26.9.19

O canto da cigarra



O nosso imaginário de infância está recheado de belas estórias. E as fábulas, esses contos em que os protagonistas eram animais que nós todos conhecíamos, acrescentavam algo de muito especial à nossa criatividade e alertavam-nos para o porvir e suas consequências de uma forma cativante e expressiva.

Quem não se lembra, na sua escola primária de “A cigarra e a formiga”, de “A lebre e a tartaruga” ou de “A cegonha e a raposa”, fábulas de Jean de La Fontaine, célebre poeta e fabulista francês do século XVII?

Curiosamente, de todas essas estórias “do tempo em que os animais falavam”, aquela que melhor recordo pelo seu significado, é a de “A cigarra e a formiga”.

Perante a intensa canícula de um Verão incomum, a formiga temendo uma invernia rigorosa, procurava afanosamente amealhar mantimentos suficientes que a época de veraneio lhe proporcionava. Era vê-la diariamente, de sol a sol, a arrastar enormes grãos-de-milho e folhas protectoras, num esforço titânico que muitas das vezes a deixava completamente extenuada.
Por sua vez, a cigarra, perante um clima tão bom e tanta abundância de alimento, esbanjava o seu tempo cantando de árvore em árvore, recostando-se na sua cadeira de balancé, optando pela vida boémia que tanto adorava.
O final da estória, todos o sabemos. A formiga à lareira, bem aconchegada no conforto do lar e com a sua despensa bem recheada, enquanto lá fora, com a neve a cair intensamente, a cigarra tiritava de frio e de fome, encostada a um taipal, aguardando assustada por uma broncopneumonia que a levasse desta para melhor. Desesperada, foi bater à porta da casa da formiga, implorando protecção, pão e agasalho. A formiga, num acto de elevada solidariedade e grande compaixão, abriu-lhe a porta de sua casa e disse-lhe:
- “Entra, minha cara amiga. Estás agora a ver por que é que eu não aderi aos teus “grandiosos espectáculos” de cantoria e boémia?
Moral da estória:
- “Todas as acções têm sempre as suas consequências”.

Na realidade, já se passaram décadas e décadas, desde que li este conto infantil. No entanto, por mais esquisito que pareça, ainda hoje, pelas manhãs de 2ª feira, oiço esse intenso canto da cigarra, neste caso com uma triste nuance – a cigarra não se contém de inveja e apouca e escarnece o soberbo e denodado trabalho da formiga.

Se quiserem rever esta versão da fábula “A cigarra e a formiga” e ouvir o som estridente desse insecto cantante e voador, é só passarem pelo blogue “novogeraçãobenfica” todas as 2ªs feiras e constatarem como Rui Gomes da Silva desdenha do trabalho árduo da formiga.

Mas, meus Caros Companheiros, por mais que ele cante, o fim da história será sempre diferente – RGS, a cigarra despeitada e vaidosa, nunca irá abocanhar nem delapidar uma enorme riqueza e uma obra que demorou tanto tempo a construir, com tanto sacrifício e em que a formiga demonstrando talento, capacidade de trabalho, visão e arte transformou uma casa em frangalhos num potentado próspero e único!
Portanto, nesta versão, a cigarra vai mesmo ficar sentada na soleira da porta da formiga, à espera de melhores dias, pois desta vez a formiga que tem sido tantas vezes magnânima, não irá mais estender-lhe a mão.
Não sei se quando chegar o próximo Verão a cigarra ainda dure para cantar outra vez. 

GRÃO VASCO



22.9.19

Batata frita “à Seferovic”



Artur Soares Dias, tal como outrora Martins dos Santos e outros tantos, continua igual a si próprio. Quase todos os Benfiquistas sabem, excepto os mais desatentos – que só se preocupam em malhar na equipa e escolher ódios de estimação entre os seus jogadores – que com este “berdadeiro” artista da Palermo portuguesa, o nosso Glorioso vê-se sempre em palpos de aranha, mesmo que em alguns casos até possa fazer exibições contundentes. Na ausência delas, as complicações para vencer jogos são a dobrar ou a triplicar…

Soares Dias, há duas épocas na Luz, ajudou o seu querido grémio a ganhar o título, ao assobiar para o lado, mesmo a findar o desafio, quando Zivckovic foi escandalosamente empurrado na grande área adversária, evitando marcar o penalty que muito provavelmente daria um empate que favoreceria o Benfica em termos pontuais. O cadastro deste bufador do apito em relação ao Benfica tem sido sinistro, tal como o de Jorge Sousa e afins…
Habilidoso, conduz o jogo da forma que mais lhe convém, apitando ao sabor das suas conveniências. O único senão é que não controla o tempo de fritura das batatas que o Seferovic tanto se esmera em cozinhar, tema que Bruno Lage faz questão de mencionar nas suas conferências de imprensa…
Desta vez “as coisas” para ASD começaram a “desandar” aos tardios 85’ com Rafa a cabecear com êxito para o 1 a 1, mas sempre dava para o desafio fechar com esse empatezinho que quer queiramos quer não, até dava um jeitaço ao seu grémio de coração. Mas pelo sim, pelo não e “não fosse o diabo tecê-las” Arturinho da Confeitaria não foi de modas e “tomem lá só 3 minutos de tempo adicional”, porque o “cozinhado” está mesmo no ponto de ser servido…
Azar dos azares, nem mesmo um tempo adicional tão curto bastou para estragar a “ementa gloriosa”. Logo no primeiro minuto da fritura, as batatas “à Seferovic” ficaram tão saborosas, quanto o amargo de boca de ASD e sus muchachos. Sim, sus muchachos, pois o 4º bufador de serviço, de sua graça Gustavo Correia, também da associação da Palermo portuguesa tem que explicar porque é que, com o Benfica a empatar, levantou a placa – foi quase nesse preciso momento que Seferovic fritou a batata – “dando só” 3 minutos de descontos…
Só na semana passada, em Portimão, Rui Costa, também da Palermo portuguesa, “empurrou” o grémio da putas para a vitória durante uns injustificáveis 8 minutos de tempo extra. Foi mesmo até a morcanzoada conseguir marcar – falta inexistente, canto e golo! Um fartote!
Desta vez, em Moreira de Cónegos, a fritadeira do Seferovic foi tão eficiente que se porventura ASD e GC tivessem adivinhado teriam dado também mais uns minutinhos do que os exíguos 3, quanto mais não fosse para o Moreirense tentar empatar outra vez a contenda. Mesmo assim e para “disfarçar”, ASD ainda prolongou por mais um minutinho o desafio, enganando pateticamente o Lage que entrou em campo como se o jogo já tivesse terminado. ASD ainda viu o esférico ser bombeado duas vezes para a intermediária benfiquista mas aí os nossos jogadores rechaçaram-no da mesma forma como foi para lá enviado…
Rafa levou mais uma “palhetada” das grossas. Para ASD “no passa nada”. Jogo duro e cinzento, com especial destaque para os da casa que até jogaram de verde e branco ao xadrez e tal e qual como aquele horrível equipamento de cor de burro quando foge que veste a nossa equipa. Azia, também da grossa, especialmente nas bancadas…e depois nas TV’s.
Mas o que mais gostei de ver, quando cheguei a casa e fiz um zapping pelas estações televisivas, foi o Amaral na tv do correio da merda com aquele trombil de burro embarretado. Foi o máximo! Lembrou-me o Tondela na Luz no ano passado e o Krasnodar de há dias…
Siga a Caravana com os canídeos todos a ladrarem!

GRÃO VASCO



21.9.19

Mais um para atrapalhar…



SLB, 5 – Paços Ferreira, 0
Árbitro – Manuel Oliveira (PORTO)

Belenenses, 0 – SLB, 2
Árbitro – Fábio Veríssimo (LEIRIA)

SLB, 0 – fruta, corrupção & putêdo, 2
Árbitro – Jorge Sousa (PORTO)

Sp. Braga, 0 – SLB, 4
Árbitro – Nuno Almeida (ALGARVE)

SLB, 2 – Gil Vicente, 0
Árbitro – João Pinheiro (BRAGA)

Moreirense, ? – SLB, ?
Árbitro - Artur Soares Dias (PORTO)


Em seis jogos efectuados para o campeonato, o Sport Lisboa e Benfica foi até agora contemplado com 3 árbitros da AFPORTO.
Simplesmente metade dos jogos!

Duas das nomeações foram cirúrgicas. Jorge Sousa e Artur S. Dias são bufadores no apito muito hábeis, já com muitos anos a “virar frangos” (leia-se “virar resultados”, influenciando-os notoriamente). O grémio das putas agradece todos estes procedimentos de Fontelas Gomes e sus muchachos. E a pouca vergonha não acaba, nem acabará tão depressa. A nomeação de Fábio Veríssimo e os malabarismos no Jamor, mais as decisões polémicas dos Var’s e os Xistras desta vida investindo constantemente contra o Benfica, estão para ficar e durar.

O Benfica terá sempre de jogar muitíssimo mais do que qualquer adversário se quiser vencer este campeonato.

GRÃO VASCO




15.9.19

PINCELADAS IMPERDÍVEIS





Hoje, são mesmo “pinceladas”!
Telas, tintas, pincéis, muita arte, muito talento!

Desde 7 de Setembro até 6 de Outubro, decorre na Pestana Pousada de Viseu, em Viseu, a mais recente exposição de obras da artista plástica viseense Maria Barros de Abreu.

Com o título “ANVERSO”, a artista mostra de uma forma talentosa e exuberante, aquilo que ela própria designou de “POÉTICA DOS CONTRÁRIOS”.

Imperdível!

Aqui apresento algumas das suas obras de arte, para os estimados leitores contemplarem, admirarem e reverem, não só da sua actual exposição, mas também da sua anterior, no Museu Nacional Grão Vasco, também em Viseu, e que sua Exa. o Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República de Portugal muito honrou e dignificou com a sua presença pessoal e institucional.





























 GRÃO VASCO


O treinador de segunda e as teorias da trêta





[TRIBUNA EXPRESSO

10.08.2019

Vítor Oliveira:
“Jogar para não perder é um tormento e põe as pessoas velhas. E não quero ficar velho tão depressa”


Ana Gomes tem razão?
Tem coragem e razão na defesa pública de Rui Pinto. Se calhar, ele cometeu um crime grave, mas confirme-se o que denunciou e investigue-se quem cometeu ilegalidades. Quem duvida da veracidade dos e-mails do Benfica? Precisamos de uma classe política diferente, que pusesse ordem no futebol.

Qual é o seu palpite para o pódio da Liga esta época?
À partida o campeonato será decidido entre o Benfica e o FC Porto, talvez com uma aproximação do Sporting. O Sporting perdeu agora com o Benfica, mas na minha opinião foi melhor durante 60 minutos.
Acabou goleado por culpa do treinador que decidiu improvisar?
Não acredito que tenha improvisado. Quem viu os treinos para afirmar isso? Teve oportunidade de sair a ganhar, mas o Benfica fez o segundo golo no falhanço inadmissível de um jogador fantástico, o Mathieu. A partir daí a equipa desorganizou-se completamente, o que permitiu o massacre do Benfica, uma equipa mortífera, motivadíssima e difícil de parar quando o jogo corre de feição.


Os jogadores cansam-se dos treinadores?
É provável. E há épocas menos felizes. O Bruno Lage pegou bem na equipa, dissipou o cansaço na relação jogadores/treinador, soube criar empatia, levando os jogadores a superarem-se. E teve a "sorte" da lesão do Jonas. Agora toda a gente elogia a aposta no João Félix, mas essa aposta no tempo do Rui Vitória não era possível. Para ele entrar tinha de sair o Jonas. E nenhum treinador iria fazê-lo. O futebol tem muito de sorte. Mas não tiro mérito ao Lage.]


Ontem, na Luz, VO jogou para não perder.

Na maior parte do tempo de jogo da 1ª parte, da equipa do Gil Vicente havia sempre nove jogadores de campo mais o seu guarda-redes atrás da linha da bola, com essa defensiva toda juntinha a jogar em menos de um terço do campo.

Se isto não é jogar para não perder, então o que é?

Durante a 1ª parte do jogo, os jogadores do Gil Vicente fartaram-se de fazer simulações de lesões e pseudo agressões.
Caíam ao sabor do vento e espolinhavam-se na relva.
Uma vergonha.

Se isto não é jogar para não perder, então o que é?

Nas jogadas de contra-ataque do Benfica, as faltas com pisadelas à mistura para travar Pizzi e os seus restantes companheiros foram a fórmula encontrada por VO para ir adiando o inevitável. João Pinheiro em alguns lances condescendeu, deixando o cartão amarelo no bolso.

O falhanço de Pizzi no penalty, complicou muito o jogo, tornando-o muito trabalhoso e difícil para o Benfica.

Na 2ª parte, o golo redentor de Pizzi logo a abrir, desmantelou toda aquela táctica de segunda, mas mesmo assim o receio foi tanto que os gilistas pouco se aventuraram no ataque, esperando sempre por algum deslize do adversário, situação que por diversas vezes aconteceu, muito por descuido e desatenção dos elementos da defensiva benfiquista.
Estas tácticas “aferrolhadas” por vezes resultam e tivémos a confirmação disso mesmo ao longo do desafio, com Vlachodimos a fazer duas boas defesas e com o gilistas a desperdiçarem duas boas oportunidades. Entretanto, contabilizando as nossas ocasiões, o resultado não merece qualquer tipo de discussão.


[RECORD (DAS PÊTAS)

15/09/2019

Técnico do Gil Vicente contra proibição de fazer alinhar jogadores emprestados

Vítor Oliveira e a ausência de Alex Pinto:
«Uma determinação estúpida que não faz sentido nenhum»]


Curiosamente só agora é que VO se lembrou deste e de outros assuntos.

Onde estava VO no tempo do Apito Dourado?

Porque é que na entrevista ao “expresso” e nestas últimas declarações ao “record das petas”, as referências e as comparações são sempre feitas tendo em conta o Benfica?

O que sabe ele sobre os e-mails do Benfica?

Alguém alguma vez lhe perguntou quantas vezes a ADOP controlou os seus jogadores, especialmente das onze vezes que as suas equipas subiram à 1ª divisão?

Então o Benfica é uma equipa mortífera e motivadíssima só quando o jogo lhe corre de feição?
E o que é isso de “correr de feição”?

“Se calhar ele (Rui Pinto) cometeu um crime grave…”
Se calhar?
Se calhar a desonestidade intelectual anda por muito lado, inclusivamente por Barcelos e pela praia da Agudela…

Um “berdadeiro” artista!

GRÃO VASCO


13.9.19

Blogue "O TEMPLO SAGRADO"



https://otemplosagrado.blogspot.com/

https://otemplosagrado.blogspot.com/2019/09/eusebio-sempre.html

Um novo espaço surge hoje na Blogosfera Benfiquista.
O TEMPLO SAGRADO é uma manifestação do mais puro Benfiquismo e cujo Autor é um BENFIQUISTA DE CORAÇÃO há décadas.
Parabéns para ele e para o seu texto inaugural!
BENFICA SEMPRE!


GRÃO VASCO

27.8.19

Nada poderá ser como dantes!



Quando Bruno Lage assumiu a gestão da equipa do Benfica numa fase muito delicada e algo turbulenta, não terá havido ninguém, nem mesmo o presidente do Benfica que lhe tivesse exigido o que quer que fosse em matéria de títulos nas competições onde o Clube ainda estava envolvido. Nessa altura, em quarto lugar no Campeonato, as expectativas Benfiquistas, perante o distanciamento pontual ao então líder - o grémio corrupto - eram muito reduzidas e já se equacionava de uma forma realista o projecto para a época seguinte mas com incógnitas muito preocupantes.

No entanto, o destino tem mistérios insondáveis e surpresas desconcertantes. De um momento para o outro ocorreu uma inversão que nem Einstein, se fosse vivo, conseguiria explicar – o grémio corrupto, em tombos sucessivos, foi desbaratando atabalhoadamente uma gorda vantagem que parecia inalcançável, enquanto o Benfica muito rejuvenescido, com conceitos e processos diferentes, começou a ameaçar seriamente uma liderança arrogante, prenhe de bazófias labregas – o canalha de Contumil até se deu ao desplante de renovar o contrato com o trolha, na véspera do jogo entre o seu grémio corrupto e o Glorioso, numa clara atitude provocatória e de achincalho.
Ironia das ironias, o vexame e a estupefacção chegaram logo, ao outro dia, com uma vitória estrondosa dos miúdos de Lage na pocilga corrupta.
Atónitos, o trolha, o canalha das bufas e o chico trafulha começaram a ter de esticar o pescoço e a olhar para cima, para o novo líder, inventando desculpas e atirando-se desvairadamente aos seus maiores aliados de sempre – os árbitros. Foi um fartar vilanagem!

Bruno Lage teve esse mérito e que ninguém tenha o atrevimento de colocá-lo em causa. O discurso do técnico passou a ser diferente, como uma lufada de ar fresco interessante e desanuviadora, a equipa começou a soltar-se com exibições e vitórias convincentes e gerou-se um movimento imparável com a Massa Adepta Gloriosa a carregar impiedosamente num apoio total à equipa em todos os locais onde o Benfica ia realizar os seus jogos, quer na Luz, quer em todo o Norte de Portugal. Os momentos foram fantásticos e tiveram o seu clímax na deslocação a Vila do Conde onde defrontámos o Rio Ave. O espectáculo da passagem do Vermelhão pelos Arcos do aqueduto foi absolutamente arrasador e bem demonstrativo da força do Glorioso.
A consequência de todo este movimento foi uma das vitórias mais históricas e retumbantes que o Campeonato Nacional já conheceu ao longo de todas as suas edições. Arrancada a ferros mas de mérito absoluto!
Direcção, staff técnico e jogadores foram os cabouqueiros de um sucesso que teve a sua génese nesse pilar único e essencial - os inconfundíveis e extraordinários Adeptos Benfiquistas que levaram Bruno Lage e seus pupilos nas palminhas das mãos, até ao final da competição.
Por isto, também ninguém, por maior mérito que tenha tido no passado, poderá defraudar em circunstância alguma este movimento ímpar de indefectíveis, que não obstante haja intempéries, adversidades e carências de toda a espécie, segue o Emblema da Águia até aos confins do Universo. Ninguém pode ou poderá desiludir uma audiência de mais de 60.000 pessoas presentes num estádio e mais aqueles milhões que à distância e em directo pelas TV’s vão seguindo religiosamente os passos da sua equipa de coração. E o significado “defraudar” não abrange unicamente a desilusão da derrota, mas sim aquilo que se demonstra que se é (ou não) capaz de fazer, de construir.

Os Benfiquistas querem, acima de tudo, que o BENFICA GANHE! O divertimento virá depois. Portanto, Bruno Lage terá sempre de ter presente, simplesmente isto – GANHAR!
Divertimento é para depois, sr. Lage!
A sua estratégia comunicacional e o seu discurso para um jogo que é e sempre será, antes de tudo o mais uma dura e violenta batalha, como foi o deste passado sábado, na Luz, contra o grémio mafioso da corrupção, foram um autêntico fiasco, um desastre. Tão iguais à prestação dos seus jogadores e ao péssimo resultado que se verificou.
Bruno Lage tem de meter na sua cabeça, de uma vez por todas, que OS JOGOS CONTRA A ESCUMALHA DA PALERMO PORTUGUESA SÃO E SERÃO SEMPRE PARA GANHAR. Use os métodos que tenha de usar, são e serão sempre para ganhar. Não seja tanso. É que “eles” são inimigos e não adversários. Eles demonstram-no em todo o lado onde se deslocam, através de cânticos, entrevistas e outros comportamentos, seja no campo ou fora dele, desejando “morte ao Benfica” ou que “o seu avião caia como o da Chapecoense”. Mas neste capítulo, e BL começou por perder o desafio por aí, foi o facto de na crucial conferência de imprensa antes do jogo não ter dado nenhuma importância ao possível resultado, desvalorizando-o para as contas finais. Uma displicência que associada à tentativa gorada de tirar a pressão aos seus pupilos decidindo não haver estágio para este jogo, criou um clima de desconcentração e desresponsabilização que lhe foram fatais. Os seus mais recentes discursos têm revelado alguma ingenuidade a roçar a beatitude. As reincidentes referências à sua família lembram-me outros tempos, recentes, que deram em passagens para a Arábia Saudita. Isto para trolhas, canalhas, símios e trafulhas da estirpe da morcanzoada azul e bronca do coio criminoso da Palermo portuguesa é como comer passarinhos de churrasco. É canja! Para eles vale tudo, nem que para isso tenha de haver mais superaditivos, jorges sousas e demais manigâncias para validar tudo em cavalões de corrida e a disputa tenha de ser rasteira.

A atitude perante tantas evidências terá obrigatoriamente de mudar sob pena de entrarmos num novo círculo vicioso. Também não consigo entender determinada terminologia da qual o exemplo mais flagrante é o uso e abuso de “nesta casa”!
Sr. Bruno Lage, não é “esta ou nesta casa”. É O BENFICA OU NO BENFICA!
Tudo isto não é “somente um jogo de futebol para as pessoas se divertirem…”. Para isso agarra na equipa e vão todos para um parque infantil dar uns toques na bola, mandar uns chutos à baliza, fazer uns meiinhos e umas peladinhas, com algum publicozinho a assistir e para no final aparecerem uma garotas bem jeitosas vestidas com o Manto Sagrado a pedir autógrafos, selfies e bejinhos aos mais queridos e fotogénicos... 
É que o futebol, hoje, envolve enormes responsabilidades, muito dinheiro em jogo. Muitos dos seus intervenientes, desde os administrativos, roupeiros, simples porteiros até aos jogadores têm famílias como a do treinador para sustentar e com orçamentos mensais incomparavelmente menores do que os intervenientes directos no jogo. E mais. O futebol não é só correr nos treinos ou no próprio jogo. O futebol tem de ter talento, intuição, versatilidade e inteligência. Sem isso, os jogadores poderão andar a fazer os 10.000 metros em noventa minutos e não ir a lado algum. Portanto usar e abusar da palavra CORRER, já chateia. Os jogadores do Benfica, pagos a peso de ouro sabem muito bem disso e dispensam por certo este tipo de avisos. Como chateiam as referências constantes à família e “canais pandas”, e o tom apaziguador com que Bruno Lage aborda determinados temas que atingem o Benfica de uma forma, no mínimo, soez. E, por favor, acabe com os elogios a quem nos quer mal. Acabe com a bajulação aos nossos inimigos! E o BL tem de começar a olhar menos para a sua imagem de profissional e muito mais para um Benfiquismo que deverá e terá de assumir de uma forma mais efectiva e declarada nem que para isso tenha de mencionar que “dando tudo ao Benfica, também lhe podem levar a cabeça”
Ah! Já me esquecia – e que se deixe de "gratidões" e de dar aulas de tática e estratégia nas suas conferências de imprensa. Tem muito tempo para o fazer quando for convidado a dar uma aula em qualquer curso para treinadores de meia-tigela…

É tempo de reverter estas situações e de arrepiar caminho!

É que Braga, ninguém duvide, é uma dificílima empreitada!

GRÃO VASCO

25.8.19

Os mansos, a “madre Teresa… do Seixal e “quem tem Jorge Sousa, tem tudo”!



O futebol, seja qual fôr o seu tempo, não se compadece com os discursos do tipo “anjinho”, iguais ou semelhantes aos de Bruno Lage. E não me venham com a trêta que este tipo de discurso é inteligente e constitui um novo paradigma no futebol! Isso é que era bom, mas infelizmente não é nem nunca o será!

Nada do que aconteceu esta noite na Luz foi surpresa ou imprevisível. Pelo andar da carruagem, em constantes solavancos e engasganços, era mais do que certo que estaríamos na iminência de sofrer a primeira desilusão a sério da era Bruno Lage. O que é verdadeiramente lamentável é que não se tenha feito a prevenção adequada para que essa situação não acontecesse na Luz perante o mais feroz inimigo que o Benfica alguma vez teve e que continuará a ter indefinidamente.

A bitola exibicional do Benfica já há algum tempo que estava a descambar, com uma reincidência de erros de palmatória, em muito provocados por uma gestão físico-tecnico-táctica bastante questionável do plantel. E hoje foi o triste culminar de uma sequência de exibições medíocres – mesmo a nível físico - que deverão merecer no imediato uma grande reflexão e uma profunda análise às reais capacidades de alguns executantes que têm vindo a exibir insuficiências, em grande parte disfarçadas por alguns outros, mas que não chegam para fazer face a jogos altamente competitivos como estes, em que intervêm adversários que jogam autenticamente de faca na liga ou com ela nos dentes.

Esta noite, a exibição completamente desastrada da equipa do Benfica só pode ser comparada à humilhante derrota sofrida pelo grémio da fruta corrupção & putêdo perante o Krasnodar na própria casa e que ditou o estoiro europeu dos fanfarrões das barracas de praia.

O Benfica foi uma equipa de “mansos” que não se compadece com o arreganho, a ambição, a raça de tantas equipas e tantos jogadores que já passaram pelo Benfica ao longo de épocas e épocas a fio.
Perante um clima de constante guerrilha, de achincalho e gozo por parte de dirigentes e técnicos do grémio corrupto, não posso tolerar que os nossos optem pela mansidão e sejam complacentes com uma corja de canalhas, a norte, que mesmo estando na merda e fora da Champions League conseguem vir à Luz envergonhar todos os Benfiquistas. Com particular destaque para um trolha, que se arma continuamente num carroceiro da pior estirpe, que não tem respeito nenhum pelo Benfica, sempre com um discurso belicista de permanente conflito com tudo e com todos, que aludiu a Rafa, a Rui Costa, a Mantorras, numa atitude arrogante, apoucando-os, sem que houvesse de Bruno Lage uma resposta dura e firme que marcasse notoriamente o nossos território.
Não quero “madres Teresas no Benfica e no Seixal”!
Em circunstância alguma posso aceitar que um profissional do Benfica, qualquer que ele seja, dê a outra face para receber nova bofetada! Não quero “mansos” no Benfica!
É e foi essa, intencional ou involuntariamente, a imagem que Bruno Lage tem passado, e passou vincadamente esta semana aos seus jogadores.
Quando nas suas declarações prévias ao jogo, refere que o resultado do jogo não vai definir nada por estarmos no início do campeonato, fiquei incomodado. Jogos com o grémio corrupto são todos para ganhar. Mais nada! Ao tentar tirar pressão aos seus pupilos quase que lhes tirou o gás todo. Gás que eles bem precisavam para um jogo de tal intensidade e que os jogadores adversários trouxeram em quantidades industriais…
Quando li que os nossos jogadores não ficavam em estágio no Seixal, fiquei siderado!
Então num jogo de máxima responsabilidade, como são todos estes contra o grémio corrupto e que são sempre autênticas batalhas, manda os jogadores para casa?
De uma coisa pode BL estar certo – estamos em pleno Verão, as cálidas noites convidam aos jogos de amor, os jogadores, a maioria deles vivem na flor da idade e na plenitude de todas as suas potencialidades e as namoradas e companheiras estão pouco preocupadas com as suas prestações no relvado. Na cama e na bolsa é que eles têm que mostrar as suas performances, isso sim! E manda-os para casa? Será que vão estar juntinhos com as suas mais-que-tudo, por sinal, a maioria delas uns biscatos de alto coturno e de trocar os olhos a qualquer maganão, e estarão três horas a ver bonecos animados ou o filme da Bela Adormecida?
Bruno Lage que se deixe de lérias e de visionamentos do “Canal Panda”! Talvez uma crua projecção de um “hard core” de escacha pessegueiro lhe faça bem às teorias e convicções beatas que tem e que me fazem lembrar uma pomba branca a esvoaçar com um ramo de oliveira no bico a ser encavada com duas valentes fogachadas em vez de uma Águia, altaneira, de garras afiadas, sem mêdo, agarrando pelo bico e pelas garras os fundilhos de um andrade corrupto, mantendo-o de cabeça para baixo e largando-o do alto de um íngreme desfiladeiro.

O discurso de Bruno Lage já satura – já tive oportunidade de dizê-lo num post anterior, mesmo algum tempo antes do pretérito campeonato acabar – e assemelha-se na forma, ao discurso redondo e cansativo de Rui Vitória na sua fase final da sua passagem pelo Benfica. O conteúdo é um convite à beatitude. O futebol não se compadece disto! Os nossos jogadores mostraram uma faceta que eu pensava que já estava arredia dos seus espíritos – o MÊDO da pandilha corrupta.

Bruno Lage que se ponha fino, porque por este andar a quadrilha do costume irá propô-lo a breve prazo como candidato a Prémio Nobel da Paz, mas já com a barriga, nem que seja a do Marega, empaturrada de títulos…

Por último, referir que “quem tem Jorge Sousa tem tudo”!
Jorge Sousa soube gerir com grande habilidade o resultado que o seu grémio de coração começou a construir ainda na primeira fase do desafio. Sem ele, duvido que o grémio corrupto, mesmo com o Benfica a fazer uma exibição medíocre, tivesse aguentado o resultado tangencial que durante tanto tempo permaneceu inalterável. Foi conivente com um anti-jogo deplorável e com uma filha-da-putice cujo expoente máximo foi Pepe, um fascínora que fez o que quis e lhe apeteceu perante a complacência do árbitro. Jorge Sousa é um habilidoso e só lamento que haja benfiquistas dizendo que ele é um grande árbitro. Sem dúvida alguma que é, mas só para o grémio corrupto ou já se esqueceram da “bisitinha de cortesia ” que Mastim Gonçalbes e Giorgio di Bufa fizeram na época passada ao seu balneário para apresentar cumprimentos e respectibas “credenciais”? Ou da canalhice no jogo da Pocilga em que Gabriel é expulso e Brahimi depois de agredir Rúben Dias continua em campo na esperança de que assim o grémio corrupto conseguiria empatar a partida, que acabou por perder?
Jorge Sousa, sozinho, consegue meter o Benfica no bolso. Neste caso, com os nossos jogadores a darem baldas sobre baldas e com os seus adversários a carburar com combustível de centenas de octanas, o que se poderia esperar?
Eu digo. Um descalabro!
Bruno Lage baqueou estrondosamente perante a força de verdadeiros “panzers”, que ganharam quase todas as bolas de cabeça.
Tenho algumas dificuldades em compreender a estratégia e a táctica de BL para este jogo. E também confirmei algumas preocupações que já foram visíveis noutros desafios…
Grimaldo, Ferro, Pizzi e Seferovic terão obrigatoriamente de render muito mais e transmitir à equipa a segurança e a eficácia precisas para sermos novamente Campeões Nacionais, porque na Europa, a jogarmos com pequenos perfis físicos e os pernas-curtas que temos, as probabilidades de êxitos começam logo à partida por ter uma redução de mais de 50%.

Atenção a Braga!

GRÃO VASCO



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