19.5.11

Guardado estava o bocado...


Já não era sem tempo.

Acabou um filme infindável e amargo, desde que iludido, saí do Estádio da Luz com 2-1, em trânsito para Braga, na esperança de comprar passagem para Dublin.

Confesso que hoje, na parte final do dia, as duas horas de um prélio que nada acrescentou ao que eu senti após a eliminação de Braga, pareceram-me intermináveis. O desfecho fosse ele qual fosse, causar-me-ia sempre o que sinto agora. Um sentimento que me vai acompanhar até não sei quando. Um misto de revolta e de impotência perante quem é muito superior em tudo, quer dentro quer fora do campo de batalha, quer por cima ou por debaixo da mesa de jogo, com jogo sujo ou truques na manga, quer em campo aberto ou nos bastidores.

Bastou um ano de humilhação, a norte, para sermos confrontados com uma resposta implacável e demolidora, valendo tudo, à qual contrapusemos atitudes pífias e timoratas.

Jogaram com tudo. É verdade! Com aquilo que é lícito e aquilo que é condenável. Mas jogaram, e sempre com tudo!

E não estou a referir-me sòmente à agremiação condenada por corrupção, vulgo fcp. Desenganem-se!
Estou a referir-me a uma estratégia concertada, cujos grandes dividendos são sempre para o peixe graúdo. Os pequenotes, salvadores, mesquitas e paciências pululam de alegria, juntando-se ao maioral, nem que seja para derrotar a mouraria. Mas só parte dela, pois com a outra, a verde, não se passa nada, até nem importa que tenham sido relegados para o quarto lugar do campeonato. Fiéis a uma aliança espúria que mais tarde ou mais cedo lhes irá custar caro. Hoje custou-lhes um título, amanhã outro e assim sucessivamente.

Em Dublin, acabou a “mariscada” suja, iniciada em Matosinhos, com extensão directa à Falperra e ao Sameiro.
Enquanto uns, após uma obsessão doentia, estimulada por um títere e por um rei pigmeu - que fazem o jogo do grémio dos chocolatinhos e da fruta - estabeleceram como o jogo das suas vidas, a meia-final contra o Benfica, pensando que com isso se sentariam à mesa dos “grandes” para um lauto banquete, chucharam as cascas e as cabeças dos crustáceos, outros continuaram impunes, no seu papel, fazendo exactamente o mesmo que fazem nas marisqueiras de Matosinhos – mamaram o suculento miolo, convidando salvadores, mesquitas e quejandos a apanharem as migalhinhas, dando-lhes a taça a cheirar…

Mas mesmo assim, parabéns aos “brácaros” - ao palhaço do Alan, aos caceteiros Wandidinho, Káká, Miguel Garcia e Sílvio e especialmente ao Custódio, ao Hugo Viana e ao Mossoró.
Morreram na praia, gordos de nada. Tal e qual pintos de aviário nasceram, cresceram, engordaram e foram direitinhos para um churrasco em lume brando. Sim, porque nestes casos, por dez ou por cem, o desfecho final é o mesmo.
O grande baluarte minhoto, o quartel dos guerreiros, a muralha inexpugnável a quem se cantou odes e mais odes, fez este ano, o pleno do nada!
E este pleno do nada equivale a dizer que como sucursal do grémio corrupto, cumpriu com o seu dever, prestando a devida vassalagem ao seu amo e senhor.
Uma época em cheio para ver e rever, mas já sem “paciência”. Esse já se foi. Cagou e andou. Tanto lhe faz. Para a história fica o seu clube de coração e não quem lhe pagou pelos seus serviços. Limpinho!

Por outro lado, do lado promíscuo da política, o pequeno e velho cacique da Falperra tem razões, na sua dimensão menor, para estar feliz – foi à final por ter eliminado o Benfica, amesquinhando-o sempre, até ontem, arengando ridìculamente que foi a equipa mais fácil de eliminar. Perante os seus patrões, este mísero discurso assentou-lhe que nem uma luva. Já aquilo que ficou por ganhar, aquilo que foi direitinho para o clube da fruta e dos chocolatinhos, não importa, ficará sempre em “famiglia”.
Não é assim “mesquita”?

E por fim, alguns dos pseudoadeptos “brácaros” – militantes azuis e broncos encapotados da causa corrupta da Palermo portuguesa - inebriados como ratos doidinhos ao som de uma flauta trapaceira, lá foram adulando estùpidamente Giorgio, “O Condenado”, e vociferando contra o Glorioso como que hipnotizados pela miragem de um qualquer título a sério que nunca virá…

Ficam com a intertoto e mais uma ou outra tacita caseira e ...chega!

GRÃO VASCO

2 comentários:

Águia Eterna disse...

cOMPLETAMENTE DE ACORDO CONTIGO enorme Grão Vasco.
só tenho pena é que o avião dos porco de contumil/antas não tenha caído.
BENFICA, SEMPRE,SEMPRE,SEMPRE, O MAIOR E O MELHOR E O ÚNICO CLUBE PROFISSIONAL S É R I O em Portugal.
Tudo o resto, EXCEPTUANDO o Paços de Ferreira é Esterco.

frank disse...

Enorme Grao Vasco,gostei da sua ironia requintada nada parecida com a
do master of Palermo porque esta so da vomitos,pronto disse umas verdades doa a quem doer come quem quizer mas essa gente come tudo nao teem vergonha na puta da cara,quanto ao post acima dum camarada nosso essa do aviao cair ta pesada demais isso nao desejo a ninguem nem mesmo ao chefe da Mafia a norte esse vai morrer um dia lentamente para ter tempo pro arrependimento e que na vida nem tudo vale para ganhar umas tacas armadas em chapa so que podera ser tarde e melhor para ele que se arrependa agora enquanto e tempo.

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