12.11.16

Aconteceu em palermo…



Algures na Palermo portuguesa, há mais ou menos 50 anos, instruindo-se para ser o rei desse feudo da fruta, corrupção e putêdo, Giorgio, um andrade ainda incógnito, vendedor fictício de panelas de pressão, torradeiras, batedeiras eléctricas, fogões a gás e esquentadores, num momento de fina ironia, largou uma monumental farpa. Pois nesse preciso instante acabava de nascer pedro marques lopes, morcão dos sete instrumentos, hoje considerado por alguns, uma luminária político-intelectual de pacotilha da nossa pobre mas alegre praça, paineleiro incomestível de uma estação de TV e opinador futeboleiro rasca.

Nem Giorgio imaginaria que o seu eflúvio fugaz e rastejante iria dar naquilo que deu. Tinha lançado no mundo um mestre na construção de falácias, perito em tentar fazer esquecer e apagar aquilo que foi o maior escândalo nacional de sempre no futebol luso – o Apito Dourado - ao escrever as maiores barbaridades e insolências sobre o Benfica, ocultando deliberadamente as desgraças e misérias do seu "brasão”, diz ele, abençoado. Esse brasão corrupto e provinciano, “abençoado” de tempos em tempos por bispelhos, torgais e outros que tais, plasmado na ligação promíscua de presidentes com netas, brasileiras em parte incerta e alternadeiras do calor de todas as noites, pérolas negras e tabernas de infantes, na inauguração de um prostíbulo fervilhante a 92 graus kelvin (hoje, mais Herrera), em quinhentinhos e silvaninhos, em viagens acalheiradas ao Brasil de três mil e quinhentos euros para toda a família, em guardas-abéis e macacos, em fugas aceleradas para Santiago de Compostela, em gavetas da cómoda da casa iluminada da Madalena, em intimidantes e perigosas bolas de golfe, em foguetório, farfalha, ameaças e desordens draconianas, que surge semanalmente às quintas-feiras num pasquim desportivo em acelerada degradação. Deveria ser ele a transportar os valores e princípios de um norte respeitável e lutador. Mas não. O que arrasta consigo é a acrimónia, o ódio, a suspeição, a provocação, o achincalho, os complexos de alguém que nunca sairá da cepa torta e da sua profunda mentalidade labrega e provinciana, mesmo vivendo na capital. De alguém menor, por não reconhecer a sua real dimensão, circunscrita, por culpa própria a uma cidade que outros, sem compromissos viciados ou mancomunados às listas azuis e brancas, tentam redimensionar e projectar no panorama nacional internacional.

Pml, num artigo a transbordar de azia, referente ao empate de domingo com sabor a derrota, não consegue disfarçar as suas amarguras e como sempre, lá vem bolçá-la e descarregá-la no seu ódio de estimação – o Benfica – incapaz de reconhecer erros próprios e deslizes comprometedores resultantes de uma sofreguidão louca dos jogadores do seu grémio que lhes tolheu o discernimento e a competência só ao alcance dos verdadeiros tricampeões, que através de Lisandro deixou aquela turba de morcões azul e bronca e o próprio pml completamente anestesiados por umas boas semanas!
Foi isso que aconteceu em Palermo…nada mais!

Mas pml lá vai continuando a afinfar no bombo ou a esgadanhar na sanfona; e foi no mínimo anedótico, vê-lo agastado e despeitado no domingo passado na SIC N, vomitando as alarvidades habituais, tentando por todos os meios achincalhar e apoucar o Benfica e a sua equipa de futebol, recorrendo a desculpas esfarrapadas, atirando as culpas do insucesso do seu grémio para a arbitragem que durante trinta anos lhe prestou uma vassalagem mais do que pornográfica. É preciso ter cá um descaramento…
Infelizmente para ele, teve um contraditório (Telmo Correia) de peso, que de uma maneira simples e urbana o colocou subtilmente en su sitio - uma qualquer sarjeta infecta do Freixo e a respirar com dificuldade pelo nariz. Pml foi ordinário e grosseiro. Desrespeitador e ofensivo para o Benfica. Imperdoável. Não satisfeito com essa triste figurinha, ao nível de um carroceiro amacacado e submundano, azedo por um empate que lhe soube claramente a derrota, aludindo jocosamente até, ao tempo glorioso do Grande Benfica na Europa, em que mais uma vez tentando apoucá-lo, se referiu a esses anos como ”o tempo das chuteiras com travessas” – a estupidez, a ignorância, o seu anti-benfiquismo são tais que lhe toldam o conhecimento e o rigor, pois nessa altura e por uma questão de verdade de factos já os jogadores do Benfica usavam pitons – porventura pensando que nessa época os jogadores do seu querido grémio eram uma espécie de Canelas da actualidade e assim se equipavam, ou então supondo que as chuteiras de travessas não faziam parte do equipamento de um jogador de futebol. Foi uma vergonha e só se calou e embuchou quando o seu contraditório lhe disse que se quisesse recuar no tempo não fosse tão longe e falasse desde logo no Apito Dourado. Remédio santo. Acabou a triste e complexada lengalenga que até aí vinha arengando.

Como desavergonhado que é, lá veio na sua coluna de 5ª feira arengar outra vez, qual carpideira nazarena - que o ”Benfica foi tão só medíocre”, que “o Benfica é grande com os pequenitos e pequenito com os grandes” e finalmente que “O Benfica é uma equipa pequenota”.
A sua escrita suja, rasteira não consegue passar disto. Uma canalhice grosseira que revela mau perder. É sempre assim, seja pml ou o macaco da Ribeira. Está-lhes no sangue.
E ele sim, tão pequenote que é! Tão pequenote que até coube entre o polegar e o indicador do Telmo Correia!

Enxerga-te, pá, enxerga-te e olha para o miserável estado em que a tua trupe dirigente tem deixado o teu “brasão amaldiçoado”!  



GRÃO VASCO


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