7.1.17

Muito pior que os árbitros? A Comunicação Social!



Todos sabemos das ligações perigosas do fruta corrupção & putêdo ao submundo da Palermo portuguesa. Todos sabemos da promiscuidade entre dirigentes, treinadores, jogadores, juízes, advogados, empresários, jornalistas, bruxos, putas e alternadeiras, marginais, bandidos e criminosos, numa urbe marcada pelo labéu do chico-espertismo, da trapaça, do provincianismo bacoco, da saloiada, da labreguice. Todos sabemos, tal como o velhinho reclame da pasta de dentes Binaca dos anos 60 que a fama desta gentalha já vem de longe.
Salvam-se aqueles locais que ao verem tamanho despautério se afastaram e afastam destes meios, autênticos ninhos de vespas sempre prontas a atacarem, não olhando a meios para atingir os seus sinistros desígnios.

A inclusão da maioria dos profissionais da Comunicação Social a laborarem neste meio tenebroso não foge à regra comum – ou alinham ou então estão desgraçados da vida.
Outros, pela sua falta de isenção ou natureza clubística radical, sendo os melhores pontas-de-lança do grémio da fruta, até fazem questão de desempenhar os papéis mais sujos que lhes são propostos – intoxicar a opinião pública com notícias fabricadas e factos deturpados que vão contribuindo para um clima de desconfiança e de terror que recorrentemente se instala na sociedade portuense e se propaga a outros locais, com a pessoalização das ameaças, coacções e chantagens de diversa ordem. Foi assim nos tempos das “calheiradas”, dos “silvanos”, dos “martins dos santos”, dos “quinhentinhos”, da “Pérola Negra” e do “Calor da Noite”, culminando no máximo apogeu, o Apito Dourado. E por mais que a bandidagem do Freixo se esfalfe, este nunca mais poderá ser apagado – tentativa que os “especialistas” grosseiramente fizeram, por exemplo, à foto de Carolina Salgado na famigerada e hipócrita visita do séquito azul e bronco ao Papa João Paulo II, em que a imagem da dita cuja foi substituída por um padre; um padre, leiam bem, um padre! – pois o You Tube encarregou-se de evitar os branqueamentos, as trapaças e os revisionismos habituais para aquelas bandas.

A semana futebolística que está a findar tem sido pródiga no ressurgimento destes velhos métodos trauliteiros, traduzidos no recurso à insinuação, à suspeição, à coacção, às ameaças, à mentira, tentando apagar os insucessos e os erros próprios, lançando a culpa para os árbitros e para o Benfica.
E quem melhor para desempenhar estas “missões”?
Pois muito bem, a Comunicação Social, seja a de cariz genérico, seja a desportiva, tem-se prestado a um papel vergonhoso, bem ao nível das CS’s de qualquer país terceiro-mundista.
Absolutamente condenável a avidez e o desplante de uma escumalha jornalística que de microfones em punho se acercaram da sinistra figurinha, conhecida como líder de uma pandilha de vândalos, criminosos, cadastrados, traficantes, chulos e afins, para ouvir uma série de barbaridades que ofendem qualquer cidadão impoluto e sério deste país.
Como pode a CS dar voz ao submundo da marginalidade, da violência, do crime?
Como pode a CS dar tempo de antena a um indivíduo que comanda um bando de verdadeiros terroristas, inclusive advertindo em directo que “qualquer dia há uma tragédia”. Mas uma tragédia perpetrada por quem e a quem?
Como pode um fulano deste calibre, que publica um livro em que relata crimes que ele próprio protagoniza, dizer despudoradamente para as câmaras e microfones das várias estações de rádio e TV, que “todos somos pessoas de bem”?
Como é possível, capas de jornais desportivos trazerem fotos e declarações provocatórias e insinuantes deste indivíduo, apelidando inclusive um árbitro de “ferrari vermelho do Algarve”, numa tentativa torpe e canalha de condicioná-lo para o jogo do Benfica em Guimarães que ele vai apitar (este árbitro, paradoxalmente, tem sido um dos que mais tem prejudicado o Benfica)?
Como podem os “jornalistas” alinhar nestes desconchavos, que ofendem milhares de espectadores?
Como pode aparecer um fulaninho numa TV (SIC Notícias) apelidar um cidadão de má fama, de Dr.?
É caso para mencionar aquele ditado antigo – “Um burro carregado de livros é um doutor”!

A minha indignação é total. E é lamentável que o país desportivo albergue gentalha deste calibre e nada se faça para se pôr cobro a esta infame saga sem escrúpulos em que quase a totalidade da CS se envolveu e se tem empenhado!

Há que responsabilizar os diversos meios de Comunicação Social, na pessoa dos seus responsáveis, desde as chefias até ao jornalista mais mexeruca, pelo estado de sítio a que tudo isto chegou.

Mas depois lá vem a lengalenga do costume que o que foi feito foi “o dever de informar”. Esta gajada tem cá uma lata…


GRÃO VASCO


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