9.1.12

Caleidoscópio da semana (III)




“JOGOS DE VIDA OU MORTE”

Garay foi bem explícito no final do jogo na Marinha Grande, onde o Benfica bateu concludentemente a União de Leiria por 4-0.

“Para quem nos defronta, os jogos são de vida ou morte” – disse Garay referindo-se aos adversários.

Lapidar!

Quando ontem, no início do jogo, vi a atitude dos jogadores do U. Leiria, apercebi-me de que contra o Benfica iriam jogar onze furacõezinhos, muito parecidos com aqueles redemoinhos que juntam em espiral as folhas do Outono ou as poeiras de Verão. Fenómenos passageiros, leves arrufos da natureza.

E a verdade é que bastaram a atenção de Maxi Pereira livrando a equipa de um susto e a concentração de Bruno César para que o Benfica arrumasse bem cedo aquela fúria leiriense. Com alguma impetuosidade, às vezes perigosa, os pupilos de Cajuda lá se foram aguentando como podiam até final do primeiro tempo.

O segundo tempo foi arrasador, com toda a equipa concentradíssima e a jogar a um nível muito elevado.

Tal como Garay, a esmagadora maioria dos seus companheiros tem a clara noção do grau de competitividade que lhes é exigido actualmente. Só um Benfica de elevado quilate técnico e físico, lutador e com forte espírito competitivo é que pode ser candidato ao sucesso. E os jogadores sabem-no.

Sabem que contra o Benfica todos se esfarrapam, todos se esganam, todos lutam até à exaustão na tentativa de empatar ou vencer.

Ontem, mais uma vez lá se cumpriu o ditado – “as equipas de futebol só jogam bem e dão o litro contra o Benfica”.

Uma realidade bem visível todas as semanas, mas que quem hoje enverga o Manto Sagrado também sabe disso.

Não tenho dúvidas que é sintomático, quando ouvimos essas palavras de um jogador de grande categoria como é Garay e que nem há um ano está no Benfica mas já o sabe bem.

Bom sinal, pois é esta mentalidade que tem de prevalecer no Benfica de alto a baixo e em toda a massa adepta.


O GRANDE BENFICA

Cajuda ontem não teve hipóteses. O Benfica não lhe concedeu nenhuma margem de manobra. Não fez uma única vasa. Não é um treinador que goze da minha simpatia, apesar de toda a sua família ser Benfiquista, mas ontem, nas suas declarações finais teve razão, quando falou no Grande Benfica e que a sua equipa até jogou bem. Já nem precisava de se justificar mais com o que quer que fosse, pois não é fácil ouvir da boca de qualquer treinador a palavra “grande”, prefixa ao Benfica.

Para tê-lo dito, e consequentemente dar mérito a ambos os conjuntos, é porque na realidade o Benfica jogou bem, mesmo muito bem. E sem Aimar e Gaitán, o que me deixa mais crente no futuro que se avizinha e nas potencialidades que a equipa apresenta.

O Benfica já tinha dado fortes indicadores de consistência do seu jogo na deslocaçao a Guimarães, na semana passada, onde Rui Vitória, através de um jogo de palavras pouco limpas, quis iludir a copiosa derrota que sofreu, com insinuações e questões completamente falsas laterais ao jogo. Porém, ontem na Marinha Grande, o Benfica partiu outra vez essa vidraça fôsca que Rui Vitória e o primata José Pereira tanto tentaram embaciar...




COSME MACHADO

Não se iludam, Companheiro(a)s!

Esta “peça do apito”, que na época passada, na 1ª jornada do campeonato, “roubou” escandalosamente o Benfica na Luz contra a Académica e que começou a abrir as portas do título aos seu clube de coração – o grémio corrupto da fruta e do putêdo – sabia que estava a ser escrutinado à lupa e com a desvantagem de se saber que o Benfica, ganhando, iria ser líder isolado.

Ocorreram-me de início – desde a sua nomeação na passada quinta-feira – as habilidades de outrora de Pedro Henriques, agora um reles e sectário comentador anti-Benfiquista da arbitragem nos media – jornal e TV - quando em pleno Templo Sagrado cometeu a proeza de executar uma das maiores”pilhagens do apito” de que há memória naquele local, ao invalidar nos segundos finais, um golo limpo que daria a vitória ao Benfica sobre o Nacional e a consequente liderança no campeonato.

No entanto, Cosme Machado conteve-se, e perante a alta rotação da equipa do Benfica, limitou-se a deixar jogar. Mas nem sempre é assim e haverá dias menos bons em que a isenção do apito é fundamental para que o Benfica consiga também aí, o seu objectivo de sempre que é ganhar.

Ao nível da arbitragem e respectivas nomeações, nunca, mas mesmo nunca poderemos baixar a guarda e se não, estejamos atentos às nomeações desta semana, especialmente para o Benfica-Setúbal e para Braga.

AS GUERRAS FRATRICIDAS DO OLIVEIRÊSCO

Se há reacções que não entendo muito bem e que me causaram bastante estranheza, foram aquelas que cirandaram na Gloriosasfera, sobre a entrevista do Oliveira, o Toninho, sobre o seu mano mais velho Joaquim - mais conhecido pelo Murdoch de Penafiel e não pelo S. Martinho, como o mais novo tentou ridìculamente apoucá-lo na TV - o seu lobby e as suas influências no futebol e que até foram alvo dos mais variados encómios e salamaleques por parte de alguns Benfiquistas na blogosfera, que em vez de clarificarem estas jogadas e tentarem saber porque é que o Hugo Gilberto o foi convidar agora, se entretiveram a esfregar as mãos de contentes por essa triste e despeitada prestação televisiva. “Zangam-se as comadres e sabem-se as verdades”, poderão dizer alguns. Neste caso, a zanga é entre irmãos, o que a torna muito mais intensa, figadal, sanguinária, por vezes mortal – e a nossa História está cheia destes episódios - e esta verdade, como outras relacionadas, já nós as sabíamos há muito tempo. Enquanto alguns dos nossos rejubilaram com esta exibição apeixeirada de alguém que está bem descoroçoado pela projecção e sucesso que o outro teve e ainda tem, garanto-vos que essa entrevista não me impressionou absolutamente em nada. Os Oliveiras são “farinha da mesma saca” e mesmo com aquele chegadinho do “Toninho”, de que o Benfica vale mais no mundo que os seus dois rivais, para mim entrou-me por um ouvido e saiu-me imediatamente pelo outro. Aquelas guerras fratricidas e outras, são entre gentes afectas ao grémio corrupto e assim, que se mordam e se “matem” uns aos outros.

Portanto nada de novo, a não ser alguns momentos de mediatismo e visibilidade provinciana a quem há já muito tempo vive numa semi-obscuridade, e que tirou um curso de direito - alvo de referências bacocas por parte de alguns patetas de águia ao peito - como eu tiraria dois MBA's na Independente, quatro de Biologia Molecular e dois de Física Quântica e Nuclear nas Novas Oportunidades, e não esqueçamos, com a carteira recheada de notas largas de euros de côr carmim. A abordagem deste tema em muitos blogues foi para mim uma autêntica saloiada, bem ao estilo da murcanzoada do grémio corrupto de Palermo.
E mais não digo!











GRÃO VASCO

1 comentário:

UnumSLB disse...

Meu caro,

A tomada de consciencia de que “Para quem nos defronta, os jogos são de vida ou morte” é essencial para todos os jogadores que fazem ou virão a fazer parte da equipa do Benfica.
Esta percepção começa agora a ser de aprendizagem rápida muito devido a uma estrutura cada vez mais estável e organizada, assim como à manutenção de uma espinha dorsal na equipa!
Quero crer que esta necessidade que a equipa tem de jogar sempre contra adversários nos limites, nos torna cada vez mais fortes. Significa que isto se começa a tornar natural o que eleva os níveis de competitividade da nossa equipa a extremos que não seriam necessários noutro contexto.
Sendo assim o tiro parece cada vez mais sair-lhes pela culatra!

O mano do do roupão, não diz nada de novo. Grave é o enchimento como dizes saloio que alguns pseudo ilustrado Benfiquistas fizeram disso. Vá lá, ainda não apareceu nenhum a propor este novo "heroi" para a presidencia do Benfica! Não faltará!

Abraço Glorioso!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...