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Após a TV ter focado
a sua expressão de angústia e ansiedade no jogo de Coimbra no passado domingo à
noite, momentos antes do penalty que
Cardozo converteu, engoli em seco. O homem vive a equipa, sente a sua
responsabilidade, exibe seriedade e trabalho, tem uma ambição evidente de
ganhar e colocou a equipa a jogar num nível impensável, após ter ficado sem as
suas principais armas do meio-campo, e da voz de comando – Luisão – que neste
caso confere sempre uma liderança estável à equipa seja qual for a sua
composição.
Com a matéria-prima
disponível, após uma razia inédita mas inevitável, deitou mãos à obra e tem por
isso o meu reconhecimento - a verdade é que o Benfica também lhe paga
principêscamente para conviver com estas contingências próprias de um clube
vendedor - não obstante, e como os meus leitores há muito sabem, não me
identificar com o seu perfil de treinador, nem com a sua postura.
No entanto, em função
das dificuldades e de obstáculos que se constituíram como verdadeiros
imponderáveis, como foram os casos da saída de Witsel e suspensão de Luisão,
tem e terá o meu aval e o meu apoio nesta difícil caminhada deste ano
futebolístico.
Passar a fase de
grupo da Champions será uma proeza, mas nas competições internas tem a
obrigação de ter performances
vitoriosas, apesar de toda a máfia azul corrupta do Freixo, espalhada e
infiltrada pelos diversos organismos e orgãos que regulam o futebol ou a ele
ligados - como é o caso da inefável APAF - e com o grupo coral do fosso do lagartêdo a servir de câmara de
ressonância, ter recorrido a todo o armamento pesado de que dispõe, com
chicanas e canalhices à mistura, para evitar que o Benfica seja novamente
campeão esta época.
Mas nesta altura em
que há uma guerra infame contra o presidente, treinador, jogadores e diversos órgãos
do Benfica, pelos media anti-Benfica,
por jornalistas ao serviço dos pintos corruptos e comentadores bastardos da
rádio e tv, e mesmo de dentro do próprio Benfica, onde pontificam subversivos
de diversa índole – não quero admitir que haja juízes no meio desta corja… - nem
sequer vou ter a veleidade de contestar as opções técnico/tácticas e muito
menos as escolhas individuais de JJ para o onze que irá disputar as restantes
partidas da época, nem o que quer seja ou aconteça nesse domínio.
E ao vê-lo demonstrar
grande equilíbrio, sensatez e argúcia (que não, audácia) nestas áreas, seria
expectável que se mantivesse neste elevado nível sem resvalar para a bazófia
que tanto o tem caracterizado ou para o discurso dúbio em que são pródigas as
suas comunicações e conferências a meio da semana.
Mas uma vez mais, em
recentes declarações sobre Xistra, e após ter dito que a sua actuação tinha
sido uma vergonha, veio tecer a meio da semana considerandos completamente
incompreensíveis e contraditórios no contexto da polémica arbitragem que ele
tanto criticou e que o prejudicou, como o tem prejudicado sempre que tem
apitado o Benfica sob seu comando, caso de Braga, Guimarães, etc., etc., etc. –
dizer que o que Xistra fez em Coimbra foi “casual”, após ter criticado
duramente a sua actuação logo ao fim do jogo é algo de atabalhoado e confuso.
Se com a patética companhia de Manuel Sérgio e das suas tristes figurinhas enquanto seu
conselheiro no Benfica - um filósofo e pensador adulado e quase canonizado por
muitos, mas que para mim, já há muito, não passa de fala-barato sonhador, amigo
do dinheiro e admirador declarado do gasoso do Freixo e que deveria ter as
pantufas calçadas e estar em casa bem descansadinho – os “acidentes” eram
constantes, o percurso errático e desconcertante de Jorge Jesus no seu
exercício comunicacional continua a deixar-me muito apreensivo.
Será que Jesus tem
medo de criar alguns anti-corpos que num futuro fora do Benfica lhe possam
trazer amargos de boca, optando assim por passar a mão no pêlo dos Xistras
deste país, fazendo a habitual marcha à ré?
Sinceramente, não
compreendo. É que há um facto incontornável. Pela sua natureza e formação, a
sua desenvoltura em termos comunicacionais continua a revelar gritantes
insuficiências, mas o Benfica não pode estar a pagar ad eternum pelas suas recorrentes escorregadelas.
Jorge Jesus terá de
evoluir bem depressa nesta área, antes que seja novamente “comido” por um Pillas
Tortas, ou pelo labrego azul e bronco do ano passado e se quiser prolongar a
sua permanência pricipêsca na Luz.
Nota: Este post foi
escrito antes do jogo Paços-Benfica e só agora publicada por motivos óbvios. O
Benfica precisa acima de tudo de estabilidade não obstante as críticas que
possam e devam ser feitas. Foi exactamente para isso que se fizeram os timings.
GRÃO VASCO
