12.12.14

A besta negra



Como é que é possível nomear este fulano para qualquer jogo do Benfica, se tem sido ele próprio a pedir escusa para jogos onde intervém o Glorioso?

 

As duas últimas vergonhosas prestações deste “cavalheiro”, em evidente e factual prejuízo do Benfica, foram respectivamente na 1ª jornada do campeonato da época passada, na Madeira em jogo com o Marítimo, com derrota por 2-1, e um pouco antes na final do Jamor onde o Glorioso perdeu o jogo para o Vitória de Guimarães com um off side escandaloso de um avançado vimaranense.

 

Jorge Sousa, bem conhecido pelas suas atrocidades apitadeiras, sempre em detrimento do Benfica, cujo cognome é bem ilustrativo da sua tendência irresistível – superdragão do Lordêlo – mostrou sempre e à saciedade aos seus promotores de carreira a sua sanha anti-Benfica. O seu histórico não engana ninguém. O despautério, melhor dizendo a gatunice, foi tanta ao longo de tantos anos que o Benfica iniciou um processo visando desmascarar este lacaio ao serviço do grémio da fruta corrupção & putêdo, vulgo fcp. E assim, todas as notas dadas pelos observadores a Sousa, nos jogos do Benfica, foram constantemente colocadas em causa pelos sucessivos pedidos de revisão dessas mesmas notas, solicitados pelos dirigentes do Glorioso.

Sousa, comportando-se como uma falsa virgem ofendida, reagiu a esta posição Benfiquista com o já mencionado pedido de escusa.

Benquerença também assim procedeu. E o que se verifica é que esta parelha é de facto um sério problema sempre que o Benfica os defronta. Digo bem, defronta!

 

Após mais de um ano em que não encontrou o Benfica, o Conselho de Arbitragem resolve nomeá-lo para o jogo de domingo na Pocilga da Palermo portuguesa com a necessidade premente do grémio da fruta corrupção & putêdo, vulgo fcp, ter de vencer esse jogo. Ora, nada melhor do que um superdragão para “normalizar” a situação de desvantagem dos morcões corruptos, em claro prejuízo do Benfica.

 

Chamei-lhe de “besta negra”, mas talvez o melhor epíteto para este “cavalheiro” seja mesmo “besta azul e bronca”.

 

O Benfica, tem actualmente um conjunto de jogadores adultos que sabem como têm de enfrentar estas perigosas situações. Acredito que não obstante o superdragão do Lordêlo vá inclinar o campo sempre que as coisas estiverem complicadas para o seu grémio de coração, os Bravos do Pelotão tenham a serenidade e a inteligência suficientes para levar de vencida o inimigo.

Sim! É inimigo e não adversário!

 

 


GRÃO VASCO

4 comentários:

Frank disse...

Disse bem e inimigo e nao adversario eu tambem penso assim.
Nomear o Jorge Sousa ou nomear o Proenca a merda e a mesma prejudicar o glorioso e qual dos dois prefiro eu...olha nenhum dos dois mas mal por mal nunca o Proenca dos abraços a felicitar os jogadores do Gremio da fruta.

Jamal disse...

Sei que se este senhor roubar o Benfica no domingo vai abandonar a carreira mais cedo,s benfiquistas que estejam atentos este senhor vai fazer tudo para controlar o jogo a favor do porto,os jogadores no Benfica tem que ser espertos e não cair nas armadilhas.
O senhor Jorge Sousa que nem tente e quando digo árbitro digo fiscais do pau,ele nem imagina que se tenta prejudicar o nosso clube aquilo que lhe vai cair em cima,mais vale emigrar.

ZÉ disse...

MUITA tinta se gastou com o "caso Manaca", que colocou o futebol português em efervescente convulsão no final da época 79/80. No dia 25 de Maio de 1980, a penúltima jornada do campeonato prometia muitas emoções, dado que Sporting e FC Porto partilhavam a liderança. Enquanto os dragões recebiam o Boavista, os leões viajavam até ao difícil terreno do V. Guimarães. Perder um ponto que fosse poderia significar o adeus ao título.
A semana que antecedeu os jogos foi vivida com grande tensão entre os intervenientes, com algumas notícias a lançar achas para a fogueira, como a oferta, por parte do FC Porto, de um prémio monetário a cada jogador vimaranense em caso de vitória. Mas ninguém conseguiria prever os acontecimentos que acabaram por marcar a vida de um jogador.
Manaca, moçambicano, havia chegado ao V. Guimarães proveniente do Sporting e era um leão assumido. Ao longo da carreira, foi recuando no terreno e, por etapas, passou de avançado a defesa-central, posição que ocupou nesse célebre jogo. De repente, um longo murmúrio sacudiu o estádio.
Via rádio chegou a notícia do golo de Frasco, nas Antas, aos 28 minutos, mas a angústia dos adeptos leoninos não durou muito. Aos 36 minutos, ocorreu o lance que ficou na história.
Num cruzamento para a grande área vimaranense, Manaca saltou com Manoel e cabeceou a bola para a própria baliza. Na reportagem de Record, na altura, pode-se ler: "Seria injusto, no entanto, atribuir a totalidade das responsabilidades a Manaca, já que Melo ficou a olhar para a bola e não saiu para a socar para longe." Não houve mais golos, apesar do domínio sportinguista, e, mesmo tendo o FC Porto batido o Boavista, por 2-0, os leões podiam praticamente comemorar o título, dado que tinham vantagem em caso de igualdade pontual. No fim-de-semana seguinte, uma vitória contundente sobre a U. Leiria (3-0) confirmou o título.
Mas voltemos a Manaca. Pinto da Costa, então chefe do departamento de futebol do FC Porto, e Hernâni Gonçalves, preparador físico, foram os mais contundentes nas reacções ao autogolo, e as suspeitas de suborno foram levantadas. Inclusive, começaram a circular rumores de que Manaca se teria juntado ao plantel leonino, em Lisboa, nos festejos da vitória sobre o V. Guimarães. Pinto da Costa deu ainda conta de inúmeros telefonemas que recebeu nos dias que antecederam o jogo avisando-o de que Manaca teria tido contactos com o Sporting e o jogo de Guimarães teria sido falado. O jogador, que nunca desmentiu as suas relações de amizade com muitas pessoas ligadas aos leões, negou sempre as acusações: "Saltei com o Manoel e nem vi a bola a bater na minha cabeça. Foi tudo muito rápido e sem intenção."
De qualquer das formas, Manaca seria dispensado pela Direcção do V. Guimarães três dias depois do jogo, assim como os brasileiros Dinho e Almiro e outro ex-leão, Vítor Manuel, fazendo aumentar ainda mais o clima de suspeição.
Mas quem era esse Manaca?
Era um moçambicano, em final de carreira, que tinha sido jogador do... Sporting!

Segundo veio a público, no final do jogo, já nos balneários, houve mesmo uma cena de pugilato entre o autor do auto-golo e um seu colega de equipa, Tozé, com este a acusá-lo de se ter “vendido”.

O escândalo foi de tal modo evidente, que a Direcção do Vitoria de Guimarães, liderada por um jovem presidente – Pimenta Machado – não teve dúvidas
despediu o jogador três dias após o jogo.

(nessa altura não havia “apitos dourados”...)

Para a história ficou um nome: Manaca, autor do auto-golo mais famoso da história do futebol português.

ZÉ disse...

1 comentário:
Zé Luís16 de abril de 2008 às 16:38
Lembro-me do epitáfio dito pelo Bitaites:
"Um grande golo, digno de um ponta-de-lança".
Lembro-me do lance no resumo televisivo: cruzamento da esquerda do ataque leonino e Manaca em voo contra a sua baliza que não estava ameaçada, cabeceando a bola a meia altura para um mergulho vistoso realmente digno de um ponta-de-lança.


Carlos disse...
Falta dizer que ofereceu um campeonato ao Sporting ao jogar pelo Guimarães, marcando um golo na própria baliza e assim dando a vitória ao Sporting no jogo decisivo.

Mário Luís – Após ter posto fim a um jejum de 19 anos, com a conquista do campeonato de 1977/78, o FC Porto também se apurou para a final da Taça de Portugal. O outro finalista era o Sporting.
A final foi um jogo muito quente, com uma arbitragem escandalosa, e ficou marcada por um penalty polémico, favorável ao Sporting, que foi convertido por Menezes. Tendo o jogo terminado empatado (1-1), foi necessário disputar-se uma finalíssima, no dia 24 de Junho de 1978, arbitrada pelo senhor Mário Luís de Santarém.
Com uma arbitragem idêntica ao que era (é!) habitual nos jogos em Lisboa contra o Sporting, e que validou um golo irregular à equipa leonina, o FC Porto perdeu por 1-2, provocando a natural indignação dos seus jogadores, treinador e dirigentes. No final do jogo, Seninho, o autor do golo portista, diria o seguinte: “O árbitro entregou a Taça ao Sporting”.

Mas o mais escandaloso estava ainda para vir. Menos de 48 horas depois da finalíssima, o Sporting partiu para uma digressão à China. Qual não foi o espanto quando se constatou que integrados na comitiva sportinguista, e vestidos com um fato à medida igual ao dos restantes elementos, iam dois... árbitros!
Dois árbitros?
Sim, o senhor Porém Luís de Leiria e, nada mais nada menos, que Mário Luís, o árbitro da finalíssima, a partir daí conhecido como o “chinês”.

Evidentemente, esta situação foi devidamente esclarecida pelos envolvidos – Sporting e árbitros – por forma a evitar mal entendidos... Talvez por isso, não houve inquéritos da FPF, nem investigações da PJ e muitos menos punições para os árbitros envolvidos, que continuaram a “passear a sua classe” pelos relvados portugueses.

Cerca de dois anos depois, na época 1979/80, o FC Porto disputava taco-a-taco o campeonato com o Sporting e a quatro jornadas do fim recebia os leões nas Antas. Dada a sua importância decisiva, foi nomeado árbitros desempenhando as funções de fiscal-de-linha, um dos quais era...o “chinês”!

Bons tempos em que não havia “sistema”...

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