27.7.19

O grande incêndio de Contumil



- Há fogo! Há fogo! Acudam! – gritavam desesperadas, “Micas Húmida” do Canidêlo e Elsa “Boquinha de Beludo”, duas presenças assíduas nos calores noctívagos da Taverna do Infante e demais bas-fonds da Palermo portuguesa.

Na verdade, para aquelas bandas está tudo a arder. O fogo, intenso e nunca visto, alastra por todo lado. De Contumil ao Freixo surgem vários focos de incêndio a cada minuto que passa. Os sinos da Sé e da igreja de Santo Ildefonso tocam a rebate. Dos Clérigos à Foz as sirenes não páram de tocar e as carripanas do bombeiral da Madalena, de Valbom e da Ribeira vão e vêm rua acima, rua abaixo, tentando apagar o impossível.

A seca da época passada provocou uma autêntica tragédia. O incêndio está fora de controle, falta dinheiro e os meios são escassos para um combate sem fim à vista.

Bruma sumiu-se num fósforo.
Keylor Navas, Anthony Lopes, José Sá, Kubek e Trapp assistiram ao incêndio de longe.
Brahimi e Herrera fugiram das chamas.
Casillas ficou no quartel dos bombeiros.
Para Hernâni o fogo é outro.
Óliver Torres  recusou o bombeiral e escapou para Sevilha.
Adrián Lopez contornou a fornalha incólume mas ficou afectado pela tragédia.
Cláudinha não consegue endireitar a agulheta da mangueira do comandante dos bombeiros. Sílvia não a agarrou quando o homem malhou pela escadaria abaixo. Nandinha já largou a dita faz tempo. Agora, ela parece uma bicha de rabiar, de jacto fraco a esguichar água para todos os lados menos para o centro do fogo.
Aboubakar quer ver incêndios na China.
Marega tenta vislumbrar uma forte ignição em Inglaterra.
Tiquinho só manda “tomar no cu”.
Coentrão, um fumador inveterado, jogou a beata fora e “ardeu” nos palheiros das claques.
A ignição mais preocupante e mais recente começou a sul no Algarve. Esse vendaval de fogo que Danilo desencadeou com o novo chefe do departamento de comunicação andrade a lançar mais achas para a fogueira, foi de tal ordem, que as chamas que chegaram ao Freixo e ao Olival já começaram a chamuscar os tímbalos do Madaleno e os cagueiros do Xico Trafulha, do Mastim Gonçalbes e do Cabeça de Burro Amaral.

Um grupo de voluntários sem liderança, englobando morcões, incendiários disfarçados, paineleiros, cUmentadeiros, chulos, desdentados, mentecaptos, carteiristas, vadios da Vandoma acorrem à tragédia sem saberem o que fazer. Não há voz de comando, não há nada. O símio alfa, especialista em rachas e outras manigâncias ilícitas, não quer saber de fogos. Os outros deram de frosques. É o caos. Tudo continua a arder…
… E a barraca azul corrupta abana!

A catástrofe revela-se a cada momento que passa. Ninguém se entende. Surgem conflitos, logo desmentidos e depois confirmados. A barafunda confunde-se com as labaredas. As trupes pretorianas, superdragões e colectivos, tomam como refém a direcção do bombeiral, que sem pulso, dividida e infestada de toupeiras caminha para o abismo.

Ah, Krasnodar, Krasnodar!
A glória espera-te na Champions League!

GRÃO VASCO



21.7.19

Apollo 11



Esta noite, o Sport Lisboa e Benfica em digressão pelos Estados Unidos da América venceu o seu primeiro jogo do torneio Internacional Champions Cup contra os mexicanos do Chivas Guadalajara.
Uma vitória bem conseguida por três golos a zero.

Uma vitória num dia especial para a América. Há 50 anos, Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin, astronautas da missão Apollo 11, numa aventura inolvidável, a bordo do módulo lunar Eagle, pousaram na Lua, dando os primeiros passos do Homem no Mar da Tranquilidade, o local escolhido para a alunagem no satélite da Terra.

“Este é um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade” – Neil Armstrong.

Com os meus catorze anos tive o privilégio de assistir em directo pela TV a um acontecimento único – a chegada do Homem à Lua.
Nessa noite o "Eagle" teve o maior vôo da sua história, ou não fôsse também a Águia o símbolo eterno do Sport Lisboa e Benfica. Uma analogia que nos enche de orgulho!
Aqui deixo a minha homenagem a todos aqueles que contribuíram para essa epopeia extraordinária.

GRÃO VASCO



19.7.19

O burro-do-mar



O mar está sempre a proporcionar-nos descobertas surpreendentes. Curiosamente, esta semana, os especialistas da CMTV, em conjunto com alguns conceituados investigadores do jornal “O correio da manhã” anunciaram a existência de um novo organismo marinho na costa oceânica portuguesa.

Esta invulgar criatura faz parte do ecossistema da zona e está situada na cadeia alimentar, algures ente o topo da pirâmide – o tubarão – e o cachalote.
A Ciência já tinha descrito há muitos anos a estrela-do-mar, o cavalo-marinho, o pés-de-burro. No entanto, os “pescadores”, que já sabiam da existência deste espécime há anos e conheciam-no de ginjeira por marrar à bruta nos cascos dos seus barcos, atribuíram-lhe o nome de burro-do-mar, mas para os biólogos marinhos a nomenclatura científica é amaral morcaniis

O animal tem sido avistado por diversas vezes em programas da CMTV e tem-se destacado pelas suas acções asininas, sempre em busca de plâncton anti-Benfiquista.
As suas características básicas são a sua fraca visão e a dimensão do seu cérebro – efectuada uma ressonância magnética à sua cabeça, constatou-se que o encéfalo do bicho tem o tamanho da cabeça de um alfinete.
A sua insuficiência visual com um único neurónio em funcionamento, não lhe permite conseguir estabelecer correctamente a diferença dimensional entre um tubarão e um cachalote. Uma vez apanhado na “crista da onda” ao confundir essas duas espécies – peixe e mamífero - atribuindo a maior dimensão ao tubarão, acaba normalmente por ser comido por uma medusa, a andreas venturis.

O que eu me ri!

Não percam este post delicioso do Hugo Gil no seu blogue. 

GRÃO VASCO




18.7.19

Ao cuidado de André Ventura


Esta noite num zapping ocasional parei na CMTV.
A discussão promovida e estimulada pelo pivot do programa desportivo que estava no ar, tinha como tema a contratação pelo Benfica, de Perin, um guarda-redes italiano da Juventus.
O degradante espectáculo televisivo proporcionado por um bando de vesgos e raivosos, vem demonstrar que este tipo de programas onde se exala ódio por todos os poros e em que são todos contra um, isto é, os indivíduos conotados com o sporting e o porto e mesmo alguns “jornalistas” convidados estão sempre contra o representante do SL Benfica, terão também de ser responsabilizados, bem como os seus intervenientes pela violência que actualmente campeia nos campos de futebol e mesmo noutros locais.

Duas ratazanas da miserável estirpe anti-Benfica atiraram-se como gato a bofe a André Ventura, com uma ajudazinha de um avejão jornalístico cuja credibilidade é ZERO!
Costuma ser sempre assim, mas desta vez passaram as marcas, patenteando uma desonestidade intelectual reprovável e condenável.

Se André Ventura se sente bem neste meio, é lá com ele, até porque para todos aqueles e mais alguns que se prestam àquele papel, os euros de participação no programa devem fazer-lhes, porventura, muita falta. No entanto, para muitos espectadores Benfiquistas, um jurista qualificado como ele não deveria sujeitar-se às humilhações e aos reparos ignóbeis de dois trauliteiros ordinários como são octavio machado e jorge amaral sob pena de ser catalogado de igual modo. Mesmo quando o seu par de programa é o Aníbal Papa-Melões, um advogado-morcão azul e bronco do piorio, é inadmissível para uma pessoa de bem aceitar, ver e ouvir as sistemáticas invectivas de que Ventura é alvo. A maioria das vezes nem ele consegue fazer-se ouvir tal é o alarido com constantes interrupções aquando das suas intervenções A boçalidade, o ódio ao Benfica, a verrina, a inveja, a estupidez, a hipocrisia, a canalhice abundam naquele espaço como um ninho de ratazanas a chafurdar nos esgotos do Colombo.

Meteu nojo!

E para André Ventura só lhe posso dizer mais o seguinte:

- “Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele, e depois vence-te em experiência”.

E naquela estação e naqueles programas há uma infestação tão notória de idiotas ressaibiados e raivosos que a única solução é o desprezo e a indiferença absolutos.

GRÃO VASCO



16.7.19

"Um pontapé n’atmosfera"



“Quando um futebolista falha um chuto no esférico, não acertando nele, diz-se na gíria futebolística que deu um “pontapé na atmosfera”.

O mesmo aconteceu ontem, não com um futebolista qualquer, mas com João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e Desporto, ao comentar as declarações de Bruno Lage sobre os desacatos ocorridos no Estádio Cidade de Coimbra, aquando do jogo Académica-Benfica e que culminou com a queda de um adepto Benfiquista da vedação que separa a bancada da pista de atletismo, acabando por feri-lo com muita gravidade.

A transcrição em alguns órgãos da CS – record e outros – dos seus comentários à TSF sobre as declarações de Bruno Lage causaram-me, sobretudo, perplexidade.
Quando, entre outras banalidades e “chuviscos no molhado”, disse que “…eu espero que as suas declarações sirvam para também de alguma forma dar exemplo e desde logo aos seus próprios adeptos.”
A diferenciação que ousou fazer em relação aos adeptos do SL Benfica dando-lhes um destaque único e omitindo todos os outros, indiciou, no mínimo, uma atitude discriminatória pouco consentânea com um governante que diz manter-se isento do ponto de vista clubístico, para mais a mais sabendo-se que o autor da lamentável façanha em Coimbra não era Benfiquista.

O Sport Lisboa e Benfica, através de um texto da “Benfica News” abordou o incidente e de uma forma esclarecedora e de grande alcance elucidou JPR que os comentários por si proferidos deveriam ter tido uma maior abrangência subentendendo-se uma crítica velada à forma redutora e básica de mencionar somente os adeptos do Benfica e às suas pífias acções políticas na área da violência no desporto especialmente do futebol.
Para que não haja dúvidas, aqui deixo publicado a parte do texto da “Benfica News” que alude a este ponto.

[Nos últimos seis meses, dois adeptos do Benfica foram hospitalizados por atos de pura violência gratuita. Nenhum dos casos envolveu qualquer tipo de confronto, nem pertenciam a qualquer grupo organizado de sócios. E foram vítimas precisamente de atos perpetrados de forma organizada por elementos de claques.

O primeiro passo para se pôr fim de forma veemente e definitiva a estas situações é ser célere na identificação e punição dos verdadeiros prevaricadores, estabelecer leis e regras claras, sem subterfúgios e que não sirvam apenas para legalizaram uma espécie de crime organizado, e que, finalmente, enfrente com coragem quem se considera acima das leis e exiba em todo o lado o seu poder de ameaçar e coagir tudo e todos a seu bel-prazer.

Sem clubites, sem olhar a cores, todos assumindo as suas responsabilidades, trabalhando para uma concretização das novas leis de uma forma séria e concreta em prol da promoção e projeção efetiva do futebol português, é esse o dever que nos compete concretizar nesta nova época.]

Estranhamente, JPR, já por diversas ocasiões aproveitou para enviar uns recados e umas alfinetadas ao Benfica eivadas de muita hipocrisia. Ontem tratou outra vez de fazê-lo e de uma forma precipitada e muito pouco cuidada.

Aproveito este momento para transcrever um pequeno excerto de uma “entrevista” publicada na Revista da Feira – Feira de S. Mateus em Viseu – de Agosto de 2018 e que se resume a uma pergunta e respectiva resposta mas que é bem elucidativo.



Jornalista – Esta ficha dos carrinhos de choque é vermelha. Gosta da cor?
JPR – Gosto porque é a cor do PS. Mas do ponto de vista desportivo prefiro o verde.

- Pois, pois, “entendi-te”! – já dizia o nosso amigo alentejano.

Mas que grande “pontapé na atmosfera”!


GRÃO VASCO





14.7.19

Os estranhos desacatos no Estádio Cidade de Coimbra



A transmissão televisiva do jogo entre a Académica de Coimbra e Sport Lisboa e Benfica pela SPORT TV 1 não foi um directo de futebol. Antes do mais foi uma canalhice reprovável por omissão de factos e por não ter relatado devidamente o que aconteceu numa bancada, à margem do desafio.

Mas o que mais me chocou foram dois ex-jogadores do Benfica, Carlos Manuel e José Carlos, que lamentavelmente não souberam ou não quiseram discernir, nos momentos imediatamente posteriores ao ocorrido, sobre as possíveis causas que foram preponderantes para o desencadear da violência.
Calados, teriam prestado um serviço inestimável à audiência televisiva. Já nem valerá a pena comentar as suas transcendentes análises ao jogo, que foram também de uma pobreza franciscana.

Objectivamente a “brincadeira” sobre o desafio acabou cedo com os dois primeiros golos do Benfica espaçados por um minuto. Aos 23’ e 24’, Rafa e RDT colocaram um ponto final nas intragáveis canalhices que estavam a ser sistematicamente bolçadas pelo repórter da SPORT TV 1 de serviço no estádio, coadjuvado estupidamente pelas duas alimárias e pelo pivot que se encontravam no estúdio.
Remédio santo! Aqueles minutos 23 e 24 “obrigaram” aquele quarteto de quadrúpedes a meterem bem cedinho a “viola no saco”.

No entanto, o que mais me indignou foi o modo leviano com que o episódio dos desacatos na bancada foi abordado. Desde os relatos dúbios e tendenciosos do repórter no estádio e das poucas imagens havidas da bancada onde ocorriam os incidentes até aos presentes no estúdio da estação foi “esgalhar” subrepticiamente no Benfica e seus adeptos, até mais não. Até onde puderam!

“… E que os “confrontos”?!? se localizavam numa das bancadas afectas aos adeptos do Benfica… Benfica assim, Benfica assado, etc., e tal…”, numa tentativa tosca de dar a entender que o que estava a acontecer não tinha nada a ver com mais ninguém a não ser com adeptos do Benfica que na realidade estavam em maioria esmagadora em todo o recinto, exceptuando o local onde se situava a “Mancha Negra”, claque da Académica.

Carlos Manuel e José Carlos limitaram-se, vagamente a balbuciar uns disparates e umas tantas patacoadas, dizendo que no tempo deles era diferente, blá, blá blá, blá, sem conseguirem discernir qual o alcance daqueles desacatos provocados por alguns energúmenos que foram já referenciados pela polícia, um dos quais terá sido detido.

Ora bem. Tudo aquilo deixou no ar algumas dúvidas, que já hoje foram devidamente esclarecidas através do site do Sport Lisboa e Benfica e de outros órgãos da CS.

Agora, já é do conhecimento público, de uma forma clara e inequívoca, que os desacatos foram desencadeados por adeptos NÃO-BENFIQUISTAS, alguns deles aparentemente identificados com o clube adversário de ontem, mas que serão acima de tudo agitadores mandatados por alguém que quereria conotar os adeptos do Benfica como violentos, no sentido de alcançar intentos obscuros ou não estivesse o jogo Benfica-fcp marcado para a 3ª jornada do campeonato, a realizar dentro em breve.

Uma interdição precoce do Estádio da Luz saber-lhes-ia que nem canja…

Actualmente, e de há alguns anos a esta parte, existem em Coimbra alguns indivíduos afectos ao grémio da fruta corrupção & putêdo infiltrados em vários sectores. O das claques não foge a esta regra.
Sim! Porque aquela escumalha acantonada lá em cima no Freixo, é capaz de tudo, já que os outros, a sul, por enquanto estão açaimados e em prisão preventiva…

Junto três links que esclarecem muito bem o que se passou em Coimbra ao invés do miserável relato da estação que transmitiu o desafio e que não quis ou não soube informar devidamente a sua audiência.



GRÃO VASCO



11.7.19

Irrecuperável



Quando ontem constatei pelo directo televisivo Benfica-Anderlecht que Fábio Veríssimo tinha sido indicado por Fontelas Gomes para árbitro deste desafio de apresentação da equipa do Benfica aos seus sócios e adeptos fiquei estupefacto.

Como pode haver um descaramento e uma falta de vergonha tão grandes por parte de Fontelas Gomes?
Como poderia Fontelas ter semelhante atrevimento, num amigável que antes de tudo era um momento de homenagem a Jonas?
Como pôde Fontelas abusar do seu poder discricionário e indicar uma das suas peças de estimação mais horríveis e incapazes, já para não dizer um instrumento persecutório de “caça” ao Benfica?

Ainda nem sequer começaram as competições a sério e já se ensaiam as artimanhas atentatórias à dignidade do SL Benfica!

Até poderíamos entender esta nomeação, não tivesse sido este jogo um evento muito diferenciado de uma competição a doer. Agora, ter dado uma chance a Veríssimo, num clima amistoso e festivo como o de ontem na Luz, para se redimir dos disparates e descabeladas actuações da época passada em que tentou empurrar sempre o Benfica para a derrota, sendo o mais flagrante como VAR, no escandaloso ROUBO na meia-final da Taça da Liga em Braga em que invalidou um golo limpíssimo a Rafa e que daria o empate a dois a dois com o grémio corrupto ainda na 1ª parte, foi um abuso absolutamente incompreensível!

Ontem, lamentavelmente o que aconteceu, foi a confirmação pura e simples de que VERÍSSIMO É UM CASO IRRECUPERÁVEL e que o seu ADN anti-Benfica sobrevém, sempre que é chamado para dirigir encontros do Glorioso.
Na presença de mais de 56.000 adeptos do Glorioso, sedentos de manifestar o apoio absolutamente imprescindível para o ataque ao “38”, Veríssimo tratou de brindar o Benfica com a primeira derrota da época ao escamotear-lhe um penalty, ao 71’, sobre Chiquinho, visível da estratosfera. A infracção do jogador do Anderlecht foi tão evidente que até um principiante apitaria para a marca dos onze metros sem hesitar. Este facto confirmou mais uma vez o instinto persecutório deste incompetente e tendencioso juiz de campo.

Um evento que envolveu um ambiente tão festivo em que Jonas foi alvo de um reconhecimento que comoveu crianças e até o mais racional dos adeptos, não merecia um descalabro arbitral desta dimensão.

Ontem, Fontelas Gomes tirou-me do sério. Se num amigável, um dos seus preferidos fez o que fez, o que poderá acontecer novamente num jogo a doer?
Fontelas Gomes, por mais que seja salvaguardado o difícil papel dos juízes de campo, optou ontem e mais uma vez por afrontar e desconsiderar o Benfica. Pela amostra, ficou patente o que aí virá proximamente…

É urgente e imperativo AVISAR Fontelas Gomes e sus muchachos que estas atitudes provocatórias e discricionárias acabaram ontem e dizer-lhe de forma clara e inequívoca que os Benfiquistas e o SL Benfica estão atentos às manobras e truques que de ano para ano e sempre no início de cada época visam retirar o Glorioso da liderança do futebol e das diversas competições nacionais em que está envolvido.

GRÃO VASCO


8.7.19

Na esplanada do Café Piolho da Beira



Já passavam das cinco dessa tarde amena e soalheira entrecortada de vez em quando por uma leve brisa oceânica, bem convidativa a dois dedos de conversa e a um brinde ao “dolce far niente”. O rossio da minha santa terrinha fervilhava de animação, não só pela gulosa cobiça dos habituais marialvas que quase por magia dos seus olhares transformavam os passos dengosos de belas donzelas em passagem de modelos de ocasião, mas também pelas calorosas discussões futeboleiras com que aqui e ali, reformados, desempregados, “paraquedistas”, teóricos de bancada, curiosos e pascácios se iam digladiando verbalmente com ironias e invectivas intermináveis e truculentas.

A esplanada do Café Piolho da Beira, um espaço preferencial de lagartos brunistas, morcões azuis broncoanalfabetos e benfiqueiros do bota-abaixo e de meia-tigela, situado num dos extremos da praça, distando alguns metros da Casa do Glorioso, abarrotava. Entre fanfarrões, bisbilhoteiros, invejosos, frustrados, tarados e malandros de urinol, lá estava, numa mesa mais recuada, um trio de presumidos e presunçosos adeptos do Glorioso envolto numa verdadeira cimeira conspirativa.

Gomes da Selva, Biriato Farrapilha e Pig Shadows segredavam estratégias, entremeadas por lamentos e desabafos bem audíveis nas tertúlias vizinhas…

- As coisas estão pretas para o nosso lado, companheiros! – desabafava Gomes da Selva. E acrescentava:
- Já não bastava o 37 para me atazanar a mona, ainda chupei neste defeso com mais 126 M€ no bucho. Estou farto de levar tanta “ravianga” daquele reles orelhudo que me rejeitou para seu número dois. Já nem sei o que hei-de dizer e escrever no teu chafurdo geracional, ó Pig Shadows…

- Ó Gomes, tenha lá calma, porque eu não me vou calar. O que eu quero, como já lhe manifestei, é arranjar um tacho no clube, nem que seja faxineiro de serviço à retrete do orelhudo. Já que o hacker teve acesso a todos aqueles segredos, eu também vou tentar esmiuçar os próximos desígnios do staff do orelhudo. – arengava o Pig Shadows com um esgar de mabeco ressaibiado.

Neste momento, Biriato Farrapilha não resistiu, e bem ao seu estilo calhandreiro de sacristão de igreja, sugeriu:
- Ó dr., se é por causa das audiências fique descansado. Eu e mais uns quantos trogloditas publicaremos os seus posts também. Por mim, que sou especialista em copys/pastes dar-lhe-ei corda suficiente para que a sua candidatura a presidente do Glorioso tenha pernas para andar…

- Ao menos, se um “Jorge Andrade” qualquer tivesse dado um valente pisão no puto no final da época transacta, isso é que teria sido uma bela jogada táctica… seis meses no estaleiro e lá teriam ido os 126 M€ pelo “cano abaixo”! Assim, da forma como o catraio se esquivou às traulitadas dos pepes, dos felipes, dos brunos fernandes e demais arrieiros e rendeu o que rendeu, prevejo que nem consigamos atingir a desastrosa votação daquele pateta que alugou um avião na sua campanha eleitoral para vir a Lisboa… Já estou mesmo a ver que nem de helicóptero lá vou! – estrebuchava talibânicamente Gomes da Selva.

E continuava, furibundo:
- Até o Taraabt recuperaram! Nota-se que é um jogador de nível elevado! Muita técnica, compromisso total com o Lage e o Benfica com aquele orelhudo a rir-se… dizia que por ele o marroquino já não envergava mais o Manto Sagrado, que não jogava mais pelo clube, mas aí está ele reconvertido, recauchutado e resiliente!... O gajo, com aquelas orelhas de abanico tem-nos dado cada nó cego que “faxabôr”! Vende, não vende, diz que sim, diz que não, diz assim, assado, frito e cozido, mas no fim lá vieram os milhões estratosféricos de Madrid, para além das vendas do Jiménez, do Talisca, do Jovic e de mais uns quantos que perfazem quase outros 100 M€! E ainda falta o Carrillo! Mas que “carillo” este em que me meti!

Biriato Farrapilha, de frontispício engelhado e coçando a micose, num assomo de lucidez, balbuciou:
- Lá isso é verdade! É assim que ele nos vai encavando e desacreditando… nós atiramos umas farpas para o pinhal e o gajo crava-nos logo com quatro ou cinco ferros em brasa no lombo…

Pig Shadows observava, calado, o estado de espírito dos seus parceiros e escutava-os atentamente, congeminando ao mesmo tempo mais algumas artimanhas bacocas para desancar no seu ódio de estimação, o “Orelhudo da Luz”:
- Se não conseguirmos por via do orelhudo, avançamos para o CEO Domingos, esse lagarto danado…

Ó pázinho, não vás por aí… com o gajo a apresentar resultados financeiros tão bons, arranja outro bode expiatório, porque esse não colhe junto dos adeptos. – contrapunha Gomes da Selva. E continuava:
- A nossa única salvação é este ano uma má campanha do Glorioso na Europa, seja na Champions League, ou na Europa League. Vamos apostar tudo aí, mesmo sabendo que as nossas pretensões a esse nível são uma utopia… mas pode ser que enganemos mais uns quantos incautos, iguais àqueles que no teu blogue fazem o nosso joguinho contra o orelhudo, ó Pig Shadows!... Mas por este andar, como dizia o “outro”, lá terei de nascer pelo menos dez vezes para ser presidente do Glorioso! – espumava, exaltado Gomes da Selva.

Neste preciso momento, passavam por perto alguns Autênticos que regressavam da Casa do Glorioso. Ao ouvirem aquele discurso exclamaram:
- Tu, Gomes da Selva? Tu, como presidente? Tu, um camaleão desse calibre, que disseste um dia que a este presidente só lhe faltava um título europeu para ficar na História do Benfica? Tu em presidente e com esses dois assessores e o Glorioso acabava!

Saiam três águas gasosas, bicarbonatadas, para aliviar a azia, faxabôr!

GRÃO VASCO



1.7.19

As “pimbalhadas” do Machimbombo da VCI



“Eu não sinto absolutamente desconforto rigorosamente nenhum, e… não… não, por as pessoas que tenho... que tenho falado, hãããã… não… acham que isto é uma situação absolutamente normal.
Esta... esta venda só acontece por estes montantes, todos nós sabemos, penso que só o António* é que não sabe... é que só acontece porque está Jorge Mendes nisto.
Se o Jorge Mendes não estivesse, é lógico, todos nós sabemos... todos nós sabemos, que neste momento, João Félix, por muito que tenha capacidade de daqui a dois, três, quatro anos... até se calhar no fim do próximo ano, quiçá, poder valer este montante... neste momento, claro que não vale.
Vale porque alguém fez uma estratégia financeira para que realmente isso pudesse acontecer”Jorge Amaral dixit.

*António Figueiredo – antigo dirigente do Sport Lisboa e Benfica.


O Machimbombo da VCI (Via de Cintura Interna) lá continua a fazer vrum, vrum, pela estrada fora… levantando uma enorme poeira. Com o radiador furado, embraiagem a plissar e suspensões avariadas, lá vai ele aos saltos, às embigadelas... dando um triste espectáculo televisivo, naquilo que é um dos maiores esgotos mediáticos a céu aberto.
Dependendo da meteorologia, ele prefere um pasto lamacento ou uma enorme poeirada a uma suave “bruma”.

Pretensiosamente, tentou substituir-se ao treinador argentino do Atlético de Madrid entrando em delírios, apontando Bruno Fernandes como substituto de Griezmann. Uma piada assaloiada que fez o salão Wanda Metropolitano rir a bandeiras despregadas!

As suas mais recentes reflexões sobre a transferência de João Félix e transcritas ipsis verbis no início deste texto, demonstram o destrambelho e a comichão que o negócio lhe provocou.

Ora então vamos lá.

Diz o burro que “não sente absolutamente desconforto rigorosamente nenhum”.

Eh, eh, eh!... Logo dois advérbios de modo quase seguidinhos…
O azedume é tão grande que nem o bicarbonato de sódio lhe alivia o sintoma.

Continua dizendo, “por as pessoas que tenho falado…hãããã… não… acham que isto é uma situação absolutamente normal”.

Eh, eh, eh!... Sem opinião própria, recorrendo ao alheio.
O machimbombo repete-se, engasga-se com um discurso tosco e confuso.

Uma “retórica” intelectualmente pobre, semelhante à de qualquer indigente que se atravessa na rua a pedir uma esmola ou um mero cigarro…

“Todos nós sabemos” - repetiu ele, atabalhoadamente, por três vezes a mesma muleta.

Mas afinal quem é que sabe? Quem são esses “nós”?
Será a frota de machimbombos azuis e brancos aziados do Freixo, bolçando ódio e inveja ao Benfica?
Isso é que são os “todos nós”?

A sua cabeçorra não dá para mais.
Aí vai ele, mais uma vez lançado na corrida, desenfreado…
“João Félix, por muito que tenha capacidade de daqui a dois, três, quatro anos, até se calhar no fim do próximo ano, quiçá, poder valer este montante, neste momento, claro que não vale.”

Mas porque é que não é já?
Quantos golos, por exemplo, marcou João Félix nesta época que terminou?
Este tipo de verborreia é nojenta, bem reveladora da inveja que grassa na mente viciada do saloio.
No entanto, o mais ridículo é o “quiçá”!
“Quiçá” mas é o caralho, ó machimbombo!

E o final foi uma verdadeira “delícia”…

“ (João Félix) Vale porque alguém fez uma estratégia financeira para que realmente isso pudesse acontecer”.

Ao chegar aqui, o machimbombo gripou!


GRÃO VASCO



29.6.19

Uma questão (ou não) de daltonismo



GRÃO VASCO



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