30.10.13

Os paramilitares do Freixo e os “pixotes” do Fôsso



Nestes últimos dois dias, ao passar os olhos pela blogosfera dita benfiquista, fiquei siderado com a posição de alguns dos seus bloggers relativamente aos tumultos ocorridos à porta da Pocilga do Freixo, na Palermo portuguesa.

 

Alguns indignados, outros solidários com as “vítimas” alvos das investidas simiescas de alguns elementos da força paramilitar recrutada no submundo donde em tempos também emergiram os Teles, os Abéis e mais recentemente os Madureiras e os Pidás, e que transformaram a “Inbicta” numa selva sem lei, e o seu grémio mais representativo numa entidade sinistra que tem corroído e corrompido tudo e todos, com a complacência e cumplicidade de políticos, juízes, advogados e forças policiais.

 

Pelo que se tem visto, e desde a famosa fuga de informação que permitiu ao maior bandido e mafioso deste país, encetar juntamente com a sua calorosa amante noctívaga, a célebre escapadela para Santiago de Compostela, com a conivência do “advogado dos criminosos” – um elo de ligação fundamental entre elementos da polícia e diversos cadastrados e que pelo seu passado “sabe da poda” – impera uma impunidade tal no Freixo e nas suas redondezas, que faculta à sua escumalha mais miserável, manipular e conduzir os acontecimentos mais violentos a seu bel-prazer.

 

Todos sabemos, especialmente os Benfiquistas, como tudo funciona na Palermo portuguesa. Por isso, não percebo o ruído de alguns bloggers alegadamente afectos ao Benfica, manifestando tanta indignação e admiração pelos mais recentes acontecimentos. E nalguns casos, até, alguma solidariedade pífia perante a mesma escória que, ainda há bem pouco tempo profanou o Templo Sagrado, incendiando-o.

 

A travessia do deserto, para alguns destes pirómanos que agora tentaram transmutar-se numa task force maltrapilha e a la minute, e que desde os tempos de Roquette tentaram estrangular o Glorioso, só agora está a começar. O novo Xerife do Lagartêdo sabe isso melhor do que ninguém e também sabe que foi o grémio corrupto azul e bronco, o principal obreiro da hecatombe que se abateu sobre o condado leonino, já lá vão mais de três décadas, outrora simbolizado por um felino de farta juba e que hoje se resume a um holograma circense, cardinallêsco e albino entre grades, num fundo verde desmaiado, às vezes substituído por um bichano assanhado, exímio em comunicados “éticos”, “diferentes”, “nobres”, blá, blá, blá, blá, blá.

 

Ao ver, logo na tarde de domingo, as “aventuras” em que se meteram alguns pixotes suicidas da turma do Lagartêdo, bem salientadas com os comentários de A.J. Leite, um “repórter” da Irmandade da Fruta ao serviço da RTPalermo, fiquei indiferente. Exactamente a mesma indiferença com que soube do resultado final entre corruptos e ex-submissos.

 

Para quem, em alegre fanfarronada e segundo uma tarja de razoável dimensão, ia “invadir a aldeia”, tudo se desmoronou em poucos minutos. Em toda a linha. No campo, fora dele e nas redondezas. Foi o amadorismo ignorante de uns quantos néscios radicais do Fôsso, contra profissionais, autênticos paramilitares à paisana, estratègicamente aliados a muitos polícias, que por sua vez, em surdina e nos bastidores, se assumem mais superdragões do que aquela própria corja de marginais e criminosos, comandada pelos símios da Ribeira.

Não sei se aquele bando ululante de lagartinóides mentecaptos e kamikazes, que à toa, se meteu a tralhão pelo Freixo dentro, avançando pela alameda da Pocilga, se deu alguma vez conta do labirinto, logo transformado em vespeiro, em que se ia perder. Erráticos, sem saberem para onde fugir de uma outra multidão bem organizada, lá estavam à sua espera a cada esquina desse labirinto, um símio ou um pidá arreando castanha da grossa (estamos no tempo dela), malhando sem dó nem piedade, numa humilhação difícil de esquecer. Uma cena patética, com verdadeiros patetas “comidos de cebolada” por gentalha batida e especialista neste tipo de tumultos, pouco interessada na política, embrenhada no submundo do futebol e seus proventos, venerando assim o seu ídolo de sempre, o exemplo mais paradigmático de uma sociedade corrupta e decadente.

Enfim, uma lição para quem se mete nestas lides.

 

Lá em cima é o “ides sofrer como cães”.

E cá em baixo, como será um dia?

 

 

In Record

“…Juntaram-se [os do Lagartêdo] na Avenida Fernão Magalhães e aí iniciaram a sua onda de violência que, contudo, também deixou marcas na maioria dos elementos, pois tanto a Polícia como os Super Dragões reagiram de forma pronta…”

 

Então, mas como é?

Os Super Dragões reagem de forma pronta como a Polícia?

 

O record das pêtas está o máximo!

 


GRÃO VASCO


1 comentário:

Frank disse...

Excelente! Penso que resume na perfeição o que se passou. É como diz o autor: estamos perante profissionais da arruaça e mesmo da criminalidade.

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