15.3.12

Porta de saída



Pelo que se vai conhecendo dos bastidores do futebol, Mário Figueiredo, quando se candidatou a presidente da liga de futebol, reuniu um conjunto de apoios que lhe permitiu vencer as eleições.

Resta saber por quem foi empurrado para este potencial lamaçal, que começa a ser o seu actual mandato. Sabe-se pelo presidente do Gil Vicente, Fiúza, ponta-de-lança dessa candidatura, que haveria contrapartidas e que englobariam prioritàriamente, um alargamento da liga principal para dezoito clubes e a centralização dos direitos televisivos, com avantajados benefícios para os clubes mais pequenos, que em pouco ou nada contribuem para o grande volume de receitas, em prejuízo claro dos grandes.

Parte do cumprimento do “acordo” ocorreu na assembleia de clubes/conselho de presidentes que se realizou na passada segunda-feira.
Entretanto, a “fórmula” proposta por Mário Figueiredo abortou à nascença – uma liguilha parida “às três pancadas” - imperando a deliberação liderada por Fiúza e seus acólitos, que não fizeram o “cozinhado” por menos – ninguém desce e sobem dois!
Mário Figueiredo foi ultrapassado pelos acontecimentos, ficando à mercê daqueles que o lá colocaram, completamente desacreditado e reduzido à mera figura de um presidente-fantoche.

As suas declarações finais, após a reunião, foram um espelho claro disso mesmo, com uma argumentação pífia e com um tão pouco à vontade, tão incomodativo, que lhe tolheu o raciocínio e o verbo.
Com este cenário e perante a ridicularização desta pseudo liderança, não resta a Mário Figueiredo outra solução que não seja pedir imediatamente a demissão do cargo, bem como todo o séquito que se arrasta gulosamente atrás de si.

Com a mesma facilidade e leveza com que aceitou candidatar-se ao cargo, vem agora usar um argumento impróprio para quem lidera um organismo como a liga de futebol.
Alijou responsabilidades no acto decisório, quando foi ele próprio que se dispôs a aceitar e a avançar com o polémico e ilegal alargamento.
A sua argumentação, empurrando as responsabilidades para os clubes, é uma forma leviana e pouco elevada de quem se assume como o representante máximo dos clubes de futebol.
Uma sacudidela de água do capote, pouco consentânea com o cargo que ocupa e estranhamente vinda de um profissional da área do Direito.

Mas como disse no post anterior, de casas iluminadas da Madalena ou de ricas sociedades de advogados da Inbicta é de esperar tudo.

E o que é tudo?
É tudo! – como bem disse Óscar Cruz, ex-sócio do Rei de Palermo.

 
GRÃO VASCO

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