18.11.13

A pensar, "morreu" um bernardo ribeiro



Se hoje, amanhã ou depois não houvesse notícias sobre o Benfica, a manada de alarves do “record das pêtas”, tudo iria fazer para transformar um flato pífio do Raul José, adjunto de Jorge Jesus, numa bufa tóxica, assassina, e projectá-lo na sua capa do dia em grande parangona, anunciando-o como a “bomba” mediática da semana, capaz de arrasar o Caixa Futebol Campus.

Uns verdadeiros artistas, estes pasquineiros de uma figa!

 

Como todos sabemos, no final da época passada e no defeso que se seguiu, Óscar Cardozo foi alvo de uma feroz perseguição, com o “record das pêtas” a assumir-se como o porta-bandeira dessa iniquidade, com muito ignaros benfiquistas a irem na onda e lamentàvelmente a alinharem nesse coro infame.

 

Óscar Cardozo tem sido uma dôr de cabeça para muita gente, em especial para as alimárias desse reles pasquim, dito “desportivo”. Tem-lhes dado constantemente cabo da moleirinha, baralhando-lhes ainda mais o único neurónio que cada um reclama ter. E a partir do momento em que esta pandilha de bestas jornalísticas – nunca vi tantas por m² na redacção de um jornal?!? – perdeu a luta para “despachar” o paraguaio do Benfica pelas portas dos fundos do Templo Sagrado, tentando queimá-lo cruelmente na fogueira da opinião pública, e assim enfraquecer, desgastar e desestabilizar o Glorioso, as ditas cujas dedicam-se agora a “considerações filosóficas”, “análises torpes”, “exercícios de gestão de recursos humanos”, divagações, trivialidades e outras pentelhices sobre o grande e maior goleador estrangeiro que o Benfica jamais teve, para encherem “colunas de opinião” e tentarem vender mais algumas míseras folhas pasquineiras.

 

Bernardo Ribeiro é uma dessas tristes canetas, configuradas à medida de um pasquim desportivo rasca e descredibilizado como é o “record das pêtas”.

 

A sua fama já vem de longe e será bom que ninguém tenha a memória fraca, pois durante muitos anos constituiu-se (e continua a constituir-se) como um verdadeiro ímpio para o Benfica, abrandando esse seu ritmo com alguns artigos recentes bem camuflados. Mas quem conhece a sua essência sabe de que tipo de animal se trata.

 

Diz esta alimária da caneta futeboleira que Óscar Cardozo “não recolhe a unanimidade da tribo encarnada. Nem nas bancadas da Luz, nem sequer aqui na redacção”.

Como?!?

Mas haverá alguém neste mundo, para mais a mais no futebol, que recolha unanimidade?

Quem quer BR enganar?

É um facto de que tem havido uma determinada e bem orquestrada cambada jornalística que tem tentado por todos os meios, alguns bem rasteiros, ostracizar Óscar Cardozo.

Porque é que este rapazola do “record das pêtas”, não foi buscar a lista da UEFA onde o paraguaio constava dos 25 melhores jogadores da Europa?

Porque não escreve antes, sobre as médias e o número impressionante de golos que OC tem facturado ao longo da sua brilhante carreira?

Porque é que não diz que o Paraguay foi eliminado da fase final do mundial a disputar no Brasil, porque ele não ter jogado muitos dos jogos de apuramento?

BR, incompetente, ou propositadamente incompetente, entretém-se subjectivamente a dissertar sobre as minudências especulativas do costume, insinuando o “feitio pouco simpático” ou “a pouca vontade de se esforçar”, indo buscar, inclusivamente ao baú das suas canalhices “as não-convocatórias de OC à selecção do seu país”...

A isto chama-se filha-da-putice jornalística.

 

É este o jogo rasteiro de BR. Após algum período de acalmia em relação ao seu anti-Benfiquismo primário, do mais sectário que existe, lá vem ele debitar precipitadamente as alarvidades habituais, ainda na ressaca do último derby lisboeta. É compreensível que não seja fácil a este tipo de gente remoer e digerir, com tanta azia, os três golaços do “Tacuara” na Luz, particularmente quando aconteceram contra a sua paixão de sempre – o grémio do lagartêdo – contribuindo para a sua eliminação da Taça de Portugal.

 

O pasquim onde BR debita as suas patacoadas foi daqueles que mais se esforçou em “tirar” OC do Benfica. Não o conseguiu e assistimos agora em papel e em on line ao “sobe Cardozo e desce Lima”, e a claros ressaibos dos pontas-de-lança anti-Benfica que o jornaleco alberga.

 

Pergunta ele se “valeu então a pena a manutenção do avançado, apesar das tristes cenas protagonizadas no Jamor a temporada passada”.

 

E depois, como quem não quer a coisa e de uma forma ridícula diz que “o problema não está na permanência de Cardozo”, nem “nenhum jogador é obrigado a sair de um clube por ter problemas disciplinares”.

 

Como?!?

Então porque é que queriam – incluindo o “record das petas” e seus chefes, editores-chefes, adjuntos e demais maralhal parasitário, tal como ribeiros cristóvãos, fernandos correias e mais alguns Alzheimers pintados de verde às riscas ou de azul corrupto – queimar OC na fogueira?

Porque que é que se esgadanharam até aos limites para o empandeirarem para fora do Benfica?

 

E para culminar este chorrilho de pseudosapiência futeboleira e recursos humanos aponta que “grave é a forma como todo o processo se passou desde a conduta presidencial às palavras do treinador”.

 

Grave?!?

Grave foi a forma soez como o pasquim e seus muchachos se comportaram (e continuam a comportar - o caso de Roberto Jímenez é o exemplo mais recente), lançando o paraguaio às feras, postergando-o e ao mesmo tempo pressionando o presidente do Benfica para decidir de acordo com os desejos da dita corja.

 

Não aconteceu porque simplesmente o presidente tinha e tem uma visão destes casos mais consentânea com a dignidade e o respeito pelo Homem. E isso foi bem visível, e é esfarrapada a justificação de BR tenta dar dizendo que Cardozo não desandou porque os turcos ou outros se não chegaram à frente.

BR que fique com ela. Fica-lhe bem e sustenta-lhe a tese.

Mas há algo que aqui deixo bem vincado e que quero lembrar a esse biltre jornalístico – Óscar Cardozo nunca disse que queria sair do Benfica, não obstante tivessem posto na boca dele coisas que ele não disse.

 

Não seria melhor BR dedicar-se a um número de circo que faça rir a plateia mais e melhor?

É que BR, por ser tão anti-Benfica na sua raiz, tem dificuldades como qualquer sectário primário. E são variadas, desde a digestão do processo, à sua interpretação, à sua compreensão e mesmo até à maior atenção que deveria dar às entrevistas dos visados – OC, JJ e LFV.

 

O que é um facto é que BR acabou por engolir tudo o que ele e os seus compagnons de route do pasquim, e não só – varelas, magalhães, farinhas e quejandos – disseram e desejaram.

 

E BR, para rematar o seu descabelado gatafunho, pergunta “se no grémio assumidamente corrupto, vulgo fcp, OC teria ficado”.

Diz ele – “penso que não”.

 

Olha logo quem ele foi buscar como exemplo!

Sorri, lembrando-me de muitas peripécias de indisciplina de jogadores do dito grémio e exclamei:

 

- “A pensar, morreu um burro”!

 

Um bernardo ribeiro, por exemplo…

 

PS.

O artigo

Cardozo é um jogador com um peso enorme no plantel do Benfica. Não só por estar a realizar a sétima temporada de águia ao peito, o que por si só já levaria a ser visto de forma diferente, mas pelos golos que marca e que muito têm contribuído para a felicidade dos adeptos encarnados. 

É curioso verificar como um ponta-de-lança com os números que o paraguaio exibe não recolhe, ainda assim, a unanimidade da tribo encarnada. Nem nas bancadas na Luz nem sequer aqui na redação. Os motivos poderão ser muitos desde o feitio por vezes pouco simpático à forma de jogar, que dá a ideia de quem tem pouca vontade de se esforçar quando a bola não lhe vai parar ao pé. A verdade é que os que não gostam recolhem trunfos na seleção paraguaia, pois apesar do que faz no Benfica, aí Tacuara não tem presença garantida.

Cardozo é hoje um jogador vital para Jorge Jesus. Foi o regresso do goleador que deu nova vida a uma equipa que parecia caminhar para a sua desintegração. Foram os seus 9 golos em 12 jogos que ajudaram o Benfica a sair da crise e a manter-se vivo em todas as frentes. Valeu então a pena a manutenção do avançado, apesar das tristes cenas protagonizadas no Jamor a temporada passada?

Todos os que olharem para o fenómeno futebolístico apenas como um momento dirão logo que sim. E mesmo outros que percam mais algum tempo a pensar na coisa. Porque não há verdades imutáveis nisto das opiniões, por muito que nos tentem vender que sim. Neste momento todas as leituras são possíveis. Mas poderá dizer-se que um treinador com outra personalidade nunca teria aceite ficar com Cardozo. Mourinho, por exemplo, teria corrido com ele. Por muito menos Balotelli foi a andar, mas acabou perdoado mil e uma vezes por Mancini. Bento seria outro que nunca aturaria a permanência do paraguaio. Há quem lhe chame teimoso, mas onde andam hoje Vukcevic, Stojkovic ou mesmo Carlos Martins? Pois.

O problema não está na permanência de Cardozo. Nenhum jogador é obrigado a sair de um clube por ter problemas disciplinares. Grave é a forma como todo o processo se passou, desde a conduta presidencial às palavras do treinador. Jesus fez saber mais do que uma vez que esperava a resolução do problema. 

Ela não apareceu, não porque Vieira ou o técnico não tenham tentado vendê-lo, mas porque à Luz não chegou nenhuma proposta que justificasse. E o técnico engoliu o que não terá sido fácil de engolir. Tudo está bem quando acaba bem: Resta saber se acaba bem. Por agora vai andando. 

No FC Porto teria ficado? Penso que não. 

- Bernardo Ribeiro, jornal Record, 17 de Novembro de 2013


GRÃO VASCO

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