23.10.13

E tudo Tagliavento levou!

Vá lá, vá lá, que desta vez Paolo Tagliavento cumpriu a Lei!

 

Dia de ontem, nove para as vinte. Ligo o televisor e primo o botão quatro do seu comando, sintonizando o Canal da Palhaça. Já se jogava na Pocilga do Freixo a partida entre morcões corruptos e russos, mas ainda não era a vez da entrada em cena dessa avis rara futeboleira. Os protagonistas eram outros…

 

E então, o que vejo na primeira imagem que surge no ecrã?

 

 

Deparo com um hispânico – fez-me lembrar um dos ratos da quadrilha do Speedy Gonzalez, baixo e de cabelo em crista devido aos cíclicos tufões do golfo do México, e com aquelas orelhas de abanico – encafuado numa camiseta azul e bronca com o número 16, a ser literalmente despachado para o olho da rua pelo árbitro que dirigia o desafio.

Oiço de imediato aquela voz arrastada, quase de bagaço, do pastelão de Contumil em tom insurgente. Manuel Queirós, o incorrigível e sectário cumentadeiro para todo o serviço, da Irmandade da Fruta, enche o peito de ar e zás, numa bojarda precipitada e mentecapta, apelida sem apelo nem agravo Paolo Tagliavento, o árbitro italiano, de “fiscal”, indignado por este ter feito justiça e òbviamente cumprido a Lei.

 

O que eu me ri ao ver e ouvir este triste espectáculo. Dois patetas na TBI (e não TVI) esperneando e a carpir mágoas alheias, e mais uns quantos a estrebucharem no lameiro da Pocilga, só porque a Lei, desta vez, tinha sido cumprida.

Caramba! Desta vez que tanto jeito teria dado o Proença, o Arturinho a dias, o Sousa do Lordêlo, o Xistra, o Costa, o Vasco, o Pacheco, o Benquerença e uns outros mais!...

Então e o marisco de Matosinhos, cadê o marisco?

 

Ao contrário de ontem, mais concretamente em 27 de Março de 2012 na Luz, no jogo da 1ª mão entre o Benfica e o Chelsea a contar para os quartos-de-final da Champions League, ao minuto 59, Tagliavento não cumpriu a Lei. Nessa noite e nesse momento, o italiano perdoou a mão escandalosa de John Terry visível da estratosfera e dentro da sua área por interceptar um centro-remate de Maxi Pereira, não marcando penalty a favor do Benfica e não expulsando o inglês. Ironia do destino, na jogada imediatamente a seguir o Chelsea marcou o único golo da partida por Kalou falseando o resultado do jogo, para gáudio dos danilos deste país.

 




 

No entanto, nessa altura, não houve o escabeche da orquestra dos mabecos azuis e broncos das rádios e tv’s ou as carpiduras patéticas dos “Queirozes contumilianos”.

Porquê?

Ora porquê…

Simples!

É que ontem, quem jogava, era a trampa mais corrupta deste triste país!

 

E o Hulk?

Que grande frete ele fez…transformando, entre outras palhaçadas e piruetas, um falhanço incrível na defesa da noite do keeper da Irmandade…

 

Enfim, uma tragicomédia, como habitualmente transformada em vitória moral. Que fiquem com ela que os russos ficaram com os três pontos e aqueles milhares de euros da ordem…

 

 


GRÃO VASCO


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