18.3.12

Os quartos-de-final da Champions (I)



Este post é a introdução a uma sequência de dois artigos sobre a participação do Benfica e seu adversário directo, nos quartos-de-final da presente edição da Champions League e cuja publicação decorrerá durante esta semana.

Desde os primórdios da década de 1960 que esta competição entre clubes de futebol do Velho Continente, na sua esmagadora maioria grandes campeões dos seus países e com um riquíssimo palmarés, tem despertado nos seus fãs enorme entusiasmo e paixão.

O Benfica foi há meio século Bi-Campeão Europeu. Os 50 anos desse feito comemoram-se este ano em 2 de Maio. Depois disso, mais cinco finais se seguiram, mas o destino nunca mais quis que o Glorioso atingisse a glória suprema.

Os anos passaram, mas os colossos continuam os mesmos.

Nesse tempo, o Barcelona e o Real Madrid eram tão temíveis como agora. O AC Milan surgia com grandes “squadras”, só os alemães do Bayern ainda não faziam parte das contas. Mas hoje os tempos são outros e a fiabilidade para estas grandes equipas já não se compadece de imponderáveis como foram o desconhecimento de que o Benfica tinha um conjunto de jogadores fantásticos, para além de que na segunda vitória apareceu uma estrela mundial de primeira grandeza, que depois se tornou uma lenda gravada a ouro negro e que pintou a Europa de vermelho-paixão durante a década de 60 – Eusébio.

A nossa equipa de hoje é composta por alguns jogadores de reconhecida categoria, alguns bons jogadores de nível europeu e mais alguns com alma Benfiquista. Não há jogadores excepcionais que por si só possam resolver um desafio.

No entanto, há um colectivo a preservar e que com grande empenho, espírito de sacrifício e alguma sorte, ainda nos poderá dar algumas alegrias. Mas tenhamos os pés bem assentes na terra – a probabilidade de seguirmos mais além e mais além, até ao Allianz Arena de Munique é muito, muito reduzida. Caberá primordialmente a JJ e aos jogadores, contrariar essa inexorável “lei das probabilidades” e na(s) partida(s) do Estádio da Luz tentar amealhar o máximo de esperanças para que, neste caso contra o Chelsea, se possa sobreviver na “tempestade” de Stamford Bridge.

O Benfica está nos quartos-de-final da Champions, e se me colocassem agora a hipótese académica de trocar a passagem às meias-finais desta competição por três campeonatos nacionais seguidos, ou mesmo só por este campeonato, a minha opção seria sempre a segunda ou a terceira.

O realismo é um caminho para o êxito e muito embora devamos continuar acreditar na nossa equipa, deveremos acima de tudo acautelar o futuro. E o futuro passa por lutarmos até ao fim da época por uma hegemonia que nos poderá proporcionar a médio prazo muitas meias-finais na competição máxima de clubes a nível europeu.

A prioridade das prioridades terá de ser sempre o campeonato nacional.

Para finalizar, uma pequena curiosidade. Os três candidatos principais, com maiores probabilidades de ganharem esta edição do troféu – Barcelona, Real Madrid e Bayern – e o próprio Chelsea, já que o AC Milan defronta o Barça, jogam fora a 1ª mão. Como se já não bastasse o seu reconhecido favoritismo, a segunda volta será de arrasar para os outsiders.

No entanto, e lembrando-me das palavras de Ângelo, esse enorme Benfiquista que foi bi-campeão europeu, lá dentro do campo são onze contra onze, eles ainda não ganharam, a bola é redonda e tudo pode acontecer.


GRÃO VASCO

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