagem à fase das eliminatórias, ficaram substancialmente reduzidas e dependentes de resultados de terceiros – o Olympiacos não poderá fazer mais do que dois pontos nos seus dois próximos jogos, respectivamente com o PSG em Paris, França e depois com o Anderlecht no seu estádio, no Pireu, e em contrapartida, o Benfica terá a quase obrigatoriedade de fazer o pleno, ganhando fora na Bélgica e em casa aos franceses do PSG.

 

Matić após o desafio afirmou que ele e os companheiros vão lutar até ao fim. Rúben Amorim e mais alguns reiteraram essa vontade.

 

“JUST DO IT!”

 

E…

Parabéns, Roberto Jiménez!

Ontem foste mais uma vez um exemplo de vontade e querer!

Lutaste até ao fim. Com alma. A tua imponente envergadura e os teus longos braços e pernas, fechando a baliza do teu emblema actual, defendendo afincadamente tudo o que havia para defender, bem me pareceram o corpo e as asas de uma Águia ubíqua, voando em todas as direcções. Uma Águia por quem, ainda há bem pouco tempo, deste o teu esforço, o teu suor e as tuas lágrimas.

Foste grande na exibição e na atitude! Enorme!

Foste magnânimo nas declarações e no respeito e afecto pelo Benfica e pelos teus ex-companheiros.

Rejubilaste e choraste com a vitória. Ofereceste-a generosamente aos teus companheiros de equipa. Mas antes de tudo foi tua. Mereceste-a!

 

Ah! E enviaste mais uma vez os teus detractores canalhas, sejam eles os pais, os varelas, os magalhães, os farinhas, os bernardos ou quejandos de um “record” das patranhas, a trupe dos croquetes de A BOLA ou a inqualificável pandilha de um “Jogo” qualquer, das capas iníquas a raiar o insulto e a grosseirice, para o lugar que merecem - A SARJETA!


Após o 1º jogo



Antes do 2º jogo



Após o 2º jogo



Coloco aqui o deplorável serviço que os pasquins desportivos portugueses prestaram ao futebol português e ao Benfica, nesta jornada dupla com os gregos do Olympiacos. Não sei mesmo se as capas canalhas referentes ao primeiro jogo na Luz terão sido afixadas no balneário grego por Michel, no cacifo de Roberto antes do segundo jogo no Pireu.

 

 

E para aqueles adeptos que se entretêm a criticar os nossos jogadores, a falar da sua sonolência no minuto treze do jogo, escarnecendo-os, da ocupação correcta e incorrecta dos espaços na grande área na marcação dos cantos, do direito de propriedade em metros quadrados a que a cada um compete quando defende, da sua colocação, blá, blá, blá, blá, blá, o meu desprezo, ou como disse um dia Pinheiro de Azevedo, o almirante sem mêdo – VÃO BARDAMERDA!

 

 


GRÃO VASCO


5.11.13

Maus ventos da Eslovénia


Damir Skomina.

É este artista esloveno do apito que vai dirigir o jogo de hoje, no Kairaskakis Stadium, no Pireu, Grécia, entre o Olympiacos e o Benfica.

O seu cadastro em relação ao Glorioso é curto mas com severos danos colaterais.

Skomina dirigiu três jogos em que interveio o Benfica:

- No Stade Vélodrome, Marselha, com o Olympique, época 2009/10, Europa League, 8ºs-de-final.

- Na Luz, Lisboa, com o Manchester United época 2011/12, Champions League, Fase de Grupos.

- Em Stamford Bridge, Londres, com o Chelsea, em 2011/12, Champions League, 4ºs-de-final.

 

Vejamos excertos de crónicas dos dois jogos efectuados fora de casa pelo Benfica:

 

Marselha, Stade Vélodrome, 18/Mar/2010

Olympique Marselha,1 – Benfica, 2         

 

…Mas a primeira parte ficou essencialmente marcada por duas grandes penalidades não assinaladas a favor do Benfica. Ramires, aos 20 minutos, é empurrado pelas costas dentro da grande área por Taiwo e o árbitro Damir Skomina fez simplesmente vista grossa ao lance. A outra grande penalidade que ficou por assinalar aconteceu aos 40 minutos, altura em que Taiwo cortou a bola com a mão na grande área…

 

…O início do segundo tempo continuou a ser manchado pelos erros de arbitragem e pelo total domínio de jogo por parte do Benfica. Aos 53 minutos, Di María ia perigosamente para a baliza do adversário quando sofreu um toque de um adversário, caindo no relvado. Mais um lance em que o árbitro fez vista grossa…

 

…Aos 90 minutos surge o momento da noite. Pablo Aimar cobrou um livre no centro, a bola chegou ao segundo poste, onde estava o pé direito de Kardec, que com classe e frieza colocou justiça na eliminatória, com o Benfica a marcar o 1-2 com que se qualificou para os quartos-de-final da Liga Europa.

O Benfica regressou a Portugal com a missão cumprida, uma equipa que mais uma vez mostrou capacidade de superação e sofrimento, lutando face ao revés de um golo sofrido contra a corrente e ainda contra uma arbitragem “caseira” que tudo fez para que o Marselha não ficasse pelo caminho.

 

 

Londres, Stamford Bridge, 04/Abril/2012

Chelsea, 2 – Benfica, 1

 

…O Benfica carregou, carregou e o Chelsea… na primeira vez que chegou à baliza de Artur conquistou uma grande penalidade. Na conversão, Lampard não falhou e colocou os ingleses a vencer, com dois golos de vantagem na eliminatória.

O Benfica não vacilou e, aos 29’, Cardozo teve nos pés soberana oportunidade. Terry cortou “in extremis”, em cima da linha de golo. A equipa carregava… mas há “coisas” (leia-se milhões!) que têm muita força. É se o Benfica tentava remar contra tudo e contra todos, aos 40’, o árbitro esloveno Skomina, que desde o início condicionou e inclinou o campo – expulsa Maxi Pereira, com a amostragem do segundo amarelo e respectivo vermelho. Vergonhoso! Assim é impossível. Aliás, já na primeira mão o Benfica fora prejudicado na Luz por Paolo Tagliavento, com a não marcação de uma grande penalidade escandalosa por mão de John Terry…

 

Em Lisboa, perante 64.822 espectadores, não se atreveu a grandes façanhas. O resultado entre o Benfica e o Manchester foi 1-1, com Cardozo a abrir o activo com o golo de belo efeito com o pé direito e ainda na 1ª parte, Giggs, também com um grande golo a fazer o empate.

 

Aguardemos pois pelo jogo e na esperança de que o Benfica jogue mais 100% do que jogou na Luz contra os gregos. Absolutamente necessário e mandatório para continuarmos a manter aspirações quanto ao apuramento para a fase de eliminatórias da Champions League.

 


GRÃO VASCO


4.11.13

O prostíbulo de D. Trogalho



A “Gangster Chicago Cars” associando-se ao evento e numa onda de revivalismo, disponibilizou um clássico Ford T para transportar “suas excelências”. E logo que a pequena limusina parou em frente à multidão de parolos que aguardava ansiosamente pela comitiva presidencial, junto ao novo Museu da Trapaça, lá desceram o Madaleno, incrível e despudoradamente secundado pelo Trombalazanas de Alcains, pelo otário que financiou a obra e pelo aspirante a marceneiro contratado à sorrelfa na capital do móvel. Uma cena digna da Chicago dos anos trinta do século passado, só faltando o aparato dos guarda-costas simiêscos, de polaina sobre sapato preto e branco, terno clássico escuro de risca larga, gravata branca, camisa negra, chapéu à Humphrey Bogart, cigarette ou charuto e com as suas Thompsons 1928 Chicago em riste, prontas a disparar.

 

Mas a inauguração do espaço, nesse dia, era exclusivo da nomenclatura dominante, há mais de trinta anos no poder, protelando por isso e para data oportuna, a sua abertura à ralé da ribeira, aos díscolos das bolas-de-golfe e dos calhaus dos pontões, vândalos e outros patifes.

 

Entre as muitas proeminentes figuras da fina flôr do entulho da Palermo portuguesa, ligadas ao grémio da fruta & do putêdo encontravam-se Pinto Carcereiro, o magano dos apitadeiros, e, já devidamente paramentado, um bispelho fanático, D. Trogalho, clérigo que há muito trocou o breviário pela cartilha azul corrupta, pronto para mais uma sacrílega benzedura, após substituir à socapa a água benta por lixívia em promoção, numa nova tentativa pública de absolver e branquear à luz da igreja e não só, uma gigantesca fraude de décadas e respectivos autores.

 

Um compasso de espera e a primeira surpresa da tarde. Na antecâmara do espaço museológico, a réplica da fachada de uma pequena ourivesaria gondomarense cuja porta com o número de polícia 69 tinha encimado no seu vão um enorme apito dourado e com uma montra onde estava exposta uma colecção fascinante de jóias fazendo as delícias da soçaite corrupta das tripas – nada mais nada menos que os maiores e mais soberbos broches de Carolina, em tempos a primeira-dama da Irmandade da Fruta.

 

Os convidados, com Madaleno no centro das atenções fazendo as “honras da casa”, aclamado como “Querido Líder” e ali logo investido como mestre-cicerone das bufas e das ironias pontifícias, iam avançando para as portas de acesso ao salão principal, não sem que antes passassem pelo apertado crivo de uma célebre dupla de capangas, porteiros de circunstância - Abel & Afonso - não aparecesse ali um magrebino infiel para sabotar todo aquele espólio de trafulhices.

 

A inauguração aconteceu no momento seguinte com o corte de uma tarja aludindo ao ano de fundação do grémio – mil oitocentos e…troca o passo – com palavras de circunstância e galhofada geral. Nesse mesmo espaço, a referência aos anos 70 do século passado, primórdios da actual história fraudulenta, retratada pelo Barracão da Sueca, uma espécie de mercearia, onde o seu dono, o Ilídio das Feijocas, e mais três comparsas, Perdigoto “O Cartola”, Pinto dos Chitos e Madaleno, enquanto faziam uns macetes e batiam uns ases e umas biscas, intervalados por uns peidos e uns arrotos, conspiravam, dando assim início às mais tenebrosas e corruptas acções que transformaram o futebol e o desporto tugas num inimaginável lamaçal.

 

Em frente ao barracão, duas vitrinas. Uma, repleta de notas antigas de quinhentos escudos, aludindo aos quinhentos contos, os afamados “Quinhentinhos” do Vígaro, e a outra com o relato integral de uma fabulosa história com o título “Calheiradas à brasileira” - uma viagem de férias “familiar” estimada em oitocentos contos na moeda antiga e que muito tempo após a sua realização e por “lapso de memória”, não foi paga pelo cliente mas custeada por terceiros, para depois da descoberta da marosca, numa encenação farsola de defesa da honra tentando limpar essa corruptela, ser paga pelo próprio e creditada aos terceiros, mas que explica ao pormenor uma das forma mais eficazes de um grémio poder subornar qualquer apitadeiro. Enfim, um escândalo de dimensão cósmica. Também aqui se encontra o mural dedicado a Pinto Carcereiro, a alma parda do dito grémio, figura tenebrosa e maquiavélica, com a descrição e explicação de duas das suas mais célebres frases – “Ó Chico, ó Chico, o que tu foste fazer!..” e “Ó filha, mas ele ainda ficou a falar!...” – retiradas de dois diferentes episódios; o primeiro, tendo como protagonista um tanso algarvio de apito na boca que caiu na esparrela corrupta de uma tramóia bem montada e em que nunca foi identificado o corruptor, e a outra, um caso muito violento e bexigoso em que os agressores também nunca foram identificados. Coisas e casos da Palermo portuguesa, no reino da Trypalândia

 

Logo a seguir, um grande placard mostrando uma foto de Madaleno falando ao telemóvel com a legenda – “A fruta? Mas qual? Ah!...Já foi mandada…” – antecedendo e publicitando um espaço amplo de vidraça translúcida (não vá o diabo tecê-las…) com cabines telefónicas decoradas com diversos chaises longues em veludo azul corrupto e apetrechadas com headphones de alta-fidelidade “adquiridos” na Feira da Vandoma, onde os visitantes podem por momentos relaxar, aproveitando para ouvir as célebres escutas que deram ao grémio em causa o prestígio e a credibilidade que fazem dele, a par da Juventus de Turim, o campeão da batota e o maior comprador de vitórias e títulos em supermercados.

 

Depois surge o auditório galego, um pequeno anfiteatro onde é projectado em sessões contínuas, o filme, “Giorgio, cava para Santiago, antes que a Judite te leve a gancho!”, que relata as diversas peripécias de um bandido comprometido com ilícitos criminais de toda a ordem e que se põe em fuga do país com a sua amante, com destino a um lugar santo, com a cumplicidade de agentes policiais e de Pinto Carcereiro, cozinhando nesse exílio forçado e estratégico e na presença do seu séquito, a impunidade do seu regresso, feito posteriormente e com grande ostentação, ao ser parcimoniosamente escoltado pela guarda pretoriana dos criminosos da Ribeira quando se apresentou às autoridades judiciais.

 

A tecnologia de ponta também está presente e em quatro hologramas fantásticos. Para os mais ousado(a)s ou para quem se sinta um verdadeiro(a) amante da fruta, dos chocolatinhos ou do café com leite, aí poderão interagir virtualmente num quarto de hotel com as paixões de Jacinto, Hannah, Celina e Cláudia, numa erótica ménage à quatre e à brasileira…experimentando as sensações fortes de um cenário carregado de corrupção e sexo.

Um espaço de grande sensualidade e um momento imperdível.

 

A visita já ia longa, mas faltavam algumas áreas imprescindíveis para uma melhor compreensão da história recente do grémio e do seu mentor. E assim, o inefável anfitrião convidou todos os presentes para um curto passeio pela Alameda dos Azeiteiros, começando pela casa de alterne, “A Fornalha de Carol”, passando pela Imobiliária da Tardefeita e acabando na Tasca do Telles. Aos presentes causou uma certa estupefacção que os dois primeiros estabelecimentos estivessem bem juntos, porta com porta. A explicação foi simples – as “meninas” clandestinas do empernanço, farfalhanço e do palito malandro que esvazia o gás das suas taças cheias de moscato a martelo, por vezes cansadas do hálito a alho e cebola dos seus clientes e de tanta “trabalheira” durante a noite e a madrugada, poderiam, sempre que fosse conveniente, passar num ápice a profissionais, legalizadas como escriturárias, angariadoras ou gerentes da imobiliária durante o dia, evitando problemas com o SEF ou com o Tribunal do Trabalho. Uma ideia bastante aplaudida pelos marialvas e rufiões presentes, que em surdina ainda mandaram alguns piropos para dentro das arcas frigoríficas expostas à porta da Tasca do Telles - relíquias devidamente restauradas pelos responsáveis de conservação de peças antigas.

 

Mais uma paragem, agora no restaurante do museu, o “La Belle Terrasse de Matosinhos””, para uma garrida mariscada em tudo igual à servida aos internacionais do apito que visitam o antro da pocilga, para dirigirem jogos da UEFA.

 

De pança cheia de canapés, lagostins e santolas bem regados com os alvarinhos da ordem, as quatro etapas finais não foram fáceis de percorrer. Com uma passagem fugaz pelo Pátio das Bofetadas, onde algumas concubinas do Madaleno levaram umas murraças e uns bons pares de galhetas e que por isso não terá sido do agrado do elenco feminino azul e bronco presente, passaram para a ala do Vaticano.

 

Com o título, “O nó cego ao Papa e à Cúria Romana”, assim começa a reconstituição ao vivo da peregrinação ao Vaticano e das oferendas ao sumo pontífice, onde a concubina do Madaleno, que tinha conseguido passar por sobrinha e afilhada do dito cujo, integrando essa afamada comitiva composta por políticos corruptos, juízes promíscuos, advogados duvidosos, mafiosos, azeiteiros e quejandos, é substituída sem misericórdia por um padre fanático e uma cabra. Na foto adulterada que encima a cena ao vivo, o padre é o único que está visível, pois a cabra depois de uns valentes sobressaltos, acabou por fugir para sul, refugiando-se no Alentejo. É sem dúvida um momento de exaltação clubística indiciador de que a organização nunca falha!

 

A finalizar toda esta zona de livre acesso, uma referência especial para o espaço “S”, letra inicial de stickada. Em contínuas repetições, o público visitante pode observar a extraordinária stickada com que um mouro vermelho em pleno Caixote da Pocilga, numa tarde fatídica e já em período extra, esfacelou a cornadura e os tímbalos do Madaleno, e as trombas de centenas de morcões, provocando-lhes uma “morte súbita”, deixando-os com um melão cujo tamanho ia da ponte do Freixo à ponte da Arrábida.

 

Antes da porta de saída do museu, vislumbravam-se umas escadas envoltas em fumo e escuridão, e um dístico com a palavra reservado. Tratava-se do acesso à Caverna do Terror, onde figuras de cera evocam o submundo da Palermo portuguesa, umbilicalmente ligado ao grémio da fruta & do putêdo. Eles estão lá todos. Os mortos e os vivos, os que eram visita de casa do Madaleno, os presos e condenados, os amantes das concubinas, os capangas agressores de dissidentes, jornalistas e dirigentes.

 

Uma tarde inesquecível num espaço que D. Trogalho abençoou. Poderia ser o novo lupanar do Madaleno, mas é muito mais do que isso. É o Prostíbulo de D. Trogalho.


 


 


GRÃO VASCO
 

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