15.8.16

Medalha de cócó




Quando no pretérito sábado, à uma e meia da tarde, era dada a partida às atletas da maratona feminina nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, estava longe de imaginar que ao longo das duas horas e vinte e tal minutos em que a prova decorreu, iria, a espaços, ouvir tanto disparate debitado pelo “cumentadeiro-enciclopédico” do atletismo galáctico, de serviço na RTP, o sempre impagável Luís Lopes.

O que nos vale é que a televisão tem uma enorme vantagem em relação a qualquer tipo de comentários ou relatos. Qualquer um pode observar o que se está a passar e analisar, segundo uma perspectiva pessoal, no mesmo momento em que parlam os mui sábios comentadores televisivos, a prestação, o empenho, o esforço, as reacções, as emoções e mais um sem número de pormenores dos protagonistas do evento.

Ora bem, confesso-vos que já há muito tempo os comentários deste personagem nas transmissões televisivas de atletismo na RTP são mais do mesmo – monocórdicos, penosos, insuportáveis, intercalados de apartes estúpidos e descabidos, cheios de expressões abrejeiradas e com muito calão à mistura. Luís Lopes parece um cruzamento de uma picareta falante com uma “base de dados ambulante” – dando-se ao luxo de usar muitas vezes uma terminologia estapafúrdia, recorrendo a um tipo de jargão em que as palavras estão desadequadas em relação àquilo que o espectador vai vendo.

Por outro lado, nunca me pareceu isento quando se trata de falar dos clubes portugueses mais importantes, ligados ao atletismo. Se já tinha poucas dúvidas, acabei por confirmá-lo nessa transmissão da maratona feminina e mesmo hoje, quando Nelson Évora entrou em acção no triplo salto, sensivelmente à mesma hora a que se iniciou a longa corrida das mulheres no Rio de Janeiro.
A pulga ficou-me novamente atrás da orelha e já ao fim do dia, constatei esse facto, quando através do inestimável serviço que o blogue “Hugo Gil e o Benfica” presta à Comunidade Benfiquista, li e vi o conteúdo sobre este tema na sua página principal.

Já tinha questionado no meu círculo de Benfiquistas quem é que era Luís Lopes e o porquê dos disparates ouvidos no sábado e proferidos por este fulano em relação à Dulce Félix e ao Benfica (AQUI).

Uma dúvida que sempre ficará e só o dito cujo poderá esclarecer, é sabermos se almoçou antes ou depois dos eventos em que participaram a Dulce e o Nélson. De qualquer das maneiras é sempre de equacionar alguma turbulência no período pós-prandial e os consequentes efeitos indesejáveis que isso provoca ou algum síndrome de abstinência em função de um forçado jejum que potencialmente puderam vir a provocar tamanho destrambelho nos seus comentários.

Também procurei algo no seu curriculum vitae (AQUI), que pudesse trazer alguma luz sobre tão “atlético” assunto – muita parra e pouca uva. No entanto e atendendo à sua idade e experiência, seria sensato ter mais tento na língua e maior equilíbrio nos comentários. Já para não ter de admitir que o dito cujo, bastas vezes, quando se trata do Benfica e dos seus atletas, enferma de uma parcialidade encapotada nesses mesmos comentários.

Hoje, por exemplo, fiquei durante algum tempo sem saber o que teria acontecido ao Nélson Évora. Se tinha levantado vôo rumo ao apuramento ou se tinha tomado um avião para Lisboa, já que esta eminência do Lopes esteve largos minutos sem adiantar o que quer que fosse. Depois, os repórteres de imagem, in loco, lá deram o Campeão Olímpico em atitude vencedora e aí sim, constatei que o grande Nélson tinha saltado 17 metros menos um centímetro e tinha ficado candidato às medalhas no triplo-salto.

Candidato à medalha cócó ficou o Lopes quando confundiu a Dulce Félix com uma outra atleta que também corria a maratona.
Mais uma destas e o inenarrável Luís Lopes receberá do Comité Olímpico do Telespectador a respectiva medalha supracitada. O pior será o fedor, pois assim não poderei assistir em directo a mais nenhuma prova de atletismo dos Jogos Olímpicos…

E uma pergunta aqui fica:
- Ó Lopes, se a Dulce Félix tivesse assinado pelo lagartêdo do fôsso, já não se passava nada, pois não?
Metes-me nojo, pá! Tu e aquela carneirada que não se enxerga nem um bocadinho que seja!



GRÃO VASCO


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